30/03/2011

entrevista Colorphonic e Monaco Beach

Lá se foram uns bons 9 meses desde que o meu parceiro Felipe Gollnick fez aquele post que apontava uma série de bandas que se destacavam na cena curitibana. Mas sabe como é, vida de banda independente é difícil (ainda mais em início de carreira e fora do eixo) e passado esse tempo bateu aquela curiosidade pra saber como andavam os guris.

Seguindo alguns boatos que indicavam novidades e aproveitando também a noite digna que vai rolar nesta quinta-feira, fomos fazer uma visitinha de rotina às bandas Monaco Beach e Colorphonic, que tocam na James Sessions dessa semana.

Mandamos algumas perguntinhas para as bandas que foram respondidas gentilmente e você pode conferir abaixo. A Colorphonic falou de um próximo EP que está em fase de pré-produção deve chegar às bancas ainda no primeiro semestre e que contará com algumas novidades. A Monaco Beach nos disse um pouco sobre o que é tocar ao vivo e como eles exploram isso nas suas apresentações. Dá uma olhada aí embaixo:


Colorphonic



Soubemos que vocês estão gravando. Em que fase está a produção do EP?

Estamos bem no comecinho na verdade. Há duas semanas gravamos uma pré com 4 músicas novas que pretendemos registrar. A ideia é ouvir bastante essas faixas e pensar nas possibilidades de arranjos, mudanças etc. Ainda não sabemos exatamente quantas gravaremos (3, 4, ou 5..), mas já temos um produtor pra esse trabalho, que sai até a metade do ano com certeza.

Ouvimos por aí que nesse novo trabalho teremos algumas novidades... É verdade?

Sim, os rumores são verdade (rs). Queremos apresentar algo diferente a cada lançamento e no momento estamos pensando bastante na inclusão de diferentes instrumentos nas próximas composições.

Já podem dar uma dica de quais novos instrumentos serão utilizados?

Já estamos ensaiando com o Micro Korg e com um Kaoss Pad há algum tempo. Então algumas leves programações devem aparecer. Metais e elementos percussivos também estão no “menu” desse EP que vem por aí. Mas só definiremos o que disso tudo estará no palco com a gente depois que estivermos com essas ideias bem redondas.

Pode-se dizer que o EP vai inaugurar uma Colorphonic diferente?

A mudança já era inevitável com a entrada de um novo integrante (o Brunno Covello no baixo). E além disso escolhemos um produtor com bastante experiência em diferentes estilos musicais - como MPB e musica experimental - o que também deve influenciar consideravelmente nesse novo trabalho. Mesmo assim não queremos perder o foco “das pistas”. Sempre seremos uma banda noturna (rs).


Monaco Beach


Monaco Beach no Kaiser Sound 2010


Em 2009 vocês ficaram em 3° lugar no Kaiser Sound, um festival no qual se avalia muito a performance ao vivo. Na edição de 2010 do mesmo festival vocês foram convidados para tocar na semifinal. Vocês julgam que o "ao vivo" é um ponto forte da Monaco Beach?

Com certeza. Lembro que nesse show que ganhamos o terceiro lugar os jurados davam alguns comentários após o show. O ponto que eles deram destaque foi a “atitude” da banda, e realmente, nesse show estávamos fogonozóio. Hahaha. O Ramon estava pulando alucinado de um lado pro outro, subindo na bateria, se jogando no chão. Quando queremos fazer um show agitado, sabemos como. Investimos muito em transmitir energia e pensamos nos detalhes do show. E no final das contas show é show e tudo pode acontecer, o que acaba nos ajudando de alguma forma. Gravações de uma maneira geral, apesar da produção em cima, têm suas limitações, não tem aquele contato direto com o público.

O som da banda também investe bastante e de maneira muito satisfatória em detalhes técnicos e efeitos que vão além do convencional baixo, guitarra e bateria. Depois como fica pra lidar com isso tocando ao vivo?

Acho que tudo que está na gravação está presente nos shows, quem sabe até mais alguns detalhes. Nos últimos tempos temos investido muito em equipamentos de uma maneira geral, justamente por causa desses detalhes. Além do sintetizador do Stiff, que por si só já é abençoado, temos diversos pedais que dão aquele toque especial, tanto nas guitarras quanto na voz. Só o Tanaka usa 6 pedais diferentes, que juntos resultam numa infinidade de possibilidades. A maioria das coisas que você escuta nas gravações foi criada em ensaios, com os equipamentos que usamos em todo show. Às vezes até temos que nos segurar pra não mergulhar num mundo paralelo de efeitos e pirações. Hahahaha.

Como foi a receptividade do EP Drowning In My Dreams?

Teve uma receptividade boa. Conseguimos vários shows e contatos com pessoas de outras cidades após o lançamento. Conseguimos shows em Blumenau, Florianópolis e em Porto Alegre, quando abrimos o show do Copacabana Club. Também vamos pra São Paulo agora em maio. É difícil contabilizar o que é resultado direto do EP, mas ele acaba sendo nosso principal meio de divulgação pra quem não mora em Curitiba, que tem poucas oportunidades de nos ver ao vivo. Mesmo aqui em Curitiba é legal ver que muita gente tem ido sempre nos shows, cantado as músicas e tal, o que seria difícil sem o EP. É um sentimento ótimo ver que as pessoas gostam do que nós gostamos de fazer.

O que há de diferente naquela banda que começou a fazer shows em 2009 e na Monaco Beach de hoje?

É mais fácil dizer o que continua igual: os integrantes. Hahaha. Mudamos muito e muitas vezes de lá pra cá. As músicas do no nosso EP não tem o mesmo estilo de quando começamos com nossas gravações caseiras, assim como as músicas que fazemos hoje em relação às do EP. Acho que é um desenvolvimento natural depois de dois anos juntos. Agora as músicas que fazemos não são mais do Ramon ou do André, são da Monaco, elas tem a nossa cara. Agora que já compramos os equipamentos que estávamos precisando vamos gravar algumas músicas novas. Estamos ansiosos pra ver como o pessoal vai receber essas mudanças.

* * *

Se você não tem facebook pra ver as informações do show, nós fazemos o trabalho sujo pra você:

James Sessions: Monaco Beach e Colorphonic, dia 31/03 a partir das 22h. $10 ou pague meia mandando o nome para lista@barjames.com.br

28/03/2011

defenestrando apresenta: A Banda Mais Bonita da Cidade


Mesmo com os últimos eventos de rua na cidade (Ruído nas Ruínas, Quadra Cultural, Virada Cultural, Garibaldis e Sacis, A Pedreira é Nossa) abarrotados de gente, há que diga que as ruas e calçadas de Curitiba ainda são rachadas por um fenômeno chamado autofagia. É um tal de "O público não prestigia nossa cena" pra lá, "Você que só frequenta os mesmos lugares" pra cá que esquentam o debate entre os mais pessimistas e os mais otimistas.

Enquanto a discussão rola solta, é de dentro de uma dessas fendas no asfalto da capital que surge uma moça que não tem nada a ver com isso. Vinda de Paranavaí, Uyara Torrente chega em Curitiba em 2005 para ser atriz, se encanta com o trabalho de alguns músicos curitibanos (Luiz Felipe Leprevost, Thiago Chaves, Léo Fressato, entre outros) e em 2009 começa A Banda Mais Bonita da Cidade. A proposta é clara: tocar versões dos compositores da cidade.

A Banda Mais Bonita da Cidade ocupa um espaço de transição, uma fronteira. Dentro dela as composições de MPB se relacionam muito bem com o conceito de uma banda de rock. Se de um lado a MPB por vezes é individualista, o rock, apesar de coletivo, se vê amarrado em melodias menos criativas, que se repetem verso a verso e variam apenas no refrão e eventualmente num pré-refrão. Caso tivesse os dois pés na MPB, talvez o projeto se chamasse Uyara Torrente, como temos por aí muitas Marias, Adrianas ou Anas; mas tendo um pé no coletivo, A Mais Bonita não poderia deixar de ser Banda.

Não apenas reproduzir as canções de outros compositores, mas dar uma cara nova para elas, é o que faz os intrumentistas da banda destacáveis. Em "Canção pra não voltar", de Léo Fressato, os graves de Diego Plaça (baixo) e a guitarra de Rodrigo Lemos dão o "algo a mais" da música. Nas baquetas, é Luis Boursheidt quem manda nas variações de ritmo de "Mercadoramama", e no teclado, Vinícius Nisi é o reponsável por um teclado que parece flutuar em "Aos garotos de Aluguel".




É claro que Uyara Torrente é inevitavelmente a estrela. Se vê à vontade com o terreno bem preparado pelos rapazes para usar o alcance considerável de sua voz (e a faixa "Nunca" elimina qualquer desconfiança), mas mais do que isso, para explorar sua condição de atriz e interpretar o que recita. Se Uyara sorri enquanto canta, o ouvinte sente, mesmo que não veja. E mesmo quando encarna personagens menos delicadas, emociona; como é o caso de "Ótima" ou "Solitária".




Por fim, "Boa pessoa" (L. F. Leprevost e Thiago Chaves) é a faixa mais representativa d'A Banda Mais Bonita da Cidade. Tem um belo início de violão e voz onde Uyara controla o desenvolvimento da música, que cresce aos poucos com a entrada dos instrumentos e chega ao ponto máximo nos últimos segundos, quando a vocalista já saiu de cena. O final da canção é uma interrupção brusca que pede por aplausos.


A Banda Mais Bonita da Cidade se apresenta nesta quarta-feira no TUC, às 21h. Mais informações aqui ou aqui.

Abaixo você confere o Podcast Sobretudo - Defenestrando #10, que contou com a presença de Uyara Torrente e Vinícius Nisi. No Blog Sobretudo, além do podcast tem um vídeo especial ao vivo da música "Nunca".


23/03/2011

turnê defenestrada 2011: discotecagem e troca-troca

Lembra da turnê defenestrada 2010? Pois então, 2011 está começando e a nova turnê já está aí. Começa nesse final de semana e em ritmo adoidado. Os trabalhos/festividades têm início na sexta-feira. Dá uma olhada:

Sim! Vai rolar nessa sexta, 25/03, mais um imperdível show-barulheira-loucura da Yokofive (como já disseram por aí, uma das favoritas do blog) junto com a Lavalsa, que deve tocar o seu ótimo EP de estreia lançado recentemente pelo selo Sinewave. Lá no Wonka Bar.

No meio dessa sonzeira toda, discotecaremos! Quem já viu uma discotecagem defenestrada sabe que rola de Elvis a Black Kids, passando por um monte de coisas esquisitas no meio que acabam sendo engraçadas. O DJ CNRD também irá tocar na mesma noite, evitando assim o completo desastre nas picapes.

Rola uma promoção marota para quem chegar antes da meia-noite: pagando 20 mangos você pode tomar cerveja, vodka e Xiboquinha A LA VONTÉ até as 24h (o que consumir depois, paga). E quem chegar depois da meia-noite paga só 10 pratas para entrar. Que tal hein? 


Se quiser, venha por aqui e confirme sua presença no Facebook ou no Last.fm!

No sábado, 26/03 a turnê continua. Mande a ressaca para a cucuia e prepare-se para uma tarde agradabilíssima:


Os troca-trocas na Galeria Lúdica são tão afáveis e agradáveis que rola um sentimento de satisfação só de lembrar. Pratique o desapego, separe aquelas roupas que são legais mas que você não usa mais, aqueles DVDs bacanas que você nunca mais assistiu e aqueles livros que você não vai mais ler e traga tudo para o Espaço Gourmet da Galeria Lúdica.

Uma tarde ideal para praticar o seu dom da barganha, para conhecer e conversar com gente bonita e esperta e para ouvir música legal, já que nós e o blog I've got you dancing (também conhecido como Luizo Cavet) estamos separando algumas playlists para tocar por lá.

A coisa toda acontece no sábado, 26, das 15h às 20h, ali na Galeria Lúdica sita à Rua Duque de Caxias, 365. A entrada é franca. Você também pode dizer que vai aqui no Facebook.

Certo então? Esperamos você nos dois eventos para compartilhar um tantão assim de alegria e diversão. Vem!

20/03/2011

sobre retornos estranhos (ou só diferentes)




Época de lançamento (ou vazamento) de aguardados discos novos é aquela coisa. A sequência do trabalho da banda amada é sempre algo a fazer acelerar o coração -- ou apenas atiçar a curiosidade. Entre os que aguardam por um álbum novo de tal banda que se estabeleceu com sucesso neste ou naquele cenário por fazer um som que segue uma fórmula específica  e determinada (pensa no caso dos Strokes, que fez sucesso por causa daquela fórmulazinha), há alguns tipos de ansiosos:


1) Os que esperam que no próximo álbum a banda repita exatamente a fórmula dos discos anteriores;
2) Os que esperam que no próximo álbum a banda fuja completamente da fórmula dos discos anteriores; e
3) Os que não esperam nada, para ter a chance de se surpreender (positiva ou negativamente); 


O caso se agrava seriamente quando uma banda lança vários discos em um espaço pequeno de tempo e só vai lançar o próximo depois de um período maior. Pensa de novo no caso dos Strokes. A discografia (atualizada) dos garotos de Nova Iorque indica o seguinte:


2001 - Is This It
2003 - Room on Fire
2006 - First Impressions of Earth
2011 - Angles


Ninguém precisa ser perito para sacar que os três primeiros discos foram lançados em um espaço de cinco anos e que só depois de outros cinco anos veio à luz o quarto álbum. A conclusão é besta. A questão é que o período de tempo excessivamente grande entre a bolacha anterior e uma próxima pode gerar incertezas. Nesse ponto surge o outro tipo de fã/ouvinte ansioso:


4) O que imagina que um espaço de tempo tão grande e incomum entre um disco e outro não pode significar coisa boa e já espera que o próximo álbum não será lá um grande álbum, que não será uma brastemp.


De uma forma ou de outra, discos novos de bandas consolidadas que passam um relativo espaço de tempo sem lançar nada são cercados de expectativas (principalmente nestes tempos de internet em que comentários voláteis e de todos os tipos são atirados por todas as janelas). O que me chama a atenção é a repercussão peculiar em torno destes.


Pensa de novo no caso dos Strokes: tanto que se falou em cima do lançamento vindouro. Será que seria um novo clássico? Será que não seria? Os comentários tenderam ao positivo quando foi lançado o primeiro single, "Under Cover of Darkness", muitíssimo bem escolhido como o cartão de visitas inicial de Angles.


No entanto bastou o vazamento do disco inteiro no domingo passado para que as expectativas se revelassem frustradas: comentários negativos (muitas vezes referentes ao sono) em torno de Angles foram jogados aos quatro ventos de twitters e facebooks da vida. Mesmo fãs declarados (cito aqui meu caríssimo colega de blog Matheus Chequim como exemplo) manifestaram-se desapontados. O disco novo dos Strokes te ganha nas duas primeiras músicas e te perde nas restantes.




O caso Angles acabou lembrando muito o caso Humbug*, a terceira bolacha cheia do Arctic Monkeys. Lançado em 2009 (três anos após a estreia Whatever People Say I Am, That's What I'm Not e dois após o excelente Favorite Worst Nightmare), ansiosos tipo (1) mostraram-se desapontados com o amadurecimento musical e fuga da fórmula que fez despontar o grupo de Sheffield, Inglaterra.


Ainda assim, Humbug* angariou mais simpatia do que todas as caras feias proporcionadas por Angles até agora.




Puxando a história para o Brasil, me veio também à lembrança o caso C_mpl_te, o segundo álbum dos Móveis Coloniais de Acaju. Consagrado a partir de 2005 pelas misturas explosivas de ska com leste europeu (e tudo o mais que viesse na frente) presentes no disco de estreia, Idem, o combo brasiliense lançou em 2009, quatro anos depois, um disco musicalmente muito mais evoluído do que o de estreia. (Será "evoluído" o termo correto? Prefiro "de mais difícil digestão")


Este blogueiro confessa que era, naquela época, um ansioso do tipo (1). Logo me decepcionei pelo fato de C_mpl_te não quebrar tudo de cara, tal qual Idem era capaz de fazer, e com o que acabou parecendo de certa forma um suicídio da própria banda que optava por não seguir a fórmula que a consagrara. (Até um post meio esquisito sobre isso foi escrito aqui)


Ledo engano. O disco só precisava de mais algumas ouvidelas para que caísse direitinho. Pouco tempo mais tarde este escriba já estava completamente rendido àquele que foi um dos melhores discos brasileiro de 2009, quiçá um dos melhores da década.




E para chegar ao ápice dos casos de retornos estranhos, não dá para não citar o Haih... or Amortecedor, dos Mutantes. Lançado em 2009, simplesmente 35 anos depois do lançamento anterior, Tudo foi feito pelo Sol (1974), o disco é simplesmente esquisito. Sabe-se dos inúmeros ocorridos na singular carreira do grupo de Sérgio Dias que poderiam ter levado o som a ficar do jeito que ficou, mas o fato é que o novo álbum não chamou a atenção de quase ninguém.


Enfim, lançamentos de discos após longos períodos tendem a causar choque. Não que isso seja regra, mas os anos passam e as pessoas mudam. As músicas também. A questão aqui talvez seja basicamente não ser um ansioso do tipo (1) e ter a cabeça e os ouvidos abertos o suficiente para todo os tipos de mudanças que a banda amada pode enfrentar.


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*P.S: Matheus Chequim quis aproveitar o comentário sobre Humbug para falar o seguinte:


Alex Turner submerso




Logo de cara, lá em 2009, não fui muito entusiasta do Humbug, do Arctic Monkeys. De modo geral a crítica até aprovou o trabalho: considerou-o sinal de amadurecimento da banda que, é claro, em meio às suas pretensões não podia ser adolescente pra sempre.


Se demorei um tempo pra absorver a maioria das músicas do Humbug, houve uma faixa em especial que driblou essa condição e me conquistou logo de cara: esta se chama Cornerstone.


Cornerstone compunha o álbum como uma parte um pouco mais individualista do vocalista Alex Turner frente à banda, e se tornava pra mim a faixa mais agradável do disco.


Eis que nessa última semana, sem o mesmo estrago causado pelo vazamento de Angles, vazou também o Submarine, EP de Alex Turner. Despretensioso, o EP é a trilha sonora do filme britânico homônimo.


Sem grandes expectativas, fui surpeendido ao ouvir Submarine. O EP revela sensivelmente um pouco mais do Alex Turner compositor de Cornerstone, com 6 faixas mais ou menos nessa mesma linha.


Só me resta dizer que o EP Submarine chega para consolidar aquele tal amadurecimento nas composições de Alex Turner, iniciado lá atrás no Humbug e alertado pelos críticos na época. Seis faixas que não me cabem descrições individuais, mas sim a recomendação de audição na íntegra, ainda mais se tratando de uma trilha sonora.


E pensar que o rapaz ganhou sua primeira guitarra no natal de 2001, quando os Strokes já nos acostumavam mal com Is This It, talvez responsável pela frustração de muitos com o Angles.


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Esse post foi um fluxo de consciência musical. O que você acha dessa história toda? Deixa aí sua opinião nos comentários.

18/03/2011

Podcast Sobretudo - Defenestrando #9

Daio Baroni chegou pra gravar com seus cabelos longos encaracolados presos, esbanjando disposição e trazendo consigo uma pasta repleta de músicas que ainda estão sendo finalizadas em estúdio. Em breve o músico lançará seu segundo disco, chamado Tempo Bom passados mais de 10 anos do Boneca de Pano, seu trabalho de estreia.

A nona edição do Podcast Sobretudo - Defenestrando está marcada com belas canções do novo e do antigo trabalho de Daio Baroni, que com o segundo trabalho próprio parece entrar de vez na cena autoral paranaense.

No blog Sobretudo você também confere o vídeo do Daio tocando uma de suas músicas.

Constrangimentos à parte (quem ouvir logo no começo vai entender), aí vai o Podcast #9:




Lembrando que semana que vem receberemos Uyara Torrente, d'A Banda Mais Bonita da Cidade. Imperdível, hein?

08/03/2011

Música Boa da Quinzena - Perdendo Tempo

Na mais recente edição do podcast Sobretudo-Defenestrando os convidados foram ninguém mais e ninguém menos do que os brilhantíssimos Walmir Góes, Luiz Ferreira e Rodrigo Barros, integrantes do não menos excepcional e marcante Maxixe Machine. O programa foi uma festa e se você ainda não ouviu a brincadeira, vem aqui.

E foi quando o Luiz Claudio publicou o podcast lá no Sobretudo que simplesmente me dei conta: em toda a história deste blog nenhum único comentário foi feito a respeito do Maxixe Machine. Nenhuma notinha, nada. Falha gravíssima. Aproveitamos então o momento para reativar a boa e velha coluna Música Boa da Quinzena, o quadro que nunca respeita a frequência prometida no nome.




Eis aí o Maxixe Machine, grupo nascido a partir do importante e extinto Beijo AA Força e que acaba servindo de escape às "nuâncias sambistícas" que, segundo a própria banda, sempre apareciam em meio aos sons punk-rocks do Beijo. A música chama-se Perdendo Tempo, composição de Paulo Leminski, Thadeu Wojciechowski e Roberto e cá interpretada de maneira mui bem-humorada (o bom humor, aliás, é marca registrada dos shows e apresentações do Maxixe Machine).


Então perca tempo com a humanidade e acompanhe:




"Perdendo Tempo" está no disco BarBabel, de 1999, estreia do Maxixe Machine e trilha sonora do divertidíssimo média-metragem de mesmo nome que resgata inúmeras figurinhas como Lamartine Babo, Noel Rosa, Heitor dos Prazeres, Madame Satã, Aracy de Almeida e muitos outros e os bota pra tomar uns tragos no mesmo bar. Vale a pena assistir (até pra verificar no filme a curiosa participação de Guta Stresser, A Grande Família).


E para que se tenha uma ideia, a discografia do Maxixe Machine é a seguinte: BarBabel (1999), Folias de Momo (2001), Maxixe Machine e seus ritmos elegantes (2004), Nosotros que seremos nós mesmos (2005) e ABC do Lálálá (2007).


Rolou uma curiosidade? Lá no Stereotoaster dá para baixar algumas das bolachas do grupo. 
Ainda não está completamente convencido? Então conheça a balada do Oil Man e deixe fazer efeito.


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2011 só começa agora!

03/03/2011

Podcast Sobretudo - Defenestrando #7

Estamos lançando o podcast um dia antes para dar tempo de promover o Grito de Carnaval da Banda Gentileza no James Bar, hoje a noite. Coloque sua máscara, fantasia e se prepare que a noite vai ser quente. Mais informações aqui.

Na sétima edição deste podcast, eu e o Luiz Cláudio Oliveira recebemos as figuraças do Maxixe Machine: Walmor Góes, Luiz Ferreira e Rodrigo Barros Homem del Rey. O meu silêncio no podcast acusa um certo conflito de gerações na conversa, já que esses caras já mandavam ver antes mesmo de eu nascer, mas o que me deixa mais maravilhado é a diversidade de ritmos contemplada pelos músicos. Pra quem não sabe os integrantes do Maxixe Machine fizeram parte da lendária banda Beijo AA Força, que era essencialmente de punk rock, e hoje tem um caso sério com os ritmos brasileiros. Essa minha admiração particular por essa atitude vem certamente por ter vivido sempre cercado de gente que curtia Rock OU Samba OU Reggae OU qualquer outro ritmo específico. Coisa da geração, talvez. Ou de piá de prédio mesmo.

No Blog Sobretudo você ainda pode conferir os vídeos de duas músicas tocadas ao vivo e exclusivamente para o podcast.

Agora chega de bla bla bla, é só dar play aqui embaixo: