30/08/2011

vem aí: Colorphonic, Homemade Blockbuster, Drunk Disco e discotecagem defenestrada




Até chegamos a começar a mexer os pauzinhos pra que aconteça logo a Noite Defenestrada II (sobre a primeira, aqui). Mas a falta de tempo pra lidar com a burocracia tem emperrado um pouco as coisas. A verdade é que do ano passado pra cá, enquanto essa noite não rola, não perdemos as oportunidades de fazer uma bagunça. Umas discotecagens ali e aqui, a vitória na Batalha de Ipods, a Taça Allejo, e por aí vai...


Acontece que nesta quinta-feira a coisa vai ferver.

Como você pode ver no cartaz aí em cima, haverá no James Bar uma noite praticamente de família: os camaradas da Colorphonic e Homemade Blockbuster vão cuidar das coisas no palco, e na cabine quem ajuda na festa é o duo nipo-germânico Drunk Disco (e seus peitinhos). Bem também estaremos lá como discotecagem defenestrada, mas esse é apenas um detalhe.

Então anote aí: a peleja acontece nesta quinta-feira (1º) e já dá pra ir chegando lá a partir das 22h. Mandandoo nome para lista@barjames.com.br ou indo de bicicleta você paga meia, ou seja, 5 dinheiros.

Pra confirmar sua presença e vem aqui no facebook, ó: https://www.facebook.com/event.php?eid=211860428869523


Nos vemos, lá!

28/08/2011

Narciso Nada, Mordida 1 e Quick White Fox

Vish, meu último post aqui já foi há mais de um mês. Que vergonha, hein. Mas vamos aí, tenho um monte de coisas pra falar que ficaram acumuladas durante esse tempo de ausência. E vai tudo numa tacada só, porque saiu a lista dos indicados ao VMB e Curitiba tem nada menos do que CINCO bandas indicadas -- e vamos ter que falar muito sobre isso nos próximos posts. Por enquanto, vamos aí:

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Saiu aí um EP novo que é uma belezinha: Arbusto pra fome esconder, do Narciso Nada. Talvez seja o som que este blogueiro mais tenha ouvido nas últimas semanas (está aí o last.fm que não me deixa mentir). Uma das melhores bolachas da cidade em 2011 até agora, na minha opinião.


"Toda banda acaba lançando um disco sobre o carnaval alguma hora", disse o próprio Narciso Nada em alguma rede social. E não há como não sentir o clima de fim de festa, tristeza/raiva e confetes e sujeira no chão em "Quarta-feira", musicaça de abertura do EP. Há a angústia, há a garganta ardendo por um desabafo que acaba ficando preso de alguma forma na mente, e não sai dela. Mas pelo menos o carnaval acabou.

Talvez possa ser fácil (e lugar-comum) comparar qualquer banda brasileira atual com o Los Hermanos, mas não há como não perceber a ligação direta entre "Arbusto pra fome esconder" e "Bloco do eu sozinho". A vantagem é a adição de dez anos mais de influências e uma repaginação curitibana. Quando ouço as músicas quase consigo enxergar as badalações pré-carnaval no Largo da Ordem. Se isso é bom ou ruim, cabe a quem escuta decidir. Mas com certeza vale a audição, pelo menos para o leitor ver qualé. Dá pra baixar o EP aqui.

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Já foram três semanas ou pouco mais desde que o Mordida lançou seu primeiro álbum cheio, o Mordida 1. A festa de lançamento no Jokers foi bonita, agradável e cheia de amigos e de outras bandas presentes (tem mais sobre isso aqui).


Depois de seis EPs marotos, joviais e cheios de energia, a banda solta um álbum mais adulto, maduro, cabeça no lugar, mas sem nunca deixar de lado aquele timbre de voz mais espetado, de adulto-piá. "Você é sexy fritando ovos / preparando omelete", pedacinho da faixa "Dia Comum", é um dos pontos altos do disco e ganha a simpatia de corações etílicos. "Workaholic" também é faixa bacanuda.

Está aí uma das mais monumentais bandas curitibanas e, ufa!, finalmente podemos dizer que a Mordida tem um disco!

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Fiquei sabendo do Quick White Fox através do blog vizinho Mofonovo, comandado pelo Neri Rosa. A banda tem na sua formação Mel e Naomi, ex-integrantes da espertíssima Subburbia. Som gostoso, moderninho, legal de se ouvir.


No Quick White Fox temos justamente o que estava fazendo falta no Subburbia desde que Naomi tinha deixado a banda: o vocal feminino meio desajeitado, meio desencontrado, mas aconchegante e divertido da garota simpática de olhos puxados. Ouça o EP Summer Trip (que foi produzido pela Jô Mistinguett) aí em baixo:


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CINCO indicações curitibanas ao VMB?? Isso é uma coisa grande. Vamos ter que falar muito sobre esse assunto ainda.

19/08/2011

A loja de discos

Marco e a Vinyl Club. Atrás, os únicos CDs encontrados na loja: curitibanos (foto: Mateus Ribeirete)

Não tive sucesso logo na primeira vez que tentei encontrar Marco. Era uma terça-feira pela manhã quando cheguei à Vinyl Club, sua loja de discos, e o que encontrei foi a porta de vidro fechada e as luzes apagadas. Decidi esperar por algum tempo, imaginando que o dono poderia chegar perto da hora do almoço. Durante a minha espera, um senhor de idade avançada vestido numa jaqueta de couro transitava de um lado para o outro do corredor da galeria, localizada na esquina da Ébano Pereira com a Cruz Machado. Ia até a beira da rua, fumava um cigarro, olhava as vitrines. Fazia o tipo roqueiro antigo, como se fosse um integrante de alguma banda de rock local como o Blindagem. Quando eu já deixava o local conformado por ter que voltar novamente no dia seguinte, o velho me abordou.

- Também está esperando o Marco?

Respondi afirmativamente, explicando que, segundo a dona da loja da frente – também especializada em discos – Marco estava doente e talvez não fosse abrir a loja naquele dia. O velho soltou um suspiro de frustração. Me contou que era compositor e amigo de Marco, e que tinha ido apenas fazer uma visita ao amigo. Até então, eu só havia entrado em contato com Marco pelo telefone, e o encontro com o velho serviu apenas para reforçar uma ideia que eu fazia a respeito dele: um velho roqueiro colecionador de discos.

Alguns dias depois, desci próximo à Biblioteca Pública e caminhei duas quadras até a galeria. De longe percebi as luzes da loja acesas, mesmo que isso não mudasse muito os tons bege e cinza das paredes e piso do estabelecimento, respectivamente. O ambiente só era colorido pelas capas e mais capas de discos espalhadas por toda a parte. Atrás do balcão, porém, o sujeito que me esperava não tinha tantas rugas assim e também não fazia o tipo “integrante do Blindagem”. Perto dos 42 anos, Marco Antônio Cunha é um sujeito esguio com boa parte dos braços tatuados. Quando fala, se expressa em alto volume, pausada e claramente, sem esconder o sotaque carioca de Niterói, sua cidade natal.

Fisicamente, a Vinyl Club não passa de uma sala retangular de, no máximo, 40 m². Nas duas paredes mais longas do retângulo estão encostadas as prateleiras, negras como vinil, mas coloridas pelas capas de discos. No fundo da loja, apertada entre o balcão e a parede, uma misteriosa escada em espiral que sobe até um estoque, possivelmente. Algumas camisetas de bandas e uma geladeira antiga preenchem o resto do ambiente. Quase todos os elementos que compõem a sala parecem estar juntos ao máximo às paredes. Obviamente, pelo bem da circulação dos visitantes. Mas olhando bem, parece mesmo que tudo se afasta para dar espaço ao objeto principal. Como a principal estrela de um sistema solar, cercado por objetos que certamente não sobreviveriam sem a sua existência, no meio da sala fica a vitrola. Ao invés de luz e calor; o som, acompanhado pelo chiado discreto e charmoso da agulha que toca o vinil.

As personalidades de Marco Antônio Cunha e da Vinyl Club se confundem num certo desleixo. Se o lojista me surpreendeu por ser relativamente jovem, a loja, apesar de parecer um ponto tradicional e antigo de encontro entre colecionadores, tem apenas 8 anos de funcionamento. O local não costuma abrir cedo, e nem tem horários de funcionamento bem definidos. O dono não gosta de acordar cedo e também não está sempre em Curitiba. Participa, eventualmente, de alguns encontros de colecionadores de discos pelo Brasil afora. Às vezes viaja apenas para buscar novos vinis, sejam eles para o acervo da loja ou para a coleção própria.

Inevitavelmente a Vinyl Club se tornou referência em Curitiba se tratando de elepês. Não tem o maior acervo e talvez nem os mais caros. Têm, sim, discos valiosos, como o do grupo argentino Aeroblus, muito bem avaliado. Mas o diferencial se faz justamente na comunicabilidade de Marco. Quando adquiriu o ponto, em 2003, mobilizou-se para que aquela galeria fosse ocupada em suas 4 lojas por comerciantes de discos. Teve resposta negativa da maioria dos comerciantes, todos julgando prejudicial a concorrência.

- Veja só que pensamento pequeno. Todos esses caras estavam enganados, se essa galeria fosse só de lojas de discos a gente teria um movimento bem maior. Você vê aí a Rua Teffé, que tem várias lojas de sapatos e nenhuma quebra a outra. Tem a Riachuelo, que no meu tempo era rua de prostituição, agora tem uma série de lojas de móveis. Tem umas coisas que eu não consigo entender no curitibano.

Marco vive em Curitiba desde 1986, ano em que seu time, o Botafogo, voltava a ganhar um título no Rio. O último havia sido um anos antes dele nascer, no Carioca de 68. Com mais de 20 anos em Curitiba, o carioca criou certa identificação com a cidade. Indigna-o saber que seu amigo pessoal Waltel Branco, maestro nascido em Paranaguá e dono de brilhante carreira musical no Brasil, seja pouco reconhecido na capital. Guarda com carinho um disco de Waltel autografado, exposto num lugar privilegiado da parede à direita de quem entra.

Na parede atrás do balcão, há alguns CDs. À primeira vista, estranhei, pois colecionadores costumam ser até certo ponto xiitas resistentes às tecnologias que substuíram os LPs. Mas quando me aproximei, percebi que todos eles pertenciam a bandas ou artistas curitibanos.

- É a maneira que encontro de fazer o que a maioria dos curitibanos não fazem. Valorizar o que é próprio daqui.

Enquanto Marco falava, entrou na loja um sujeito de pouca altura, pele quase parda e dentes tortos. Cumprimentou Marco com um aperto de mão e um leve abraço. Ele era Jota Eme, cineasta curitibano pouco conhecido, mas que, conforme me apresentou Marco, ganhou alguma notoriedade no underground por ter dirigido um documentário chamado O Argentino que Derreteu a Jules Rimet. O nome me soou familiar, então Marco me mostrou que uma cópia em DVD do filme estava exposto na pequena vitrine abaixo do balcão, junto a uma camisa do New York Cosmos, um rádio antigo, algumas flâmulas antigas, uma câmera Super-8 entre outros objetos relacionados a futebol, como um filme antigo da Copa de 70.. Perguntei se todas aquelas coisas também estavam à venda. Marco riu.

- Isso aqui é o seguinte, todo mundo que vem aqui quer comprar flâmula, quer comprar camisa, o rádio, a câmera, mas ninguém compra a porra do filme! É a única coisa que quero vender. O resto é só pra fazer o cenário.

Jota Eme e Marco começaram a conversar sobre um assunto qualquer, enquanto eu observava com mais atenção os cartazes de bandas curitibanas que estampavam a porta de vidro da loja. Parecia que era um bom momento para sair de fininho, deixar a conversa dos dois ir longe. Em certo momento, Marco notou minha postura de observador e fez questão de interromper, dizendo tudo que eu tentava traduzir daquele momento.

- Cara, sabe por que as pessoas vem comprar aqui? Primeiro porque nas megastores ainda não tem vinil. Segundo, por causa dessa relação com as pessoas. Numa megastore você não tem uma intimidade maior com o lojista como numa loja pequena. Aqui na verdade eu fiz amigos, não fiz clientes. Então tem gente que tá estressada no dia-a-dia e dá uma passadinha aqui, vem com uma caixinha de cerveja, joga nessa geladeira, e fica batendo papo e depois vai pra casa. Aqui é mais um ponto de encontro do que uma loja mesmo. Eu acho que bato mais papo aqui do que vendo disco.

Marco falou aquilo com uma sinceridade tão grande que, mesmo vendo de fora, pude compreender a essência de tudo aquilo. Os discos, os encartes, o chiado do vinil, as coleções, as fotos. Tudo podia ser apenas um “cenário” de preferência dos aficcionados por música. A Vinyl Club é, sim, um ponto de encontro de colecionadores, mas antes disso, um ponto de encontro de pessoas. Já estava escuro lá fora, então me despedi de Marco e Jota Eme e me pus no frio da Ébano Pereira. Passei por dois ou três Cafés, mas ainda pensava na cerveja e num disco dos Mutantes.

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Este relato de Matheus Chequim veio de uma aventura para o blog Lado B do Futebol,  para o qual ele, Felipe Gollnick e Mateus Ribeirete também colaboravam. O resultado é uma videoreportagem que se encontra aqui (parte 1) e aqui (parte 2).

02/08/2011

A Banda Mais Bonita da Cidade: a mística de lotar o Guaíra






Chega o grande momento, abrem-se as cortinas. O público se manifesta com euforia, ele parece entender o significado daquele instante especialmente para a banda ou mesmo para a cidade. A agitação não se estende por muito, porém. Todos estamos curiosos para saber como soará o primeiro verso de Uyara Torrente no Teatro lotado. Somente ela:


- Horror, amor. Te ver partir no elevador...


Por esse e mais uns seis ou sete versos ela leva a canção hipnoticamente sozinha. O efeito só vai se desfazendo aos poucos com a entrada do dedilhado sutil das cordas e do teclado. Esse é aquele segundo momento quando a consciência sobre o instante imediatamente anterior é retomada e o que vem a cabeça é: "O que foi isso?".


O tal elevador podia estar realmente ali, atrás de alguma coxia. Afinal, o palco é um apartamento. Tem a geladeira logo ao lado de Luís Bourscheidt e da sua bateria, a mesinha de centro perto de Uyara e até a tal da penteadeira perto do último espectador à esqueda na primeira fila.


Imaginei que Submundo Autofágico, música de Lívia Lakomy (a que comanda os Piás de Prédio) seria guardada mais pro final do show. Mas talvez a ansiedade em realizar mais um sonho da história que ironicamente tem servido cada vez mais para A Banda Mais Bonita da Cidade a fez ser tocada logo entre as primeiras. Vinícius Nisi sai do teclado e elegantemente vai para o piano logo atrás, de onde toma frente na execução da música que diz assim:


- O que é ser famoso pra você? Um Oscar, um Grammy? Um Nobel, um Emmy?


Sorrisinhos tomam conta de diferentes partes da plateia. "Quem diria, hein?". A música segue falando sobre uma inocente vontade de ter sucesso. Ser o maior hit do verão, aparecer na capa do Caderno G e mais uma série de desejos que se realizaram instantaneamente após a explosão de Oração. Há um anseio em específico, porém, que até esse show não foi atendido ainda.


- O que é ser famoso pra você? Entrar na faixa, furar a fila? Aparecer no Viver Bem...


E ele vai chegar agora mesmo:


- Ou lotar o Guaíra?


A música parou. Talvez o Teatro Guaíra inteiro tenha parado por um segundo, quem sabe o mundo. Uyara está sorridente e de braços abertos para a plateia. Não só ela como Rodrigo Lemos, Diego Plaça, Bourscheidt e Vini admiram mais do que nunca o público que está logo a frente. Este responde. Grita, chora, sorri. Teoricamente a parte de "lotar o Guaíra" seria mais uma bobagem, um pequeno anseio próprio d'A Banda Mais Bonita da Cidade. Mas não foi ela mesma que mostrou como se compartilha um pequeno (ou grande) momento? Pois o público é esperto.


Engraçado é o momento para o qual minha memória me leva agora. Quatro meses atrás, Uyara Torrente e Vinícius Nisi entravam timidamente na sala onde gravaríamos uma das primeiras edições do Podcast Sobretudo - Defenestrando. "Olha, vocês nos perdoem pela falta de jeito, mas é que não estamos acostumados com entrevista e essas coisas..." dizia Uyara que olhava para Vini enquanto os dois riam. Contaram também sobre um clipe que seria lançado. Mais tarde conheceríamos este vídeo da música Oração. É gostoso depois vê-los ali em frente à multidão vivendo o imaginável, tão pouco tempo depois.


A música volta e o instante descongela. A próxima canção é a descontraída Mercadoramama, particularmente uma das minhas preferidas. A essa altura qualquer tensão parece já ter se dissipado em meio aos graves e agudos. Em uma pausa brusca da música, Bourscheidt levanta dá a volta pela frente da bateria, abre a geladeira vermelha e pega uma latinha da cerveja que não vai gelar. A lata faz o barulho típico, ele então senta novamente, toma um gole e todos voltam a tocar. E o bebê a chorar sem parar.


Provavelmente cada um que está ali tem uma música predileta. Exceto a garota do lado que vibra igualmente em todas e parece ser uma amiga particular de Uyara. Mas o show se revela um bom momento para dar atenção àquela música que não está entre as suas preferidas. Ótima é para mim essa música. Antes mesmo de chegar ao refrão, pra mim já é a melhor da noite.


A Balada da Contramão traz todos os integrantes d'A Banda para a beira da plateia. Um tapete no chão, algumas almofadas e no centro do pequeno semi-círculo formado por eles, um microfone. Lemos toca o Ukulele e tanto o instrumento quanto sua voz soam em volume um pouco mais baixo do que até então, e todos automaticamente esticam os pescoços a procura de uma audição melhor.


Chegamos a derradeira Oração. As primeiras notas bastam para o público reconhecer a música e aos poucos vai subindo ao palco toda aquela gente que aparece no clipe. Não dura muito, cada verso parece pedir por mais e mais pessoas, então Uyara puxa a fila em direção ao saguão de entrada do Guaíra. O público vai gradativamente acompanhando e o saguão se enche cada vez mais. As grandes escadas laterais também acumulam muita gente que busca uma visão panorâmica. A Oração vai se desfazendo lentamente e quando me dou conta Rodrigo Lemos já está tirando foto com algumas pessoas.


O interessante desse encerramento é que ele não divide exatamente o show e o pós-show. Não existe um "Obrigado, até a próxima" que marca o fim. O caminho entre o Teatro e o saguão já é uma transição lenta e agradável do espetáculo para a vida comum.


Chove lá fora e faz um pouco de frio. Mas quem sai do Guaíra certamente está aquecido por dentro. Ainda é sábado a noite e esse show me deu uma fome...