Quando soam os primeiros acordes do disco de estreia da Crocodilla, bem, você percebe que é hora de ir ao balcão e pegar uma cerveja, e meus pêsames se você estiver em casa (ou qualquer lugar que não um bar) e não puder fazê-lo. Crocodilla vai bem de qualquer maneira, em qualquer lugar, mas vai melhor ainda perto do palco, no meio da galera.
O som da Crocodilla é o que você quer ouvir: rock direto, sem firulas. Entre o setentista e o indie rock do começo dos anos 00, está tudo aqui. A mistura não é inovadora ou um grande achado, mas é aquele tipo de rock que joga seu astral para cima e o mantém por lá até que acabe a última nota do disco. E, quando a última música acaba, você já está procurando o player para tocar a primeira, a segunda, o álbum inteiro de novo.
Nas letras, paixões adolescentes e aquela vontade contida e meio urgente de desabafar tudo na cara da namorada (ou futura namorada, ou nem nada disso), seja aquela necessidade de ficar perto da pessoa ou então aquela vontade presa no pescoço de dizer para ela o quanto ela é irritante.
Algumas músicas são candidatas a hits para serem cantadas em coro nos shows: Falando de você, pesadona, ágil, gritante; Eu sei, que começa calminha, baladinha, mas vai crescendo até ficar grandona no final; e Não vai escapar, que tem uma sequência de acordes mais densa e uma letra bacana ("me aproximo e vou direto na sua jugular / você não sabe o que fazer").
O álbum de estreia da Crocodilla veio ao mundo após a banda ter ganhado o concurso Kaiser Sound de 2010. Como prêmio a banda ganhou a gravação do disco, com direito a produção do grande sr. André Abujamra. No vídeo abaixo, Abujamra fala para os caras tirarem "esses acordezinhos de viado":
Lançado em agosto de 2011 em festa no Yankee, o álbum de estreia da Crocodilla é bom e bem feito, mas notavelmente cru: as poucas faixas do disco (e destas, algumas que parecem apenas preencher um número mínimo de músicas) acabam denunciando uma banda ainda nova. Em tempos em que bandas independentes demoram até seis ou sete anos para gravar o primeiro álbum, fica evidente que o intervalo entre a formação da Crocodilla e o lançamento do disco é curto.
Nada, no entanto, que te impeça de ir ao balcão, pegar uma cerveja, voltar à pista e começar a dançar (nem que a pista seja o seu quarto). A piazada sempre sabe fazer um som mais direto-ao-ponto do que quase-trintões em geral.
Encerramos o texto dançando na frente do computador. Incentivamos o leitor ao mesmo!
Ouça o disco inteiro aqui. Ou ouça/veja o videocast que os srs. Luiz Claudio Soares e Matheus Chequim gravaram com os caras em junho.

2 comentários:
Eles são lindos e talentosos! Logo vão ficar famosos... Adorei a cutucada nos quase trintões. Ainda bem que a carapuça já não me serve mais já faz uns anos, hehehehe...
Os piás (comentário de curitibana!) são mt bons!! Conheci os caras num show no Dia do Rock, e que presente, hein, pra qquer fã de rock! Ao vivo então... eles são simplesmente contagiantes e empolgantes - viciantes, eu diria! Quem não ouviu ainda, tá perdendo uma das melhores bandas de rock nacional! Vão explodir em sucesso, NÃO TEM COMO NÃO GOSTAR! (Carol Goslar)
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