Pausa para um exercício de imaginação: pense num rapaz meio magro, cabelo na moda, visual moderno. Ele está tocando um piano (desses de armário) de um pequeno auditório francês rebuscado, vazio e pouco iluminado. A música que ele toca tem melodia simples e algum grau de melancolia, mas sua voz canta alguma alegria em uma letra tristonha. Ele sofre cantando lembranças, mas se purifica no processo.
Deu pra visualizar mais ou menos? Essa na verdade é só uma das inúmeras imagens que podem vir à mente enquanto ouvimos o álbum Berlim, Texas do Thiago Pethit. Coisa fina. O disco já vem cheio de respaldo da mídia especializada e não é pra pouco. É mais um pouco de eufonia (ou seja, sons completamente agradáveis -- usarei muito esse termo daqui pra frente) pra gente se deliciar. Ouça com os seus próprios ouvidos:
Outra imagem bem imaginável do disco é um cidadão com seus 30 anos de idade, sentado sozinho em uma mesa num canto escuro de algum cabaré dos subúrbios de Paris. Ele está absorto em pensamentos e bebericando algo em um copo cheio, olhando para o palco mas sem prestar atenção nos movimentos espalhafatosos das dançarinas. Ninguém o percebe ali, nem ele quer perceber ninguém, nem ser percebido.
Thiago Pethit vem a Curitiba essa semana. Oportunidade imperdível de escapismo: indo ao show e deixando-se levar pela música, você foge dessa cidade em que vive tentando não ser assaltado e viaja por alguns minutos até alguma boate parisiense suja e espetacular.
Vai ser dia 4, sexta-feira agora, a partir das 22h lá no Era só o que faltava. O investimento é de 10 reais na meia entrada e 20 na inteira.
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Um outro evento bacana: dia 2, quarta-feira agora, véspera de feriado, o Monaco Beach faz festa de lançamento do classudo EP Drowning in my dreams, lá no Sláinte. Mais informações aqui.
O Monaco Beach tem me chamado a atenção, juntamente com o Homemade Blockbuster. São duas bandas curitibanas que estão surgindo fortes aí, constituindo uma nova geração de bandas na cidade (isso já é possível?), posterior aos consolidados Sabonetes e Anacrônica que têm debandado para São Paulo. Fiz uns comentários rápidos lá no twitter, e quero ver se no próximo post eu alongo um pouco mais esses pensamentos. Vamos ver se as Forças Maiores (leia-se falta de tempo e/ou preguiça) não me impedem.
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Um outro evento bacana: dia 2, quarta-feira agora, véspera de feriado, o Monaco Beach faz festa de lançamento do classudo EP Drowning in my dreams, lá no Sláinte. Mais informações aqui.
O Monaco Beach tem me chamado a atenção, juntamente com o Homemade Blockbuster. São duas bandas curitibanas que estão surgindo fortes aí, constituindo uma nova geração de bandas na cidade (isso já é possível?), posterior aos consolidados Sabonetes e Anacrônica que têm debandado para São Paulo. Fiz uns comentários rápidos lá no twitter, e quero ver se no próximo post eu alongo um pouco mais esses pensamentos. Vamos ver se as Forças Maiores (leia-se falta de tempo e/ou preguiça) não me impedem.
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