Barulho. Barulho... Barulho; barulho! Barulho não falta em Curitiba. Alguns posts atrás fizemos uma entrevista com o Sonora Coisa, revelação do noise/post-rock curitibano. E agora, para quem curte essa maneira mais ruidosa/artística/doidona de encarar o rock (damos a isso o apelido carinhoso de "sol na orelha"), o próximo final de semana será bom. Vai vendo:
Na sexta-feira acontece no John Bull a festa White Noise, do esperto selo digital Sinewave. No palco, os curitibanos do This Lonely Crowd e do I Kill Kane (cancelado de última hora) recebem os paulistas do Hoping to Collide With e do S.O.M.A. Raríssima e barulhenta oportunidade de ver os três grupos em ação (se não for dessa vez, sabe-se lá quando poderemos ver um show de qualquer uma das três bandas novamente).
Ao lado do bom e velho Guga Azevedo (que está de blog novo), estarei a cargo das discotecagens durante os intervalos entre os shows. Venha por aqui e confirme sua presença no Facebook.
Serviço:
White Noise
Bandas: I Kill Kane, Hoping To Collide With e This Lonely Crowd
Discotecagem: Felipe Gollnick e Guga Azevedo
R$ 15 masc / R$ 12 fem.
A partir das 21h
John Bull - Rua Mateus Leme, 2204 - Bom Retiro
Mas não para por aí: no dia seguinte tem mais barulho.
Há meses sem fazer shows em Curitiba (o último foi em dezembro de 2011, no próprio Sinewave Festival), o ruído/mm se apresenta sábado no incrível Teatro Paiol. O grupo chega respaldado pela boa repercussão em torno do ótimo cover da música Índios, do Legião Urbana. Sem cerveja, sem conversas paralelas, sem ter que ficar em pé e com a música ganhando a atenção principal, são grandes as chances de que a banda transforme o Paiol em disco voador por alguns instantes. Venha aqui e confirme presença no Facebook.
Serviço:
ruído/mm
R$ 25 inteira / R$ 12,50 meia (ingressos antecipados à venda no Paiol e na Galeria Lúdica)
21h00
Teatro Paiol - Praça Guido Viaro, s/n - Prado Velho
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P.S: Pensei muito a respeito dessa regravação de Índios pelo ruído/mm e cheguei a alguma conclusão. Talvez eu caia na insistência de falar novamente bem da banda (não faltam comentários elogiosos aos caras aqui no blog) e até em uma afirmação pretensiosa demais, mas penso o seguinte: a nova versão fez com que a música de Renato Russo finalmente fizesse sentido para quem é da atual geração vinte-e-poucos-anos.
Não que as letras e as ideias passadas pelo Legião Urbana não sejam profundas e nem façam sentido, mas ao passar dos anos as mensagens e a musicalidade (esta principalmente) ficaram ultra-datadas e não têm nem de longe o mesmo impacto que tinham nos anos 80 e 90. Neste início de década de 2010, o ruído/mm tira as letras da música, aumenta o drama e quase nos faz entender o que Renato Russo tinha a dizer. Por essas e outras que volto a afirmar que o ruído/mm é uma das melhores bandas em atividade no país, mas tanto essa questão quanto a do Legião Urbana ficam para um outro post.
Mas também é o seguinte: daqui a uns dez anos provavelmente a versão do ruído/mm estará ainda mais datada do que a música original. Talvez.
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P.S 2: Legal demais essa espécie de ocupação rolando no Paiol. De uns meses pra cá, o histórico espaço cultural curitibano recebeu shows de Apanhador Só, Felixbravo, Rosie and Me, A Banda Mais Bonita da Cidade & China, Pélico e Anelis Assumpção, e ainda vem mais coisas bacanas por aí. Legal demais ver "os jovens" indo também ao Paiol.


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