26/09/2010

podcast defenestrado # 7


Ah, olha que beleza. Depois de dois meses eis que surge aqui mais um podcast! Essa aí é a sétima edição do Podcast Defenestrado, a segunda com vozes humanas. Dessa vez eu e o Matheus nos juntamos para escolher algumas músicas de todos os estilos possíveis (do indiezinho encardido ao balkan beat, passando por Arnaldo Antunes dizendo "que ser eternamente adolescente é demodê") e falar um monte de asneiras no meio de tudo isso (do disco novo da RockaJenny ao grande medo que sentimos pelo Neymar). Imperdível hein.


Atenção! Mudamos do Podomatic para o Soundcloud! Exigências mercadológicas.

A sétima edição do podcast defenestrado funciona mais ou menos assim:


--- Boas vindas (ao fundo: Dee Lite - Groove is in the heart) 
Municipale Balcanica - Hava Nagila 
--- Conversinha nº1 (ao fundo: Sá, Rodrix e Guarabyra - Mestre Jonas) 
Arnaldo Antunes - Envelhecer 
Mombojó - Papapa 
--- Bate-papo nº2 (fundo: REM - Shiny happy people) 
Giancarlo Rufatto - Fake plastic trees 
Belle & Sebastian (feat Norah Jones) - Little Joe, Ugly Jack, Prophet John 
--- Trocando uma ideia nº3 (fundo: Cee-Lo Green - Fuck you) 
Arcade Fire - Keep the car runing 
--- Despedidas (fundo: Subburbia - 9 10 once again)

E, como solicitado, um beijo para o Campo Comprido. A Rô pediu, mas a gente só viu depois que o podcast já estava gravado. 

23/09/2010

Noite Defenestrada: fotos


Estão no ar lá no Bless this Mess as fotos mais do que estilosas que o Luizo Cavet tirou do nosso festerê. Vem ver! 

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Beleza, eu sei que essa Noite Defenestrada já encheu o saco! O pessoal aqui na redação está tentando se recompor, mas é que o estrago foi grande demais.
Mas vamos fazer o possível para que o próximo post já fale de alguma outra coisa qualquer. Belezoca?

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Uma propaganda: o pessoal do Anacrônica avisou que vai fazer festança para comemorar o lançamento do seu novo videoclipe, da música "Totem". 


Sexta agora lá no Slainte. Que tal?

19/09/2010

Noite Defenestrada: um relato egocêntrico, sentimental e psicológico

Texto altamente pessoal e confessional. O leitor está avisado.



E foi enquanto eu estava ali, meio bêbado, vendo um pedacinho do show da Yokofive de que gosto tanto, e na festa de algo que me é tão importante como o defenestrando, que tudo veio à cabeça ao mesmo tempo, e eu fiquei emocionado. Mas não consegui esboçar nenhuma reação, nem expressar nenhum sentimento. E me senti um pouco frustrado por essa pedregulhice do coração.

Foi um período de correrias. Organizar uma festa dá trabalho (e talvez esse trabalho nem tenha sido tão grande porque o Wonka já facilita um monte de coisas a quem produz o show), mas a questão é que, além do trabalho costumeiro, a Noite Defenestrada coincidiu de cair bem em uma semana super agitada e cheia de compromissos pessoais (bem mais corrida do que todas as semanas anteriores), seja na faculdade, no estágio ou além de tudo isso: só pra ilustrar, fui intimado a ser mesário e o treinamento caiu justamente NESSA semana, no meio de mais um monte de coisas que deixaram meu tempo apertadíssimo. Do que resulta o fato de já na terça à tarde eu estar exausto, e a festa ainda seria lááá na sexta-feira.


Naquela terça a festa parecia tão perto e tão distante quanto da primeira vez que tive a ideia de realizar uma Noite Defenestrada, lá nos primeiros dias de janeiro desse ano. O plano era fazer algo que servisse não só para comemorar os cinco anos do defenestrando (completados no dia 10 de fevereiro, mas que acabaram sendo comemorados só agora em setembro) mas também para divulgar o nome do blog por aí.


Até cheguei a fazer algumas ligações para começar a organizar o evento, lá em janeiro mesmo, mas a minha total inexperiência na organização de qualquer tipo de evento me deixava totalmente desorientado; eu não sabia nem onde fazer a festa. Um conselhinho esperto da Andy me fez inclinar para o Wonka Bar, e agora, alguns dias depois de realizada, nenhum lugar parecia mais propício a uma Noite Defenestrada do que o próprio Wonka, que combinou perfeitamente com a proposta. 


Por essa desorientação acabei deixando a festa para mais tarde. Mas a consolidação que o defenestrando teve no decorrer desse ano, essa cara mais de "blog" que ganhamos com a entrada do Matheus, a mudança do domínio para ".com" y otras cositas más, tudo foram fatores que me deixaram cada vez com mais vontade de realizar a Noite Defenestrada.


O empurrãozinho que estava faltando foi o post da nova geração pop da cidade, que foi bem recebido por aí e me deixou animado. A ideia então evoluiu para fazer uma festa com as quatro bandas daquele post, mas por desenlaces aqui e ali o Colorphonic e o Monaco Beach acabaram ficando de fora do set. Acabamos ficando só com o Homemade Blockbuster e a Yokofive, e eu e o Matheus teríamos que aguentar a bronca discotecando a noite inteira.




E a noite chegou, sob o respaldo daquele post lindo (que nos tocou muito) que a Yasmin publicou no Bless this Mess poucas horas antes do evento. Foi estranho ver o bar completamente vazio até umas 23h mas encher do nada e repentinamente depois disso. Era aquilo ali, e estava acontecendo. Não conseguia pensar em nada, só se estava tudo certo. E aí era hora do show do Homemade acontecer. Fui ao palco para anunciar a banda mas os microfones estavam desligados, e percebi que tinha esquecido de avisar o técnico de som que o show ia começar. E a discotacagem já tinha parado. Ficamos uns dez minutos em silêncio, mas acabou dando tudo certo. A banda fez um puta show explosivo que mal consegui ver, mas que depois o André França (guitarra/synth) veio me dizer que tinha sido o mais divertido que já tinham feito até então. O público gostou (ou pareceu ter gostado).

Como já era meio tarde, avisei a Yokofive para não demorar depois que o Homemade saísse, se não eles corriam o risco de ter pouco público. E foi no momento da Y5 montar o palco que o Daniel (vocal/guitarra) veio me dizer que um dos pedestais do microfone estava quebrado, sabe-se lá  por que cargas d'água. Então tive que sair correndo pelo bar inteiro com um cavaquinho na mão (imagine a cena) procurando o técnico de som, que estava lá fora fumando, bem tranquilo.

O cavaquinho ali de cima era uma atração surpresa: uma versão de Creep, do Radiohead, em ritmo de pagode, que inventei de fazer numa mistura de influências do Rufatto e do Pagodeversions. Então eu e o Matheus subimos ao palco para essa viagem antes de chamar a Yokofive: dessa vez os microfones estavam ligados mas o cavaquinho não. Mais alguns minutos de silêncio até o técnico descobrir que eu não tinha plugado o cabo no cavaquinho. Show.

Tocamos com a ajuda do André Senna, que fez um ritmo de sambinha na bateria, e foi divertido. No meio da montoeira de pedais da Yokofive que já estavam montados eu mal tinha espaço para botar os pés, e com tudo acontecendo ali naquele momento eu nem lembrei de fazer o sorriso de pagodeiro que a gente tinha combinado. Mas foi legal, deu pra ouvir várias risadas no meio da galera, e bastante gente cantou junto no refrão.



Quando a Yoko começou, fiquei mais tranquilo ali no meio da galera. E foi bem ali que tudo passou pela cabeça: os cinco anos de blog, todos os shows vistos desde então, tudo o que escrevi, todo mundo que ajudou, tudo o que aconteceu. Tudo aquilo me era emocionante demais, mas simplesmente não esbocei nenhuma reação, não sei se por estar meio bêbado ou por ter uma pedra no lugar do coração. Fiquei um pouco frustrado por estar sem essa reação, o que na verdade foi uma reação à uma não-reação. Era como se aquela festa toda acabasse não significando nada e essa emoção fosse não espontânea mas forçada por mim mesmo, que me obrigava a sentir alguma coisa.

Enfim. Consegui ver um pouco melhor o show da Yokofive, e foi bom demais, como sempre. Depois voltei às discotecagens e em algum momento aparece do nada a Ieda, super feliz, me abraçando e dizendo que a festa foi um sucesso, me perguntando como eu me sentia, se eu estava com sono (ela ficou surpresa quando em uma das reuniões eu disse que sentia sono o tempo todo). Respondi só que estava meio bêbado.

Foi bom demais, e uma grande realização para este blogueiro. Estamos muito felizes com tudo isso, e voltamos a afirmar: depois de cinco anos, o defenestrando ainda está só começando nessa barulheira. Ainda vem muito por aí.

Agradecemos todo o apoio de todo mundo, e o de vocês, é claro. Convidamos todos a continuarem sendo parte de tudo o mais que ainda faremos.

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As fotos classudas que ilustram esse post foram tiradas pelo espertíssimo Luizo Cavet (tem mais outras dele aqui). Outros registros da festa devem aparecer em breve lá no Bless this Mess. Quando sair lá, a gente avisa aqui.

15/09/2010

Noite Defenestrada: vem aí Yokofive

Está tudo certo. Você está lá, com a sua cerveja na mão, vendo a banda tocar e dançandinho porque o som é contagiante. Vai tudo muito bem até que uma parede sonora materializa-se do nada na sua frente e você se esborracha. A batida doeu, mas você até que gostou.

A parede recua e você se recompõe com um sorriso no rosto. O indie rock misturado a pop e dub (se isso é possível) volta a animar o recinto. Mas de repente ela, a tal da parede, aparece do nada e você se esborracha nela mais uma vez. Você está estirado no chão e ela passa por cima, e repete o processo como um rolo compressor indo e voltando. E você, esmagado no chão encharcado de cerveja, está adorando.

Os shows da Yokofive têm sido algo nesse tipo. E nessa sexta eles se apresentam na primeira Noite Defenestrada, lá no Wonka Bar.


Pra completar a situação, o pessoal da banda já mandou avisar que está empolgado com o evento e que está ensaiando para mostrar uma música nova. Sensacional.

A Noite Defenestrada, que é a nossa primeira festa institucional, acontece nessa sexta agora, dia 17/09, lá no Wonka Bar (Rua Trajano Reis, 326). A entrada custa $8 até meia-noite. Depois disso fica $12. Eu e o Matheus vamos cuidar da discotecagem.
(Já viu o flyer bacanudo da festa feito pelo Marcelo Fiedler?)

Chegue cedo!
Te esperamos lá.

14/09/2010

Noite Defenestrada: vem aí Homemade Blockbuster

Uma bateria dançante e um baixo que não se esconde. Um riff eficiente de guitarra, um sintetizador pra dar aquele tempero, e pra fechar redondinho, vocais enérgicos e cheios de personalidade.

A receita de uma boa banda de indie-rock parece fácil, mas pro negócio dar certo e pra galera se acabar na pista a execução tem que ser perfeita e os ingredientes bem selecionados. E aí a coisa fica um pouco mais complicada.

Não sei se foi essa a receita que os caras do Homemade Blockbuster usaram, só sei que funcionou direitinho.

O Homemade foi formado inicialmente pra participar do festival Kaiser Sound, no fim do ano passado, e de lá pra cá coleciona uma quantidade relativamente ainda pequena de shows. Como quantidade não é sinônimo de qualidade, a repercussão conquistada pela banda é inversamente proporcional ao número de apresentações, tendo inclusive tocado em junho desse ano no Popload Gig 3, do Lúcio Ribeiro. Tá bom ou quer mais?

Quer mais, né? É por essas e outras que o HMBB toca na Noite Defenestrada, nessa sexta-feira (17), no Wonka Bar, a partir das 22h. A entrada até meia-noite é $8, depois $12. Saca só o que te espera!


E fique atento que amanhã, neste mesmo canal, você confere a outra grande atração da Noite Defenestrada!

09/09/2010

troca-troca


Ainda na euforia do recente anúncio oficial da Noite Defenestrada, temos outra ótima notícia para dar.

É com muito prazer que, ao lado da Galeria Lúdica e do pessoal do BTMess, anunciamos mais um grande evento: a primeira edição do TROCA-TROCA.

A proposta é a seguinte: sabe aquele livro que você já leu? Aquela roupa que você já cansou de usar? Aquele disco que já cansou de ouvir? Junta tudo isso e leva na Lúdica que vai acontecer uma troca bem bacana de objetos.

A confraternização acontece na tarde desse sábado, dia 11/09, das 15h às 20h, no Café Lúdica (Rua Inácio Lustosa, 367, São Francisco). Todos estão convidados a participar e a entrada é free. Além do mais vai rolar umas comidinhas na faixa e vodka por nada mais que 3 dinheiros.

E se você achava que teria de esperar até o dia 17 para conferir a discotecagem defenestrada em ação, já tem mais um motivo pra ficar feliz: a música fica por nossa conta e pela galera do BTMess.

Não apenas uma tarde de trocas, a ideia do evento é conhecer gente nova e curtir o sabadão curitibano em alto estilo, então contamos com a presença maciça do público defenestrado!

E fica ligado que em breve a gente divulga o que vai levar pra trocar com vocês.

03/09/2010

vem aí: Noite Defenestrada

Talvez você já tenha ficado sabendo pelos nossos floods no twitter, pelo facebook ou pelo nosso recém criado last.fm. Se não é o caso, trate de desde já ir desmarcando qualquer compromisso que você já tenha anotado para a noite do próximo dia 17 de setembro, sexta feira. O motivo é o seguinte.



Sim senhor. A equipe defenestrada se agilizou para realizar sua primeira festa da firma. O que significa dizer que dia 17 de setembro de 2010, a partir das 22h, acontece no Wonka Bar a primeira Noite Defenestrada. Os protagonistas do evento já são conhecidos dos frequentadores deste blog e prometem uma festa agitada, alegre e barulhenta.

Explicaremos e contaremos historinhas sobre cada uma das bandas e daremos prévias do que vai rolar na discotecagem defenestrada no decorrer dos próximos dias. Assim não deixaremos que você em hipótese nenhuma esqueça do acontecimento.

Em tempo: esse pôster fodão quem fez foi o Marcelo Fiedler. Conheça mais trabalhos do cidadão no flickr dele (gostei bastante desse aqui).

01/09/2010

e os copas chegaram lá


Estou atrasado no comentário, mas vai mesmo assim.

Eles conseguiram. Digam o que digam, tenham feito o que eles tenham feito, mas a questão é que o Copacabana Club chegou lá: no dia 24 de agosto de 2010, terça feira da semana passada, eles se apresentaram ao vivo no Prêmio Multishow. Isso você já deve ter ficado sabendo. Agora tento reproduzir aqui uns pensamentos que me surgiram sozinhos enquanto eu assistia o ocorrido abaixo, acompanhe.



Sim, na última terça eles estiveram visíveis através da TV à cabo por todo o território nacional, e não apenas escondidos na trilha sonora de uma propaganda da Fox (ou na inusitada repetição intensiva do clipe de Just do it nos comerciais do FX). Sim, dessa vez algum cidadão de, sei lá, Pororema do Oeste, que estivesse com seu aparelho receptor sintonizado no canal "descolado" da Rede Globo poderia ver a fofurinha requebrante que é a Cacá V. dançando no palco da Arena HSBC, o ginásio onde foram disputados os jogos de basquete do Pan do Rio (alguém me corrija se eu estiver errado!).

Sim, Alec Ventura, Claudinha Bukowski, Tile Douglas e Rafael Martins também estavam lá (óbvio), conduzindo os ritmos ensolarados que projetaram os copas por aí. E enquanto se via a Cacá dançandinho em cima daquele grande palco sob holofotes multicoloridos, era possível chegar à seguinte conclusão: o Copacabana Club chegou lá. Uma banda de Curitiba chegou numa das grandes premiações da música brasileira saindo dos palcos apertados dos inferninhos daqui. Sem ter, até onde sabemos, um Rick Bonadio ou algo semelhante por trás dando assessoria.


Nesse momento não consigo me recordar de nenhum outro grupo curitibano que tenha realizado algum feito semelhante (não num passado recente). E talvez agora você já tenha se lembrado do Bonde do Rolê no VMB de dois anos atrás, mas não dá pra comparar. O Bonde é uma coisa tão curiosa, tão fora do... mundo sensível? que não dá pra comparar com mais ninguém ou nada, a não ser as sátiras semelhantes.


Mas no final das contas, sem levar em conta a bastante duvidosa qualidade técnica do Prêmio Multishow e a antissimpatia que alguns nutrem pelo grupo mais tropical da cidade, o Copacabana Club chegou lá. E esse "chegar lá" é (ou parece muito ser) um dos objetivos dos copas -- na verdade, por mais velado que o mantenham, "chegar lá" é objetivo de qualquer banda, mas no caso do Copa isso era perceptível desde os primeiros momentos.


O Copacabana Club conseguiu.
Viva os copas!