O Defenestrando foge da inércia pós-carnaval e volta aqui nesta quinta-feira de cinzas (??) para trabalhar. Esta é a continuação do post anterior, de comemoração do 4º aniversário defenestrado, que trouxe os 5 discos internacionais lançados desde o nascimento do blog que a Redação acha que você já deveria ter ouvido.
Continuemos agora o texto. É preciso deixar bem claro, lembre-se, que estes não são os álbuns que o Defenestrando considera os melhores de todo o período, mas sim discos que você não deveria deixar de ouvir/apreciar, ou apenas conhecer.
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Los Hermanos - 4 (2005)

O último disco lançado pela maior banda brasileira da década não é tão essencial quanto "Bloco do eu sozinho" e "Ventura" (2º e 3º discos, respectivamente), mas ainda assim marca a chegada do bom rock e principalmente da mpb atual e de qualidade a um público consideravelmente grande. Marcado pela suavidade das canções ora calmas e expressivas ("Fez-se mar" e "É de lágrima") ora difíceis ("Horizonte Distante") de Marcelo Camelo, e pela descontração ("Paquetá") e introspecção ("Primeiro Andar") de Rodrigo Amarante. É o disco mais sóbrio do grupo, e parece não conter em suas músicas o mesmo "brilho" e entusiasmo que os hermanos tinham em tocar juntos que aparecia nos discos anteriores.
Tem que ouvir - todas, menos "Os pássaros" e "Sapato novo", que por serem paradas demais são dispensáveis, mesmo sendo ótimas.
CSS - Cansei de ser sexy (2005)

A banda brasileira formada por Adriano Cintra e mais cinco mulheres (hoje só 4 - a ex-baixista Ira Trevisan se retirou do grupo tempos atrás) que nem sabiam tocar suas guitarras direito mas que mesmo assim foram parar em shows de grandes festivais europeus fez um dos discos nacionais mais engraçadinhos e dançantes dos últimos tempos. Sintetizadores simples aliados à batidas frenéticas saídas da bateria (que por vezes acaba sendo somente um loop), enfeitadas pelas guitarras simples e pela voz marcante da simpaticíssima japonesinha Lovefoxxx são a tônica desse álbum -- fórmula que levou o grupo em direção a um consolidado sucesso internacional. Se você for hoje no myspace da banda você pode conferir que a banda está lá, tranquila, nesse momento fazendo uma turnê enorme pela Austrália. Disco para ouvir em volume alto para ficar dançando por horas e ficar com dor de cabeça depois, hehe.
Tem que ouvir - "Alala", "Let's make love and listen death from above", "Alcohol" e "Superafim".
Móveis Coloniais de Acaju - Idem (2006)

Aí está o único álbum de estúdio lançado até agora da banda que alguns dizem ser o melhor grupo independente de rock do Brasil atualmente. Em suas músicas os móveis passeiam por influências fortes do Leste Europeu, pelo bom samba e por rockzinhos sempre dançantes. A cereja do bolo são as ótimas letras (cheias de trocadilhos e sacadinhas inteligentes) cantadas pela voz perfeitamente-adequada-ao-contexto de André Gonzáles. Não entendeu a minha expressão? Vai lá e ouve o disco então. Este é, do post de hoje, o disco que você realmente deve ouvir. Se você ficou a fim de ouvir algum álbum que você ainda não conheça dessa lista, priorize este e o do I'm from Barcelona, no post passado.
Tem que ouvir - "Perca peso", "Seria o Rolex?", "Copacabana", "Menina-moça" e "Sadô-masô"
Bonde do Rolê - With Lasers (2006)

Fiz toda uma resenha desse disco alguns anos atrás, aqui. O que mais impressiona nesse caso é o fato todo mais do que o disco em si: três universitários brancos vindos de Curitiba fazendo funk carioca escrachado, cujas letras engraçadíssimas cantadas em bom português eram o ponto alto das músicas que, convenhamos, são de baixa qualidade. Causaram frisson na Europa e nos Estados Unidos, onde ninguém entendia as letras mas adorava a batida e as perfomances ao vivo da vocalista Marina Vello. Pena que ela se retirou do grupo (ou foi retirada, ninguém sabe bem) e foi substituída por outras duas vocalistas que, mesmo sendo duas, não chegaram ao seu nível. Mas essa história toda você já conhece bem. Para ouvir sem preconceitos e dar boas gargalhadas.
Tem que ouvir - "Dança do zumbi", "Solta o frango", "James Bonde" e principalmente "Office boy"
Mallu Magalhães (2008)

A história da menina de 15 anos que explodiu no Myspace indo direto para o mainstream e que agora aparece sempre em alguma propaganda é que eu não vou te contar porque você sabe mais ainda. E vamos deixar bem claro aqui que o disco tem qualidade musical duvidável. Mas você tem que ouvi-lo, porque trata-se justamente do disco de uma menina de 15 anos que toca folk e que explode num país onde a grande maioria das pessoas não costuma ouvir folk. E parece que surgem alguns problemas do fato ela ter apenas 15 anos e ainda não estar completamente "desenvolvida": é o caso de "O preço da flor", que é uma música ótima, madura e com influência dos Mutantes, só que cantada com uma voz fina demais para o contexto. Acho que também há em todo o case "Mallu" uma forçação de barra para uma imagem infantil demais, quando ela tem 15 anos é uma adolescente, mas essa é outra discussão. Escuta logo aí, vai.
Tem que ouvir - "You know you've got", "O preço da flor", "Don't you look back" e as manjadas "J1" e "Tchubaruba"
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Você encontra todos os links de todos os 10 discos dessa lista na Comunidade Defenestrada. Vá lá e se esbalde. se joga. q
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Esse blog tem me dado cada vez mais trabalho. Quero ver como que vai ser quando eu começar a escrever as grandes reportagens que estou planejando aí.





