29/07/2010

defenestrando na batalha de ipod


demos um recado pra você aqui na semana passada. Agora temos outra coisa pra te dizer:

Dia 30/7, também conhecido como essa sexta agora, estaremos participando da Batalha de Ipod que acontece lá no James. Eu, ao lado do galante Matheus Chequim e do chapa Enio Vermelho vamos participar como equipe da loucura que é essa festa doida.



O negócio funciona mais ou menos assim: são oito equipes. Duas se enfrentam de cada vez, cada uma colocando três músicas para tocar. Dessas duas, a equipe que o público mais gostar passa para a próxima fase, até que sobre apenas uma única campeã. Em ano de copa do mundo, balada estilo mata mata. E não me venha falar mal do Dunga. haha.

Então para que a gente tenha um resultado bom, vamos precisar da ajuda da torcida. Fale com o vovô, com o síndico do seu prédio e com o cachorrinho. Avise-os e deixe bem claro que eles precisam desmarcar os seus planos para sexta à noite, para que possam todos estar presentes lá no James a partir das 22h.


É bom chegar bem cedinho porque o lugar lota às sextas feiras, e nessa ocasião especial não vai ser diferente. Então quando digo 22h é às vinte e duas horas mesmo, fique ligado.

Para entrar, as garotas precisam pagar oito mangos e a rapaziada precisa pagar dez pratas
Qualquer coisa dê um grito aí.

26/07/2010

John Frusciante




Alguns músicos são notícia principalmente pelo trabalho que fazem em cima do palco, ou dentro do estúdio. Outros aparecem mais por conta de escândalos da vida pessoal, que nada tem a ver com a vida artística. Já para Pete Dohertys e Amy Winehouses, é comum ser destaque em ambas as situações. Bem, talvez a maioria dos artistas não seja artista em tempo integral, e assim que descem do palco, saem do estúdio, ou mesmo quando a turnê acaba, os artistas de plantão deixam toda a arte de lado pra cuidarem de suas famílias, jogarem videogame ou quem sabe cortarem as unhas do pé. Ora, mas antes que vocês, leitores defenestrados, comecem a crucificar seus maiores ídolos ou convoquem toda a família restart para apedrejar este pobre blogueiro, vamos assumir que esse fenômeno é perfeitamente compreensível, e não condenável. Afinal, viver mergulhado na dimensão artística do universo durante 24 horas por dia é capacidade de poucos. Os mais excepcionais, talvez. E é justamente essa dificuldade em separar a face artística da face pessoal da vida de John Frusciante que o torna digno de um post especial.


John Frusciante é mais reconhecido pelo seu trabalho com os Red Hot Chili Peppers, que durou mais de 15 anos. Quem acompanha os noticiários musicais deve se lembrar que no início desse ano, Frusciante anunciou que estava de saída dos Peppers para se dedicar inteiramente às suas próprias músicas.



A carreira solo de John começou logo após seu primeiro período de afastamento dos Red Hot Chili Peppers, em 1992, ao entrar no que viria a ser um longo período de dependência química.



Não seria exagero algum chamar a carreira solo de John Frusciante de autobiografia, tamanha sintonia existente entre seu trabalho musical e sua vida pessoal. Seus dois primeiros álbuns (Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt e Smile from the Streets You Hold) mostram o período mais obscuro de sua existência. Foram gravados na própria casa de John, entre os anos de 1992 e 1993, sob reclusão total, num período em que o músico passava seus dias inteiros pintando, compondo, escrevendo e consumindo heroína. John chegou a afirmar que gastava cerca de dois cadernos por semana com letras de músicas. Toda essa atmosfera carregada motivou na época Johnny Depp, amigo próximo de John, a dirigir um curto documentário intitulado "Stuff", que retrata um pouco do ambiente em que vivia John Frusciante em seus dias mais sensíveis.


Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt é cheio de guitarras, violões, banjos e pianos melancólicos, e foi gravado com equipamento amador. Como muito bem definiu a revista Rolling Stone, ouvi-lo "é como caminhar dentro do apartamento de John". A baixa qualidade de captação de áudio (lo-fi) deixa o álbum mais íntimo ainda, e é ótima companhia para dias introspectivos. Smile from the Streets You Hold reúne as músicas que ficaram de fora do primeiro, lançadas mais tarde neste álbum que tinha como objetivo fazer dinheiro para comprar mais drogas.



John nunca ficou muito tempo sem lançar algo novo. Se recuperou da dependência química em 1998 e de lá pra cá lançou 8 álbuns e incontáveis EPs em parceria com Omar Rodriguez Lopez (The Mars Volta) ou Josh Klinghoffer (indicado por John para assumir as guitarras do Red Hot). Nada tão lo-fi e moribundo como os dois primeiros. O excesso de material não caracteriza a falta de qualidade, mesmo porque o que está em jogo não é a qualidade, mas a livre e pura expressão. Pouco chega às lojas de discos, ainda mais no Brasil, mas o trabalho de John Frusciante está espalhado pela internet pronto para ser explorado. Abaixo segue as principais recomendções defenestradas do artista, à quem possa interessar:


Niandra Lades & Usually Just a T-Shirt (1994)
To Record Only Water for Ten Days (2001)
Shadows Collide With People (2004)
The Will To Death (2004)
Ataxia - Automatic Writting (2004)
Ataxia - Automatic Writting II (2007)
The Empyrean (2009)


19/07/2010

temos um recado pra você.

Veja bem, temos uma coisa pra te falar. É algo muito simples de se dizer, mas que ao mesmo tempo tem grande valor emocional para este blog. Como eu sei que imagens valem muito mais do que essas palavras tortas, vou deixar você captar a mensagem através do vídeo abaixo:


Sim senhor. O pessoal que acompanha lá pelo facebook já sabia, e os mais atentos já perceberam pela URL diferente ali em cima, no browser. Não temos mais o "blogspot" no nosso endereço. Quando quiser ler essas coisas otimistas e esses papos furados que costumamos defenestrar por aqui, o estimado leitor deverá digitar apenas "defenestrando.com". Chique hein?

Como não sei mexer em quase nada de html e configurações e essas coisas todas (os webdesigners já perceberam bem isso), há ainda o risco de aparecer um ou outro erro no redirecionamento do endereço antigo e tudo o mais. Por isso, queridíssimo leitor, se algo dessa estranha natureza acontecer, não hesite em entrar em contato pelo email defenestrandoblog[arroba]gmail.com ou mesmo por qualquer uma das nossas redes sociais que temos por aí.

A princípio os sites que linkam para cá (um abraço a todos!) não precisam mudar os links, já que o google deve estar cuidando de tudo. Os leitores gente boa que acompanham o blog pelo RSS também não devem ter problemas, imagino. Mas temos que anunciar, com muita dor no coração, que nessa transição acabamos perdendo TODOS os comentários feitos até hoje no blog... complicado...

Bom, todo esse falatório é pra dizer que se mudamos para um domínio internacional é porque ainda VEM MUITA COISA POR AÍ. Só queria deixar isso bem claro. haha. Esses cinco anos foram só o começo.

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And now for something completely different. No post abaixo.

hei! hei!



Há uma caravela em alto mar. As ondas estão altas, a embarcação balança com leve violência. A água batendo contra o casco e as madeiras rangendo são os únicos barulhos que acabam com o silêncio enlouquecedor do meio do oceano. O vento está soprando e as velas estão içadas. De repente surgem nove piratas correndo sobre o convés, todos sujos, barbudos e segurando suas canecas de rum, batendo palmas com força e cantando entusiasmados uma velha canção, que diz algo mais ou menos assim: "a vida é cruel e foge veloz / ela vem lentamente calar nossa voz / cega nossos olhos, não tem pena de nós / ela quer que nós juntos fiquemos tão sós". A empolgação na música é tanta que alguns se descuidam e deixam as canecas cair; elas saem rolando sobre a madeira e mais um pouco de rum é desperdiçado (e o pior é que a essas alturas, depois de tantos meses viajando, já não há mais quase nada de bebida estocada no porão).



Está criada acima a atmosfera básica do excelente disco de estreia da Confraria da Costa, homônimo, lançado ainda no começo de 2010. No álbum que é o debut da banda mais pirata de Curitiba brilham muito os ritmos agitados à la leste europeu, que de maneira inusitada acabam muito bem combinados com o tema marinheiro para formar uma espécie de "piratas dos balcãs". Nesses momentos mais rápidos você quase consegue ver os andrajosos do mar dançando e gritando "HEI!" ao mesmo tempo em que se equilibram para não cair nos solavancos das ondas.


Essa sabedoria suja da vida nos oceanos parece muito bem reproduzida em letras que por várias vezes são perspicazes na demonstração da superioridade adquirida pela larga experiência (ex: "eu já esqueci mais do que você um dia vai saber"), ou mesmo na transformação do cenário náutico em metáfora para relacionamentos cotidianos, amorosos ou não ("quem te deixou nesse mastro à deriva sabia nada de navegação"). 


Mas antes dessas reflexões, o som da Confraria da Costa é mais para ser dançado euforicamente em bares pequenos e escuros, enquanto você e desconhecidos ao seu redor se abraçam e gritam "hei! hei!" freneticamente sob a chuva dos copões de chope que é derramado por todos os lados. As faixas "Homo tudo sapiens", "Coisas piores acontecem no mar" e "És cadavérico!" (que você ouviu no último podcast defenestrado) jogam o seu ânimo lá em cima e cumprem bem essa função festiva.


Oras, é óbvio, nem tudo são bons ventos: as feridas que o escorbuto não deixa cicatrizar doem e incomodam, há sujeira demais por todo o barco, a comida sumiu dos estoques faz tempo. "Confidencial", "Embaixo da mesa" e "Réquiem" são as três únicas pontadas de dor e isolamento do álbum. Passar tantos meses seguidos no mar a ponto de perder qualquer esperança de encontrar terra firme só pode ser algo incômodo, como essas manchas e verrugas que nunca teriam aparecido em sua pele se você tivesse ficado no conforto de sua casa. Mas essa que é a viagem do álbum.


"Confraria da Costa" é um disco ótimo. Pelo caráter sujo, pirata e balcânico, vale não só ouvi-lo de cabo a rabo algumas boas vezes, mas também presenciar esses piratas em ação; um show da Confraria (que na verdade já tem mais de dez anos de estrada e chamava-se, antes, de Gato Preto) acaba sendo item obrigatório no currículo de um algum curitibano apreciador de showzinhos legais.


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Você consegue achar facinho o disco inteiro pra baixar. Dá uma procurada aí no four shared.
E eu na verdade já deveria ter falado sobre essa bolacha aqui faz muito tempo. De qualquer jeito, está atrasado mas está aí.


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HEI!

12/07/2010

podcast defenestrado #6



Ah. Que coisa bonita. Eis que surgiu, premente, a necessidade da veiculação de mais uma obra radiofônica defenestrada. A Redação se reuniu então com o objetivo de gravar mais um podcast, e vou te dizer uma coisa: bem que tentamos. A inexperiência em termos de podcast (as edições anteriores eram mixtapes disfarçadas, essa que é a verdade) fez com que ficássemos embolados em vários momentos. Nada comprometedor, e até ajuda a aumentar um pouco da diversão para quem se arrisca a ouvir o programete.







Nessa sexta edição Matheus Chequim e Felipe Gollnick dão o play em algumas músicas que os agradam e durante os intervalos falam um monte de besteira, desde GTA passando por "apetrechos" e chegando na Luciana Gimenez. Então, com vocês, o Podcast Defenestrado #6. 
Abaixo do player, a programação.


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se o player estiver bugado (no Internet Explorer isso tem acontecido) clique aqui para abrir o podcast em outra página

Boas vindas
música de fundo: Origem - André Abujamra

Bloquinho indie
The world was a mess but his hair was perfect - The Rakes
Maria Augusta - Apanhador Só

Conversação nº 1
ao fundo: Hermes Trismegisto - Jorge Ben

Bloquinho curitibano
És cadavérico! - Confraria da Costa
Maluca - Mordida

Conversação nº 2
fundo: Dandara - Maquinado


Bloquinho nada a ver
Call an ambulance - Albert Hammond Jr.
Age of the platypus - A.S.M (A State of Mind)


Despedida
fundo: O pata - N.A.S.A.

04/07/2010

A lista defenestrada dos melhores shows de 2010 - 2ª parcial



"Mas esse ano tá passando rápido hein?!", diria alguém ao perceber que já estamos começando a segunda metade de 2010. Julho está aí. Então dá para dizer que agora é um bom momento para liberarmos A segunda parcial da lista defenestrada dos melhores shows presenciados por este que vos digita em 2010 (você que perdeu a 1ª parcial pode encontrá-la aqui). 

Lembrando sempre que para elaborar essa lista todos os critérios possíveis são levados em conta. Do mais sério ao mais absurdo, todos. Da qualidade técnica do som até a menina bêbada do seu lado. Tudo é levado em consideração, mas cheguei a conclusão recentemente de que o meu maior critério de avaliação para a qualidade de um show é a alegria das pessoas em estarem ali naquele momento, curtindo aquela música. Não que isso passe por cima de todas as outras questões, mas um show extremante alegre provavelmente irá direto para as primeiras colocações na lista.

Colocadas essas enrolações iniciais, vamos ao que interessa:

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3) Otto, 14 de maio, John Bull Music Hall

O dono de um dos melhores discos de 2009 veio a Curitiba para uma apresentação inspirada. Otto estava desinibido em cima do palco e teve toda a manha de transmitir ao vivo toda a dor e a dureza presentes no álbum "Certa manhã acordei de sonhos intranquilos". O ótimo sistema de som do John Bull Music Hall deu o respaldo necessário à excelente banda que o acompanha, que na sua escalação conta com Fernando Catatau (Cidadão Instigado, Céu) na guitarra, Bactéria (Mundo Livre S/A) nos teclados e Pupillo (Nação Zumbi) na bateria.


Suas grandiosas músicas eram cantadas sempre em coro: o público, que encheu a casa e estava de bom humor, não viu nenhum problema para remexer ao som das batucadas e gritar efusivamente as letras das músicas mais emblemáticas como "Crua", "Filha" e principalmente "Seis minutos". Rolou até um BNegão dividindo o palco.


Daqueles shows que, além de catárticos, te transformam: você sai de casa um e volta outro.




2) André Abujamra, 5 de fevereiro, Teatro da Caixa


André Abujamra é mestre. Ele sabe como fazer música; ele sabe como fazer poesia; e ele sabe como interagir com a plateia. Em uma apresentação que ele mesmo resolveu chamar de "não-show -- a síntese da essência", Abujamra esteve livre para tirar o máximo proveito de uma formação enxuta que contava apenas com contrabaixo, violão, acordeon e percussão. O multi instrumentista ainda aproveitou para antecipar versões mais calmas de músicas que viriam no seu próximo álbum, Mafaro, lançado pouco tempo depois daquele show.


A beleza das músicas e da poesia de Abujamra é tanta, e ao mesmo tempo tão simples, que até emociona: "e de manhãzinha ir pro aeroporto, fazer check-in / chegar uma hora antes pra virar um passarim", e nessa hora Abujamra movimenta os braços, batendo as asas e levando o público para mais um dos tantos voos que ele proporciona em um único show. Coisa bonita.


Por algum motivo desconhecido tenho ligações fortíssimas com as apresentações do Abujamra, que me parecem tão sublimes que se eu tentar explicar isso aqui em detalhes corro sério riscos de parecer um elogioso pedante. Só sei que dá dó colocar esse show em segundo lugar.




1) Klezmorim, 26 de junho, Sociedade Ucraniana
"Quê?", pergunta o leitor menos atento


Pense num restaurante familiar, à noite. Cadeiras de madeira, luzes claras, paredes amareladas, latinhas velhas de cerveja de todos os lugares do mundo expostas por todo o recinto. Familias inteiras dividindo mesas apertadas, vovôs e vovós tomando cervejinhas ao lado de crianças sentadinhas observando tudo. Foi nesse ambiente hospitaleiro do restaurante da Sociedade Ucraniana que presenciei uma das manifestações de alegria coletiva mais legais que já vi.


Antes da alegria, a banda: o Klezmorim é um grupo formado recentemente com o mote de tocar Klezmer, aquele tipo de música tradicionalmente alegre e agitada oriunda do leste europeu e que tem andado tão em voga ultimamente (o Cris Castilho fala muito bem sobre isso no relato do show de estreia da banda). Com excelentes músicos experientes e competentíssimos, o combo sabe exatamente como tocar um baile.


O restaurante estava vazio e tudo indicava que a noite seria tranquila. O ambiente digamos conservador no entanto foi enchendo cada vez mais de "gente jovem" e em pouco tempo o salão estava intransitável. Assim que o Klezmorim iniciou sua apresentação, já palmas fortes e gritos alegres ecoavam por todo o recinto. A coisa toda foi crescendo exponencialmente, do  balanço contido à dança desinibida, culminando ao final num êxtase coletivo incrível: imagine quarenta pessoas com os braços entrelaçados sobre os ombros dançando alegremente ao som de Hava Nagila. Pense na empolgação dos minutos finais do vídeo abaixo e multiplique por umas quarenta pessoas (veja lá que a fita aí não é do show em questão):



E ainda precisaríamos de mais um outro post inteiro para falar adequadamente sobre a alegria estampada na cara dos músicos enquanto tocavam o espetáculo. Pena que nenhuma boa alma fez a ação caridosa de colocar algum vídeo da noite no youtube.


Levam menção honrosa: Sabonetes no John Bull Music Hall dia 22 de janeiro; BNegão e Os Seletores de Frequência no Ambiental dia 15 de maio; e Apanhador Só no James dia 16 do mesmo mês.


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Um pequeno autocomentário: o post passado, que falava sobre a suposta nova geração de bandas pop curitibanas, foi parar na coluna "a gente não postou, mas você precisa saber" do Move that Jukebox, ganhou um comentário bacana lá no Espora de Galo e no URBe e foi reproduzido na íntegra lá no Hora SonoraQue boniteza hein? Valeu a todos pela força!


E as defenestrações não param! Lá no twitter sempre tem mais. Também rola a comunidade e o canal defenestrado. Certo?


Então tchau!