Seguindo alguns boatos que indicavam novidades e aproveitando também a noite digna que vai rolar nesta quinta-feira, fomos fazer uma visitinha de rotina às bandas Monaco Beach e Colorphonic, que tocam na James Sessions dessa semana.
Mandamos algumas perguntinhas para as bandas que foram respondidas gentilmente e você pode conferir abaixo. A Colorphonic falou de um próximo EP que está em fase de pré-produção deve chegar às bancas ainda no primeiro semestre e que contará com algumas novidades. A Monaco Beach nos disse um pouco sobre o que é tocar ao vivo e como eles exploram isso nas suas apresentações. Dá uma olhada aí embaixo:
Colorphonic
Soubemos que vocês estão gravando. Em que fase está a produção do EP?
Estamos bem no comecinho na verdade. Há duas semanas gravamos uma pré com 4 músicas novas que pretendemos registrar. A ideia é ouvir bastante essas faixas e pensar nas possibilidades de arranjos, mudanças etc. Ainda não sabemos exatamente quantas gravaremos (3, 4, ou 5..), mas já temos um produtor pra esse trabalho, que sai até a metade do ano com certeza.
Ouvimos por aí que nesse novo trabalho teremos algumas novidades... É verdade?
Sim, os rumores são verdade (rs). Queremos apresentar algo diferente a cada lançamento e no momento estamos pensando bastante na inclusão de diferentes instrumentos nas próximas composições.
Já podem dar uma dica de quais novos instrumentos serão utilizados?
Já estamos ensaiando com o Micro Korg e com um Kaoss Pad há algum tempo. Então algumas leves programações devem aparecer. Metais e elementos percussivos também estão no “menu” desse EP que vem por aí. Mas só definiremos o que disso tudo estará no palco com a gente depois que estivermos com essas ideias bem redondas.
Pode-se dizer que o EP vai inaugurar uma Colorphonic diferente?
A mudança já era inevitável com a entrada de um novo integrante (o Brunno Covello no baixo). E além disso escolhemos um produtor com bastante experiência em diferentes estilos musicais - como MPB e musica experimental - o que também deve influenciar consideravelmente nesse novo trabalho. Mesmo assim não queremos perder o foco “das pistas”. Sempre seremos uma banda noturna (rs).
Monaco Beach
Em 2009 vocês ficaram em 3° lugar no Kaiser Sound, um festival no qual se avalia muito a performance ao vivo. Na edição de 2010 do mesmo festival vocês foram convidados para tocar na semifinal. Vocês julgam que o "ao vivo" é um ponto forte da Monaco Beach?
Com certeza. Lembro que nesse show que ganhamos o terceiro lugar os jurados davam alguns comentários após o show. O ponto que eles deram destaque foi a “atitude” da banda, e realmente, nesse show estávamos fogonozóio. Hahaha. O Ramon estava pulando alucinado de um lado pro outro, subindo na bateria, se jogando no chão. Quando queremos fazer um show agitado, sabemos como. Investimos muito em transmitir energia e pensamos nos detalhes do show. E no final das contas show é show e tudo pode acontecer, o que acaba nos ajudando de alguma forma. Gravações de uma maneira geral, apesar da produção em cima, têm suas limitações, não tem aquele contato direto com o público.
O som da banda também investe bastante e de maneira muito satisfatória em detalhes técnicos e efeitos que vão além do convencional baixo, guitarra e bateria. Depois como fica pra lidar com isso tocando ao vivo?
Acho que tudo que está na gravação está presente nos shows, quem sabe até mais alguns detalhes. Nos últimos tempos temos investido muito em equipamentos de uma maneira geral, justamente por causa desses detalhes. Além do sintetizador do Stiff, que por si só já é abençoado, temos diversos pedais que dão aquele toque especial, tanto nas guitarras quanto na voz. Só o Tanaka usa 6 pedais diferentes, que juntos resultam numa infinidade de possibilidades. A maioria das coisas que você escuta nas gravações foi criada em ensaios, com os equipamentos que usamos em todo show. Às vezes até temos que nos segurar pra não mergulhar num mundo paralelo de efeitos e pirações. Hahahaha.
Como foi a receptividade do EP Drowning In My Dreams?
Teve uma receptividade boa. Conseguimos vários shows e contatos com pessoas de outras cidades após o lançamento. Conseguimos shows em Blumenau, Florianópolis e em Porto Alegre, quando abrimos o show do Copacabana Club. Também vamos pra São Paulo agora em maio. É difícil contabilizar o que é resultado direto do EP, mas ele acaba sendo nosso principal meio de divulgação pra quem não mora em Curitiba, que tem poucas oportunidades de nos ver ao vivo. Mesmo aqui em Curitiba é legal ver que muita gente tem ido sempre nos shows, cantado as músicas e tal, o que seria difícil sem o EP. É um sentimento ótimo ver que as pessoas gostam do que nós gostamos de fazer.
O que há de diferente naquela banda que começou a fazer shows em 2009 e na Monaco Beach de hoje?
É mais fácil dizer o que continua igual: os integrantes. Hahaha. Mudamos muito e muitas vezes de lá pra cá. As músicas do no nosso EP não tem o mesmo estilo de quando começamos com nossas gravações caseiras, assim como as músicas que fazemos hoje em relação às do EP. Acho que é um desenvolvimento natural depois de dois anos juntos. Agora as músicas que fazemos não são mais do Ramon ou do André, são da Monaco, elas tem a nossa cara. Agora que já compramos os equipamentos que estávamos precisando vamos gravar algumas músicas novas. Estamos ansiosos pra ver como o pessoal vai receber essas mudanças.
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Se você não tem facebook pra ver as informações do show, nós fazemos o trabalho sujo pra você:
James Sessions: Monaco Beach e Colorphonic, dia 31/03 a partir das 22h. $10 ou pague meia mandando o nome para lista@barjames.com.br
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Se você não tem facebook pra ver as informações do show, nós fazemos o trabalho sujo pra você:
James Sessions: Monaco Beach e Colorphonic, dia 31/03 a partir das 22h. $10 ou pague meia mandando o nome para lista@barjames.com.br







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