29/11/2011

vem aí - VI Sinewave Festival

Bem amigos do defenestrando, voltamos agora em definitivo para as emoções de mais um mês de dezembro nesse blog doido. Houve boatos de que esse blog estava parado... se isso não é ficar parado... pohan... o que que é ficar parado então? 
E já vamos voltando daquele jeito, com promoção e tudo o mais. Mas primeiro...


Vem aí, amigos, mais uma edição do incrível Sinewave Festival. A sexta, para ser mais exato. A segunda em Curitiba. A primeira rolou lááá em janeiro desse mesmo 2011. E foi barulhenta. Mas vamos por partes. Uma coisa de cada vez:

O Sinewave é um selo virtual dedicado principalmente aos estilos post-rock, shoegaze e experimental. Os caras acreditam firmemente no livre compartilhamento de informações pela internet. Ou seja, todo e qualquer disco ou EP lançado pela Sinewave estará disponível para download gratuito. Coisa fina. Empreitada boa de Elson Barbosa e Luiz Freitas, que além de caprichosamente só lançarem coisas boas, esforçam-se em realizar festivais com as bandas do casting em diversas cidades do país.

Como dito, já tivemos uma edição dessa belezoca realizada aqui em Curitiba, no Jokers, em janeiro. As caseiras Black Sea e This Lonely Crowd fizeram as honras para as paulistas Herod Layne e Duelectrum e para a gaúcha Loomer. Foi bom. Foi elétrico. Foi barulhento. Foi uma lavagem cerebral a partir do ouvido. Clique aqui para lembrar como foi. 
Abaixo, o teaser do evento da próxima sexta-feira:


Pois bem. Esse VI Sinewave Festival (o segundo em Curitiba) vem com tudo para jogar um pouco de sol na orelha das pessoas que estão começando a adentrar esse dezembro bom. Quiçá, a festa poderá ser ainda melhor do que a que rolou no começo do ano. Será difícil, mas, a ver pelo line-up dessa edição, olha, não é de se duvidar. Então chega de nhém-nhém e vamos às bandas, na ordem em que elas estão previstas para subir ao palco:

lavalsa

Os caras começaram a aparecer mais por aí no começo do ano com o lançamento do EP de estreia, homônimo, capitaneado pela voadora, espetada e intrigante música "She floats". Vimos um show dos caras no começo do ano no Wonka. A coisa foi vigorosa. Promete abrir a noite com energia.

This Lonely Crowd

Contos de fadas, Alice no País das Maravilhas, nomes fictícios, impressão de achar que as coisas estão onde não estão, tudo isso e muito mais está no This Lonely Crowd, que está quase sempre em estúdio gravando coisas novas. Nesse ano os caras lançaram seu primeiro álbum cheio, o "Some kind of pareidolia", do qual falamos mais aqui.

Herod Layne

Esses aí já fizeram até turnê pelo Canadá e Estados Unidos (que rendeu gravação de DVD e tudo o mais, conforme eles contam aqui). Os caras fizeram o melhor show do primeiro Sinewave Festival curitibano, e se o evento inteiro foi grandioso, você pode começar a imaginar o que vem por aí. Esteja com os ouvidos preparados.

ruído/mm

Os donos do melhor disco nacional de 2011. Simples assim. Difícil achar algo que tenha a mesma profundidade, os mesmos alcance, qualidade e sentimento complexo que há em "Introdução à cortina do sótão". Tudo isso sem uma única palavra dita durante todo o disco. Escrevemos mais sobre essa coisa toda aqui.

Muito bem. E se só com isso aí tudo você não ficou na pira (ou ficou, mas o orçamento de final de ano tá te atrapalhando), temos uma boa notícia: você tem duas chances de participar desse festerê barulhento sem ter que pagar para entrar. E é muito simples, comissário: um ingresso será sorteado pelo twitter e outro pelo facebook defenestrado. Você pode tentar a sorte nos dois sorteios.

Para participar pelo facebook, basta curtir esta foto e deixar um comentário maroto qualquer lá. Mas tem que comentar, se não não vale.

Pelo twitter, basta tuitar a seguinte frase:

Sol na orelha! Quero pirar na barulheira do VI Sinewave Festival com o ingresso que o @_defenestrando vai sortear! http://bit.ly/s8Y7k3

O sorteio acontece entre o final da tarde e o começo da noite dessa quinta-feira, dia 1º, e os ganhadores serão definidos através dos números fornecidos pelo site www.random.org.

Certo então? Preparai-vos para a barulheira. Aqui tem mais informações sobre essa noite doida. E segue abaixo o serviço:

VI SINEWAVE FESTIVAL
02 de dezembro de 2011
À partir das 19h
ruído/mm, Herod Layne, This Lonely Crowd, lavalsa
Discotecagem: Karen Koltrane Radio
JOKERS
Rua São Francisco, 360, Centro, Curitiba, PR
R$ 15 (antecipado) e R$ 20 (na porta)
Ingressos antecipados na Itiban Comics Shop
Av. Silva Jardim, 845, Curitiba-PR. Tel (41) 3232-5367

*A lavalsa, primeira banda da noite, está prevista para subir ao palco às 21h.

Nos encontramos lá?

15/11/2011

Pearl Jam em Curitiba

O nosso estimado Enio Vermelho Junior, também conhecido como "o terceiro defenestrado", foi ao show do Pearl Jam aqui em Curitiba na última quarta-feira. Acompanhe aí o texto do rapaz a respeito dessa noite marcante (fotos e vídeo são todos dele):

-------

Pearl Jam + X @ Curitiba, 09/11/11


Quem foi no show do Pearl Jam com o Mudhoney na Pedreira Paulo Leminski em 2005? Eu fui, belo show, tempo bom, Pedreira quase lotada. Era a primeira vez do grupo de Seattle no Brasil. E, mais exatamente, o segundo show (o primeiro foi em Porto Alegre). Diziam que eles voltariam em 2008, mas nada aconteceu. Eis que agora, finalmente, depois de seis anos de espera dos fãs brasileiros, Eddie Vedder e companhia voltaram para mais shows em terras tupiniquins. Nós curitibanos, que mal temos shows internacionais por aqui (me desculpem, mas Nazareth e Iron Maiden vêm todo ano pra cá, nem contam mais), demos sorte e recebemos um dos cinco shows da turnê brasileira do quinteto norte americano.

Esse ano tem um motivo interessante para a turnê mundial, cuja parte latino americana começou esses dias, em São Paulo: o Pearl Jam comemora 20 anos de carreira. Em 1991, mesmo ano de lançamentos de clássicos modernos do rock, como o Nevermind dos conterrâneos do Nirvana, o Bandwagonesque dos escoceses do Teenage Fanclub e o Screamadelica do Primal Scream, foi lançado o primeiro disco da banda: Ten. Desde então, foram mais oito discos até agora.

Sobre os shows aqui: a exemplo do que aconteceu em 2005, o Pearl Jam trouxe outra banda amiga deles para abrirem os shows da turnê latino americana: o X. Surgida em 1977, a banda punk de Los Angeles é formada por Exene Cervenka (vocais), John Doe (baixo e vocais), Billy Zoom (guitarra) e DJ Bonebrake (bateria). Só que, ao contrário do Mudhoney em 2005, os californianos são pouco conhecidos aqui no Brasil, como dava pra perceber na antes e durante o show deles no estádio. Muitos dos que estavam ali sequer sabiam da existência da banda, eu mesmo só fui escutar algo deles uma semana antes do show aqui em Curitiba.

O show do X foi curto, não passou dos 35 minutos. Depois de algumas músicas, como “Los Angeles” e “True Love”, a banda encerrava o show com “Devil Doll” e uma surpresa: a participação de Eddie Vedder, coisa que aconteceu também dois dias depois, no último show da turnê brasileira, em Porto Alegre. Mesmo com quase ninguém conhecendo a banda, a recepção do público foi boa, com um bom número de pessoas elogiando o show de abertura.


Com uns 25 minutos de atraso, o Pearl Jam finalmente foi ao palco e dava início ao show de mais de duas horas e meia com “Go”. Logo em seguida, veio de cara uma das surpresas do show: “Arms Aloft”, cover de The Mescaleros, banda de Joe Strummer, do The Clash. Entre as novidades, uma música inédita da banda que vem sendo tocada há alguns meses: “Olé”. E as surpresas não paravam por aí: músicas difíceis de aparecerem nos shows deles surgiram em Curitiba, como “In Hiding” e “Red Mosquito”. Com “Porch”, do primeiro disco, eles terminaram a primeira parte do show.

No primeiro bis, mais surpresas: “Just Breathe” e “Off He Goes”, esse a pedido de uma fã no meio do público. Além, claro, dos clássicos “Black” e “Jeremy”, cantadas em uníssono por cerca de 20 mil pessoas. No segundo bis, aconteceu que eles tocaram “Footsteps”, “Once” e “Alive”, que, soube depois, fazem parte de uma “trilogia” chamada The Mamasan Trilogy. Mesmo não sendo tocada na seqüência certa da trilogia, segundo alguns fãs da banda é raro de aparecerem as três músicas no mesmo show. Perto da meia noite, e com as luzes do estádio já se acendendo, o Pearl Jam terminava a apresentação curitibana com um cover do The Who, “Baba O’ Riley”, e com “Yellow Ledbetter”, com Vedder lembrando do show em 2005, também encerrada por essa música, quando ele contou a história de um fã da banda que tinha sofrido um acidente de carro um ano antes e na ocasião foi homenageado com a música, só que desta vez ele não estava no show.



Trinta e duas músicas depois, o Pearl Jam fazia um show mais longo do que os de São Paulo e no Rio de Janeiro (em Porto Alegre foi o mesmo número de músicas). Além disso, fazia um show ainda melhor do que há quase seis anos atrás na já citada Pedreira. Se em 2005 teve toda aquela coisa de ser a primeira vez no país, nesse da semana passada teve o ótimo repertório, a entrega da banda e a energia dos fãs cantando alto em boa parte do show.


-----


Tem mais material do Enio sobre o show. É só vir aqui ou aqui.