Acho que esta é a primeira vez que as férias rendem alguma coisa. Contatos musicais e encontros com amigos e aniversários e essa coisa toda, fora o infindável barulho do teclado sendo digitado. Mesmo com o cronograma apertado por causa da estreia próxima da primeira das Grandes Reportagens, a Redação Defenestrada se empenhou em escrever mais um post para que os amados leitores não ficassem sem ter o que ler. Vamos aos fatos:
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Antes, a Música Boa da Quinzena. O que temos aqui para te mostar é a Rita Hayworth cantando Put the Blame on Mame, na sensacional cena de strip-tease do filme Gilda (1946), marco do cinema noir. A beldade só tira a luva direita, mas foi o suficiente para o trecho entrar para a história de Hollywood. Saca só:
Put the blame on Mame, boy.
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Agora sim:
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Aconteceu nesse domingo (19) a edição curitibana do Expressões Oi. Durante toda a tarde de ontem o público em geral pôde acompanhar expressões humanas (significando o que isso signifique) tais como artes visuais, performáticas e música. Tudo era de graça e acontecia em 5 pontos diferentes da cidade, como o Parque São Lourenço ou as ruínas do São Francisco.
O Defenestrando escolheu a praça 29 de março (que aposto que muita gente nem sabe que existe) para montar seu acampamento e passar a tarde conhecendo um pouco mais do que é produzido à noite nos subterrâneos da capital mais fria do país.
Aliás, ótima oportunidade de ver essas bandas em ação durante o dia, ao ar livre, sem cheiro de cigarro e sem volume alto destruindo a audição. Seria um ótimo programa para toda a família, não fosse o frio e a péssima organização. Trataremos disso mais para a frente.
Cheguei pelas 14h ao local, tarde demais para assistir a Yoko Five e aos Terribiles, ambos objetos de curiosidade deste blogueiro. Àquela hora os Cacofônicos (myspace) já estavam fazendo seu barulho: a banda se vestia de uma maneira que procurava misturar Jota Quest a qualquer coisa indie, e as músicas seguiam a mesma linha. De vez em quando o som até ficava parecido com o do Dissonantes -- apesar do nome, ambos procuram fazer tudo soar certinho. Só no final é que se pôde ouvir alguns rockzinhos mais dançantes, mas foi só. O público na hora era formado basicamente por conhecidos da banda e alguns manos curiosos, mais algumas famílias que passeavam pela praça.
Após, começou o baile da organização: subiu ao palco o Mordida (myspace), depois de um bom tempo de intervalo entre as duas bandas. O engraçado é que o Mordida não estava na programação do evento divulgada em anúncio de página inteira no Caderno G da Gazeta do Povo, muito menos na programação oficial que estava estampada do lado do palco. Mas parece que no site isso estava anunciado, já que muita gente veio à praça só pra ver a banda, só que no horário errado: o Mordida tocou bem antes da hora prevista, de modo que muita gente que veio no horário "certo" perdeu o show.
O show em si foi bom: o Mordida já é banda conhecida no cenário local, e talvez por isso tenha se sentido no direito de tocar bem mais do que os 30 minutos previstos. O som em sim é todo ensaiadinho, soando bem e agradável. Rockzinho à la anos 60-70 com direito a backings em falsete em quase todas as músicas. Foi o maior público da tarde, com direito a presença (ilustre?) de Ivo Rodrigues, o vocalista da banda-dinossauro curitibana Blindagem e único espectador que pôde sentar em uma cadeira de plástico durante toda a tarde.
Depois veio o power trio feminino Mixtape, banda que já tem mais de 450 mil reproduções no seu myspace. As garotas variam do hardcore ao indie-rock e pop, passando por covers de Marilyn Manson e Cranberries. Curioso foi ver que, em frente ao palco, dividindo espaço com um fã clube que aparentava ser bem fiel, assistiam ao show alguns maloqueiros, estáticos. De braços cruzados, apenas parados, pareciam tentar entender o que que eram aquelas adolescentes fazendo som pesado; eu do outro lado tentava entender o que que eram aqueles maloqueiros tentando entender aquelas adolescentes. Outra coisa no mínimo curiosa foi a vocalista anunciando que a festa de lançamento do recém-gravado primeiro disco da banda será dia 16 de agosto no Castelinho do Batel.
[pigarro]
Tá?
A penúltima atração foi o pessoal do Heitor e Banda Gentileza (myspace), que subiu ao palco um pouco menos do que uma hora antes do previsto. Som completamente diferente a cada música: os caras passeiam pelo samba, por um rock-valsa e pelo leste europeu sem se perder, sempre com algum integrante da banda trocando de instrumento. Talvez a melhor presença de palco da tarde. O público na hora já tinha diminuído razoavelmente, ao contrário do vento frio, a cada momento mais presente. Fora outro baile, dessa vez do técnico responsável pela mesa de som, que entre outras mancadas deixou no final a voz do backing bem mais alta do que a voz principal.
A última do dia foi Nevilton (myspace), que tocou quando a noite começava a cair. Vi pouco do show, mas foi o suficiente para sacar que o trio também tem sensacional presença de palco. Que o diga o guitarrista que dá nome a banda, que não hesita em dançar, saltar e fazer solos bacanas, tudo isso enquanto canta. Na verdade eu já tinha assistido eles há alguns anos atrás, quando ainda formavam quarteto chamado Superlego; o som já chamava atenção e fazia o pessoal balançar a cabeça. Os caras tão ficando cada vez mais falados nos blogs e sites e afins, e toda vez que vão tocar em São Paulo, Curitiba ou qualquer outra cidade, têm que sair láá de Umuarama, que é de onde são, e pegar algumas razoáveis horas de estrada.
Fora isso, estavam escalados para também tocar no local o Wolf Attack, o Sebastião Estiva e a Inimitável Fábrica de Jipes. Estava curioso para conferir esse pessoal, mas não houve no entanto nem menção a tais nomes no evento. Simplesmente não tocaram e ninguém avisou nada. Sem contar os horários totalmente confusos. Não sei como que foram os shows nos outros lugares, mas ficam aí os meus parabéns à Oi pela sensacional organização do evento.
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No burburinho que costuma ser o twitter nas manhãs de segunda-feira, o jornalista Guga Azevedo fez a seguinte pergunta ao pessoal do Charme Chulo, que tocou ontem nas ruínas de São Francisco:
@CharmeChulo procede aquela declaração FODA que o Igor fez no final do show de vcs ontem... sobre a Oi ficar bem rica e tal...? =p (aqui)
...ao que foi prontamente respondido pela própria banda:
@gugaazevedo Sim senhor! Palavras do Igor em alto e bom ton "Espero que a Oi fique bem rica e pague todos os artistas da próxima vez" (aqui)
Adoro.
(pra quem não sabe, Igor é o divertido vocalista do Charme Chulo)
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...no castelinho do batel??
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Muitíssimo obrigado ao Enio, à Marilia e ao Carlos Wagner, do blog Coutinho Sagrada e campos, por terem comentado no último post contando suas versões a respeito do Los Hermanos. Contribuições são sempre bem vindas.
Fique aí, que o fim de julho se aproxima. E aí eu vou te contar uma coisa.




