31/01/2012

Mixtape Cena Independente #1

Uma ideia bacana: reunir blogs de vários estados do país para publicar uma mixtape mensal, aos moldes do bacaníssimo e internacional Music Alliance Pact. Eis, então, o Cena Independente, projeto iniciado por Clara Cortêz, do blog potiguar FUGA Underground. Saca o que ela diz sobre a coisa toda:

"O Cena Independente é uma coletânea mensal baseada no Music Alliance Pact. A ideia é juntar blogs nacionais, cada um representando um estado, na divulgação do que há de novo na música independente e alternativa de cada canto do país."


Então sente-se aí e esteja preparado: já na primeira edição da mixtape são 13 músicas indicadas por 13 blogs diferentes. O legal é ver que cada blog indicou gêneros completamente diferentes. Tem de tudo um pouco: de metal a música de carnaval, passando por hip hop, shoegaze e psicodelia. Bom para quem gosta de variedade e novidades.

Desça ao final do post para o streaming, e saiba um pouco mais sobre cada música que está no compilado:


ALAGOAS: Sirva-se
Adrenaline – Olhos Famintos
new metal
Adrenaline, banda ativa no cenário alagoano há mais de seis anos, lançou agora no mês de janeiro seu primeiro EP contendo 6 faixas de um som pesado mesclado a passagens melódicas. Fruto de uma longa caminhada, marcada por diversos contratempos e dificuldades muitas vezes comuns na cena independente, a banda não perdeu o gás e liberou um material de qualidade e muito bem encontrado dentro do estilo musical que se propõe a fazer. O destaque vai para a música Olhos Famintos, que traz uma introdução sombria e uma letra bem introspectiva.
Para quem gosta de: Deftones / Korn / Coal Chamber

AMAZONAS: Som Independente
Luneta Mágica – Remédio pra Gripe
electronica
A Luneta Mágica surgiu em 2008, após Chico e Pablo, companheiros da banda Debochantes e prolíficos compositores, decidirem dar uma virada no som que faziam e seguir outro rumo. A proposta da nova banda contrastava com a da antiga: em vez de um som cru, a Luneta Mágica seria mais polida. Depois de várias formações e instrumentos que variavam desde o saxofone até o ukulele, a banda resolveu tentar outra virada radical: a mistura do rock and roll com música eletrônica, pouco experimentada pelas bandas de Manaus. Em novembro de 2011 a banda lançou seu primeiro EP, Remédio pra Gripe.
Para quem gosta de: Radiohead / Aphex Twin / Os Mutantes

BAHIA: El Cabong
Magary – Pegada de Dodó
black samba
A música de Carnaval de Salvador nos últimos anos penou para conseguir produzir algo relevante, apesar da alta produção. 2012 surge com algo diferente ditando a moda do verão: um percussionista que decidiu criar a própria carreira e que tem mostrado que dá pra fazer música divertida, dançante, totalmente carnavalesca e relevante. Com influência de música angolana, samba, ritmos baianos e black music, Magary é a sensação que torcemos para ficar.
Para quem gosta de: Música africana / Wilson Simonal / Carlinhos Brown

ESPÍRITO SANTO: Ignes Elevanium
Mesu Komuro Trio - Pizza Blunt
soul/funk/instrumental
Um baixo marcante, um teclado setentista, uma bateria bem postada e uma sonoridade cinematográfica, intimista e cheia de feeling. Esse é o Mesu Komuro Trio, banda instrumental idealizada pelo multifacetado músico capixaba Lucas Côrtes. Com dois EP's na conta, Queijo Ornamental, de 2010, e Mamão Papaia, de 2011, o grupo já flertou com diversos estilos, desde a salsa até o trip-hop e tudo isso, acreditem, sem perder a harmonia e uma personalidade incrivelmente própria. Pizza Blunt, faixa escolhida para a mixtape, contém os elementos mais apaixonantes do último release dos caras: baixo lindíssimo, linhas de teclado simples mas "catchy" e bateria funkeada. Surpreendam-se. E além disso todo o trabalho dos caras está disponível no soundcloud e no last.fm, e de graça.
Para quem gosta de: Situation / Mark E. / Lucas Côrtes

MATO GROSSO: Factóide
Alexandre Facchini – A Notícia Ruim Ilustra a Reportagem
eletrônica alternativa/synthpop/hip hop
A letra de Ricardo Sardinha e a música (e toda a gravação) por Facchini retoma uma bela parceria que existe também na Strauss, a banda mais famosa de Mato Grosso nos anos 90 e que abriu caminho para tudo que aconteceu nos anos 2000 (e que recentemente comemorou 20 anos em grande estilo). Facchini, originalmente baterista, tem amplo domínio de uma vasta gama de instrumentos e é um dos grandes músicos do estado. Além de tocar em várias bandas e projetos, também tem se arriscado nas produções com toques eletrônicos, como nesta canção.
Para quem gosta de: Criolo / Silva.

MINAS GERAIS: Meio Desligado
Graveola e o Lixo Polifônico - Babulina's Trip
MPB experimental
A Graveola é uma das principais bandas de Belo Horizonte na atualidade e possui um dos maiores e mais fieis públicos da capital mineira. Suas músicas  atualizam a MPB e o tropicalismo com ousadia e imprudência, mesclando-os aos mais diversos gêneros. Em Babulina's Trip, as muitas influências e referências da banda são transpostas para a letra, que se confunde com a história do próprio grupo e da cena artística em que se encontra.
Para quem gosta de: Los Hermanos / Mutantes / Novos Baianos

PARAÍBA: Atividade FM
Rieg – The Histrionic
lo-fi/folk/trip-hop/funk
Rieg é um projeto formado pelo Rieg Wasa, músico conhecido por tocar com o grupo Madalena Moog, e ainda integrantes de bandas bastantes conhecidas na cena local, como  Burro Morto e Dalva Suada, sendo eles Felipe (Guitarra), Daniel (Baixo) e Nildo (Bateria). O projeto teve seu primeiro EP, The Histrionic, lançado no final de 2010, e ainda é dos trabalhos que nos chama a atenção por ter saído um pouco da sonoridade convencional e um pouco saturada de algumas bandas locais.
Para quem gosta de: Burro Morto / Madalena Moog.

PARANÁ: Defenestrando
ruído/mm - O Prestidigitador
canção instrumental
O ruído/mm (lê-se "ruído por milímetro") é uma banda instrumental pós-rock de Curitiba. Com o lançamento do ótimo disco Introdução à Cortina do Sótão, eles foram o grande nome da música curitibana em 2011, ao lado d'A Banda Mais Bonita da Cidade. Influenciados por todo o tipo de coisa que possa influenciar compositores, suas músicas parecem contar grandes histórias sobre a vida, mesmo sem pronunciarem qualquer palavra ou frase. O Prestidigitador é a última faixa da Introdução.
Para quem gosta de: Mogwai / Sonic Youth / Debussy

PERNAMBUCO: AltNewspaper
D Mingus – Cosmicamente
folk/rock/psicodelia/lo-fi
Domingos Sávio, o D Mingus, é um artista recifense dos mais interessantes que apareceram depois dos anos 2000. Realizando gravações no esquema monodeck, acabou por criar uma banda com o mesmo nome, pautada na música instrumental da mais alta qualidade.  Antes e depois da monodecks, a mente criativa do músico sempre desenvolveu músicas com outras influências e estilos. Em 2010, Domingos lançou um dos registros mais interessantes da música pernambucana, misturando Lo-Fi, Folk, Rock e muita psicodelia. Neste começo de 2012 o artista está de volta, um novo registro de uma mente doentia que não para de pensar, desenvolvendo um dos trabalhos mais fora do eixo da música brasileira na atualidade. No novo disco, Canções do Quarto de Trás, mais uma vez o formato de gravação lo-fi e caseiro foi utilizado, porém tudo feito com a mais alta qualidade.
Para quem gosta de: Walter Franco / Syd Barret / Ennio Morricone

RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Peaceful Pants – She Messes
freak folk
O Peaceful Pants é o trabalho solo de Adriano Sudário, vocalista e guitarrista da banda potiguar de twee pop Hey Apple. Em novembro, o músico lançou o melancólico Floating Island, disco de 12 faixas cheio de participações de figuras ilustres do rock potiguar. Em She Messes encontramos a música mais pop do debut – uma letra simples em uma melodia deliciosamente pegajosa.
Para quem gosta de: Kings of Convenience / Elliot Smith / The Tallest Man On Earth.

Vinícius Tocantins – Ponto Fixo
folk/indie rock
Janeiro de 2012 chega como uma grata surpresa aos fãs do músico/compositor Vinícius Tocantins, que lançou virtualmente seu segundo EP solo chamado A vida vem em ciclos. O segundo compacto do artista, assim como o primeiro, conta com duas composições próprias e uma releitura.
Para quem gosta de: Marcelo Camelo / Paralamas / Frejat

RIO DE JANEIRO: RockinPress
El Efecto – Pedras e Sonhos
Descobrir o El Efecto nunca foi um problema, tamanha a quantidade de pessoas que me indicaram a banda. O combo gosta de misturar estilos e instrumentos e deixar sua música bastante diversificada e extremamente bem arranjada, deixando-os praticamente inclassificáveis. Na bagagem, a banda já anota dois álbuns (Como Qualquer Outra Coisa, de 2004, e Cidade das Almas Adormecidas, de 2008), além de um single de 2010 e dezenas de outros shows pelo país, incluindo até apresentação no Equador. Para 2012, ouvi comentários de um DVD ao vivo gravado na Audio Rebel, tradicional casa de shows, gravações e ensaios do Rio de Janeiro, além de um CD ou EP novo para fevereiro ou março.  A faixa Pedras e Sonhos mostra bastante dessa variação musical  e do incrível arranjo que a banda costuma a fazer para suas músicas. A versão presente neste post é acústica, gravada para a Tocavideos.
Para quem gosta de: Pendulum / Labirinto / Eskimo

SÃO PAULO: Move That Jukebox
Blemish – Love Me Until You Hate Me Enough
90's/pop/shoegaze
Saída do começo da década passada, a banda Blemish tirou o pó das guitarras em 2011 -- e, logo neste comecinho de 2012, volta com uma reedição caprichada de seu cultuado EP Silver Bong Song, com novos arranjos, remixado e com a inclusão da linda e singela Nite Nite. Mas o destaque fica por conta da abertura do EP: Love Me Until You Hate Me Enough dispara microfonias, guitarras sujas e um vocal calmo que se contrapõe à barulheira organizada da banda. O Blemish retorna em 2012 depois de uma longa hibernação -- e promete fazer valer a espera com lançamento seu esperado debut, entitulado Transatlantic Broken Dreams.
Para quem gosta de: My Bloody Valentine / Superguidis / Pavement

26/01/2012

Feito um passarinho - Rosie and Me

O belo e fofo e encantador grupo curitibano Rosie and Me acaba de lançar seu primeiro álbum cheio: na última quarta-feira, por volta das cinco da tarde, o belíssimo disco Arrow of my Ways deu as caras pela internet e agora está aí, esperando o seu download gratuito lá no site oficial da banda.

Achei que essa seria uma ótima oportunidade para resgatar um texto que escrevi por volta de fevereiro de 2011 e que acabei não publicando. O texto deu uma leve empoeirada, mas ainda dá pro gasto. No final do post há algumas leves atualizações sobre os fatos em questão, mas se você prefere saber as novidades já de cara, corra aqui no Scream & Yell para saber de tudo bem direitinho.

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Feito um passarinho
Ou: sobre sentimentos, violões e o mar

Rosanne Machado em show no Paço da Liberdade

Um passarinho pousou, há alguns anos, em alguma orquestra de Wisconsin, nos Estados Unidos. Uma garotinha brasileira se esticava para tocar string bass, aquele contrabaixo enorme com 1,80m de altura. Ela não sabia ler partitura e, para não dar pistas, aguardava o momento exato em que o baixista que tocava do seu lado virasse a página. A atividade acabou não a agradando muito; enquanto estava em solos norte-americanos ela preferiu outras experiências musicais como, por exemplo, participar de um festival de música tocando com uma banda de folk irlandês.

Tempos depois, ela está de volta ao Brasil – mais precisamente em Curitiba. Agora com sua própria banda de folk (que não é irlandês mas, quem sabe, algum tipo de folk brasileiro) formada por ela e outros quatro rapazes, que na primeira noite de outubro de 2010 aguardam dentro de um camarim no centro da cidade. Do outro lado da parede, na aconchegante Sala de Atos do Paço da Liberdade, estão ocupadas todas as poltronas espalhadas ao redor de um tapete redondo que irá servir de uma espécie de palco. Nele se aglomeram, pronto para serem tocados, todos os instrumentos da banda que irá se apresentar dentro de poucos instantes. Isolado entre vários violões, um banjo chama a atenção no meio das outras cordas. 

Os espectadores que chegam atrasados vão tentando achar algum lugar para ficar em pé, entre as últimas cadeiras e a parede. Duas ou três câmeras de vídeo profissionais erguidas acima de tripés altos irão registrar o acontecimento. 

Faz-se silêncio. Por uma porta lateral entram ela e os outros quatro. Um pouco baixinha, sensivelmente tímida, e um tanto nervosa com todos os olhares atentos em sua direção, a moça parece menos imponente do que nas fotos de divulgação da banda que circulam na Internet. O grupo é o Rosie and Me; ela é Rosanne Machado (ou só Rô). Juntos aos cinco integrantes da banda sobe ao palco-tapete a incontável quantidade de rasgados elogios em revistas e blogs especializados do Brasil e do exterior.

Acanhada, a moça quase some atrás de seu violão de cordas de aço. A plateia quase não a escuta dizer suas primeiras palavras, de tão baixinho que a vocalista fala, mesmo ao microfone. A timidez é notável. Ela mesma assume, alguns meses depois do show: “Morro de vergonha. Antes de eu ter banda, minha mãe nem sabia que eu cantava. Era tudo no quarto, sozinha.” 

Então ela canta. Sua voz parece presa na garganta, mas em alguns momentos Rosanne se esquiva das reservas impostas pela própria timidez e suas notas escapam potentes, bonitas e tocantes, como um passarinho que se desvencilha, voa rápido encantando quem o vê e logo volta à própria gaiola. Ou à própria baleia.


Mar de distância

Um passarinho e uma baleia. No meio deles, carinho e um oceano. Não bastasse a distância geográfica, a relação entre os dois é complexa: um passarinho e uma baleia. Algo impossível. O passarinho nunca irá conseguir ficar perto da baleia. É a ideia do relacionamento à distância, da grandeza de um mar, que a vocalista explica ser visível em várias das músicas do grupo. 

Os dois animais, desenhados por ela e pelo baixista Guilherme Miranda e que estampam a capa do EP “Bird and Whale” (2010), têm um quê de autobiografia do grupo que começou por volta de 2006 como uma dupla composta por Rosanne e Alex Souza (que alguns anos depois acabaria saindo da banda). Quando o projeto começou – “não era nem uma banda, era uma coisa” explica ela – a distância geográfica esteve sempre presente: ele morando no Rio de Janeiro, ela em Curitiba e depois nos Estados Unidos.

Assim nasceram as primeiras gravações do Rosie and Me: ela gravando alguma base de violão em um microfone caseiro e ele tentando mixar alguma coisa a milhares de quilômetros de distância. Todo esse processo acabou de alguma forma registrado nas composições que chamam a atenção, sentimentalmente falando, pela honestidade, pela melancolia e por alguns traços de esperança e felicidade.

Uma mistura emocional que desde então só faz conquistar cada vez mais fãs e simpatizantes, e que levam o passarinho a voos maiores e a baleia a mares mais distantes. Em janeiro de 2011, por exemplo, o Rosie and Me participou do M/E/C/A/ Festival, realizado na praia de Shangri-lá (RS), ao lado de nomes internacionais como Vampire Weekend e Two Door Cinema Club. Os curitibanos só não foram* ao South by Southwest, badalado festival anual de música independente que acontece em Austin, Texas, porque a banda teve problemas com o visto de entrada nos Estados Unidos.

O guitarrista Thomas Kossar no Paço da Liberdade

Bem resolvidas

O que leva o Rosie and Me a consolidar-se de maneira a conquistar corações em Curitiba, no Brasil e no exterior? As respostas podem ser várias. A qualidade das composições, o delicado e simpático rosto atrás do microfone, a facilidade com que um ouvinte pode se identificar com os sentimentos presentes em cada música, a dedicação pessoal dos integrantes ao cotidiano da banda... São muitas explicações. Talvez sejam todas elas juntas e misturadas.

O jornalista Cristiano Castilho, do Caderno G da Gazeta do Povo, fala da capacidade vocal de Rosanne e de sua atitude no palco. “A timidez da moça é um complemento àquelas melodias bonitinhas, mas muito bem resolvidas, e ao banjo bem tocado. Seu posicionamento, sua maneira de ser, tudo é sinérgico” explica. “Há menos guitarra e mais suavidade, leveza e contemporaneidade” diz Castilho, comparando Rosie com um grupo mais antigo, do mesmo gênero e de boa representatividade de Curitiba, o Bad Folks.

Entre fofura, timidez, sentimentos e boa música, é difícil achar algo a contestar. O jeito é se deixar levar pela baleia, se deixar encantar pelo passarinho. Eis aí uma das bandas mais apaixonantes dos últimos tempos. Não vá perdê-la de vista.

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*Agora, às rápidas atualizações:
Durante alguns meses de 2011, a banda enfrentou problemas com o selo com o qual tinham assinado: as partes se desentenderam e o selo retirou todos os vídeos do canal da banda no Youtube (alguns deles particulares) e as músicas dos sites da banda; o conflito foi resolvido amigavelmente e agora está tudo certo, mas o Rosie and Me não está mais no casting do selo.  
A música "Darkest House", do EP "Bird and Whale", foi parar na trilha sonora do último episódio de uma das temporadas do seriado One Tree Hill.
Agora de álbum lançado, o Rosie and Me vai enfim ao SXSW 2012. E junto com o festival a banda emenda uma turnê pelos Estados Unidos para divulgar o "Arrow of my Ways".
Tudo isso está explicado melhor em um post no Scream & Yell que conta essa história toda e ainda traz uma entrevista com a Rosanne.

22/01/2012

Música Boa da Quinzena: Another - Audac

Então é hora de começar 2012 de vez, afinal. E nada melhor para isso do que mais uma edição da Música Boa da Quinzena, o quadro que nunca respeita a frequência prometida no nome. A belezoca de que falamos hoje é a música Another, do Audac


O grupo, liderado por Debbie e Alyssa Aquino, lançou um bacanudo EP novo no segundo semestre de 2011 com três músicas boas para agitar uma pista de dança. Another é uma dessas; nela há uma mistura certeira entre baixos, sintetizadores e uma guitarra moderadamente frenética.

E claro, não há como não dizer da sensualidade das vozes das duas garotas, mas principalmente da de Debbie, que em algum momento da música parece sussurrar um "uuuuh" bem pertinho do seu ouvido. Você, se não estiver muito atento, de repente fica arrepiado.

"Another" é uma delícia provocante:



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2012 é o ano em que este blog completa sete anos de vida. O aniversário é já no começo de fevereiro. Estamos planejando várias coisas aí, então é bom você ficar ligado. All right!

15/01/2012

vem aí - grande final da Batalha de iPod 2011 (atualizado)

Bem amigos do Defenestrando! É com grande prazer que anunciamos que 2012 ainda não começou para este blog. Não, senhor. Não estamos dizendo que só iremos começar os trabalhos depois do carnaval, mas sim que nosso reveillon simbólico será celebrado na próxima quinta-feira, dia 19 de janeiro. É nesse dia, senhoras e senhores, que acontece a GRANDE FINAL da temporada 2011 da Batalha de iPod do James.


Para quem não sabe, a Batalha de iPod é uma das baladas mais insanas que existem nessa cidade. Funciona mais ou menos assim: oito equipes, cada uma com três pessoas, participam da batalha. Duas equipes se enfrentam de cada vez; uma das equipes toca uma música e tenta animar a pista de dança (sempre lotada!). 

Na sequência, a outra equipe tenta escolher uma música que anime ainda mais a galera. E assim por diante, até que cada equipe tenha tocado três músicas. Feito isso, o público escolhe, gritando, de qual das duas equipes mais gostou. A equipe para qual o público fizer mais barulho ganha a rodada e passa para a semi-final, e assim por diante, até que sobre uma única equipe campeã.

Mistura de selvageria, álcool, sangue, passarela e pista de dança, a Batalha de iPod que vai rolar nesta quinta-feira será ainda mais especial por ser a final da temporada 2011: todas as oito equipes que venceram as oito edições das Batalhas realizadas durante o ano passado voltarão ao James para se enfrentar e descobrir, afinal, quem é realmente bom na parada.

Vamos participar dessa final por termos ganhado a edição que rolou em julho. Clique aqui para ver o vídeo em que este blogueiro é carregado pela galera após termos ganhado que mostra um pouco da loucura que foi a festa da qual participamos. Ou veja abaixo o teaser oficial da finalíssima:


É aqui que entra o nosso humilde pedido: vamos precisar da força e da presença dos queridos leitores defenestrados para conseguir chegarmos a algum lugar. Sem o apoio da gente bacana que lê este blog, nós não vamos conseguir fazer nem cóceguinhas nas outras equipes. Vamos, vamos, vamos?

Recapitulando: insanidade, música, álcool e gente bonita em uma balada estilo mata-mata. O que você pode querer mais? Aproveite que você já vai estar lá e dê uma forcinha pra gente.

Certo então? Nos encontramos lá? A festa acontece nesta quinta-feira, 19 de janeiro, no James Bar. A entrada custa 15 mangos. Como essa loucura toda será em dia útil, a coisa toda irá começar cedo, às 21h. E, em se tratando de James e suas famosas filas quilométricas, procure chegar lá mesmo às 21h, para evitar abusos de paciência e etc.

Te esperamos!

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Aqui tem a página oficial do evento no Facebook. E aqui tem a página dos torcedores do Defenestrando, hehehe.


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*Update - Apesar de termos contado com uma torcida sensacional durante a Batalha, não ganhamos a parada. Chegamos na semi-final mas, por um décimo de decibel de gritos a menos, não passamos à final.
Méritos das outras equipes, que tiveram méritos. Parabéns à equipe Glitter, que foi a campeã das campeãs, e que agora deve enfrentar a equipe vencedora da Batalha de Belo Horizonte no mundial interclubes de iPod. Parabéns também ao James e ao blog amigo In New Music We Trust pela organização do evento, sempre insano e divertido demais.