O nosso estimado Enio Vermelho Junior, também conhecido como "o terceiro defenestrado", foi ao show do Pearl Jam aqui em Curitiba na última quarta-feira. Acompanhe aí o texto do rapaz a respeito dessa noite marcante (fotos e vídeo são todos dele):
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Pearl Jam + X @ Curitiba, 09/11/11
Esse ano tem um motivo interessante para a turnê mundial, cuja parte latino americana começou esses dias, em São Paulo: o Pearl Jam comemora 20 anos de carreira. Em 1991, mesmo ano de lançamentos de clássicos modernos do rock, como o Nevermind dos conterrâneos do Nirvana, o Bandwagonesque dos escoceses do Teenage Fanclub e o Screamadelica do Primal Scream, foi lançado o primeiro disco da banda: Ten. Desde então, foram mais oito discos até agora.
Sobre os shows aqui: a exemplo do que aconteceu em 2005, o Pearl Jam trouxe outra banda amiga deles para abrirem os shows da turnê latino americana: o X. Surgida em 1977, a banda punk de Los Angeles é formada por Exene Cervenka (vocais), John Doe (baixo e vocais), Billy Zoom (guitarra) e DJ Bonebrake (bateria). Só que, ao contrário do Mudhoney em 2005, os californianos são pouco conhecidos aqui no Brasil, como dava pra perceber na antes e durante o show deles no estádio. Muitos dos que estavam ali sequer sabiam da existência da banda, eu mesmo só fui escutar algo deles uma semana antes do show aqui em Curitiba.
O show do X foi curto, não passou dos 35 minutos. Depois de algumas músicas, como “Los Angeles” e “True Love”, a banda encerrava o show com “Devil Doll” e uma surpresa: a participação de Eddie Vedder, coisa que aconteceu também dois dias depois, no último show da turnê brasileira, em Porto Alegre. Mesmo com quase ninguém conhecendo a banda, a recepção do público foi boa, com um bom número de pessoas elogiando o show de abertura.
Com uns 25 minutos de atraso, o Pearl Jam finalmente foi ao palco e dava início ao show de mais de duas horas e meia com “Go”. Logo em seguida, veio de cara uma das surpresas do show: “Arms Aloft”, cover de The Mescaleros, banda de Joe Strummer, do The Clash. Entre as novidades, uma música inédita da banda que vem sendo tocada há alguns meses: “Olé”. E as surpresas não paravam por aí: músicas difíceis de aparecerem nos shows deles surgiram em Curitiba, como “In Hiding” e “Red Mosquito”. Com “Porch”, do primeiro disco, eles terminaram a primeira parte do show.
No primeiro bis, mais surpresas: “Just Breathe” e “Off He Goes”, esse a pedido de uma fã no meio do público. Além, claro, dos clássicos “Black” e “Jeremy”, cantadas em uníssono por cerca de 20 mil pessoas. No segundo bis, aconteceu que eles tocaram “Footsteps”, “Once” e “Alive”, que, soube depois, fazem parte de uma “trilogia” chamada The Mamasan Trilogy. Mesmo não sendo tocada na seqüência certa da trilogia, segundo alguns fãs da banda é raro de aparecerem as três músicas no mesmo show. Perto da meia noite, e com as luzes do estádio já se acendendo, o Pearl Jam terminava a apresentação curitibana com um cover do The Who, “Baba O’ Riley”, e com “Yellow Ledbetter”, com Vedder lembrando do show em 2005, também encerrada por essa música, quando ele contou a história de um fã da banda que tinha sofrido um acidente de carro um ano antes e na ocasião foi homenageado com a música, só que desta vez ele não estava no show.
Trinta e duas músicas depois, o Pearl Jam fazia um show mais longo do que os de São Paulo e no Rio de Janeiro (em Porto Alegre foi o mesmo número de músicas). Além disso, fazia um show ainda melhor do que há quase seis anos atrás na já citada Pedreira. Se em 2005 teve toda aquela coisa de ser a primeira vez no país, nesse da semana passada teve o ótimo repertório, a entrega da banda e a energia dos fãs cantando alto em boa parte do show.
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Tem mais material do Enio sobre o show. É só vir aqui ou aqui.
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Tem mais material do Enio sobre o show. É só vir aqui ou aqui.


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