21/12/2011

Prêmio Defenestrando 2011 - Show

Está aí a segunda categoria deste Prêmio Defenestrando 2011. Antes dela, contamos qual foi a Música do Ano em Curitiba. Não está sabendo o que é essa história de Prêmio Defenestrando? Então vem aqui e dá uma olhada nesse post em que explicamos tudo.

Ah... um show. A música ali, sendo feita ao vivo, na sua frente. Momento máximo de tudo o que envolve sons, notas, canções, músicos, essas coisas. A possibilidade da catarse através do som etc. Poucas coisas superam um bom show: como esquecer daquele showzão que você viu há dois dias, há dois meses, há dois anos? E sabe-se que, nestes tempos de internet e música gratuita, mais do que nunca uma boa banda precisa ter um bom show -- que muitas vezes acaba sendo o principal cartão de visitas de um grupo iniciante e quiçá sua principal fonte de renda.

A apuração dos resultados na categoria Melhor Show foi uma reviravolta: conforme as primeiras listas foram chegando, um nome saltou à frente e esteve distante de qualquer outra banda. Mas mais votos foram sendo computados, e o campeão veio correndo por fora até tomar a ponta com o voto do penúltimo votante convidado.


Eis, então, as cinco bandas mais bem votadas na categoria Melhor Show do Prêmio Defenestrando 2011:

5) Banda Gentileza

Vencedora dessa mesma categoria no Prêmio Defenestrando 2010, a Banda Gentileza seguiu em 2011 fazendo shows memoráveis. Talvez o grande trunfo do grupo seja encarar as apresentações como verdadeiras festas. Foi o caso do Grito de Carnaval, show que teve fantasias, confete, serpentina e marchinhas de carnaval, fazendo a alegria de quem ficou pela cidade no feriado (a festa já está marcada pra acontecer em 2012, aliás). Ou no show de lançamento do clipe casamenteiro "O estopim", quando o vocalista Heitor Humberto apareceu vestido de noiva e até jogou buquê para o público. A Banda Gentileza vai assim tornando seus shows incansáveis até mesmo pra quem já os viu várias vezes. (MC)


4) O Lendário Chucrobillyman

O Lendário Chucrobillyman é Klaus Koti, um rapaz que à primeira vista parece um cara tímido. Dê a ele uma viola caipira, vários pedais, um bumbo, uma caixa e um megafone e a figura muda completamente. Em cima de um palco (ou fora deles – como ocorreu em suas intervenções na Virada Cultural de Curitiba) Koti vira um demônio: toca tudo sozinho, canta, faz barulheiras, assovia, chupa cana e toma cerveja. O bom e velho espírito do rock atual e do punk: do it yourself. Sozinho e sem frescuras, Chucrobilly faz o seu som de presença e pode enganar desatentos que, vai saber, achem que aquele rock ali só pode ser feito por uma banda completa. (FG)


3) Klezmorim
foto: Marcelo Elias / divulgação

O que pode fazer curitibanos completamente desconhecidos entre si se abraçarem, dançarem juntos, sorrirem, baterem palmas, pularem, se esbarrarem e não se importarem com isso? Ora, um show do Klezmorim. Desde que o grupo surgiu em Curitiba no ano passado tocando músicas tradicionais do leste europeu, suas apresentações se tornaram obrigatórias a qualquer apreciador de boa música. Melodias simples e culturescas invocam a alegria desmedida e fazem qualquer pessoa abrir um sorrisão no rosto e sentir vontade de sair pulando, batendo palmas e gritando “hei hei!” (FG)


2) A Banda Mais Bonita da Cidade

Foi também o show mais disputado da cidade em 2011. No Sesc, primeira apresentação após o fenômeno Oração, os ingressos esgotaram-se em poucos minutos. Era preciso um lugar maior pra caber tanto aqueles que se tornaram fãs de verdade quanto os curiosos pra ver se A Banda Mais Bonita da Cidade era boa mesmo. E foi assim que, quase do dia pra noite, a BMBDC fez o que raríssimas bandas paranaenses conseguiram: lotou o Teatro Guaíra. Os shows d'A Banda Mais Bonita da Cidade em 2011 marcaram, com altas doses de emoção, a ascensão relâmpago do grupo, eliminando qualquer desconfiança que pudesse surgir. (MC)


1) ruído/mm
 

O show do ano em Curitiba não tem vocais. No máximo um ou outro grito de vibração vindo da plateia, que interrompe o estado hipnótico no qual encontra-se o público. Os pedais, por outro lado, estão por todos os cantos do palco. O ruído/mm é uma banda instrumental, mas não sobe no palco pra improvisar do começo ao fim. É milimetricamente preciso, fiel ao proporcionar aos presentes o mesmo tipo de experiência que se tem ao ouvir o disco, só que muito mais intensa. o show do ruído é uma viagem pra dentro de si mesmo, e traz uma fineza pouco comum entre os shows de pós-rock. (MC)

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Clique aqui para conhecer as dez bandas mais votadas e suas pontuações. Ou então clique aqui para conhecer a forma como foram apurados os votos e as indicações de cada votante.

Um comentário:

Felipe Gollnick disse...

As fotos deste post foram gentilmente roubadas da internet, mas foram creditadas e, quando possível, linkadas para um site do fotógrafo. Se algum dos autores/donos das fotografias se sentir ofendido e quiser que retiremos a foto do ar, é só entrar em contato atráves do e-mail [defenestrandoblog@gmail.com].