28/02/2009

Defenestrando 4 anos / 10 discos essenciais parte 2


O Defenestrando foge da inércia pós-carnaval e volta aqui nesta quinta-feira de cinzas (??) para trabalhar. Esta é a continuação do post anterior, de comemoração do 4º aniversário defenestrado, que trouxe os 5 discos internacionais lançados desde o nascimento do blog que a Redação acha que você já deveria ter ouvido.

Continuemos agora o texto. É preciso deixar bem claro, lembre-se, que estes não são os álbuns que o Defenestrando considera os melhores de todo o período, mas sim discos que você não deveria deixar de ouvir/apreciar, ou apenas conhecer.

----------------

Los Hermanos - 4 (2005)
O último disco lançado pela maior banda brasileira da década não é tão essencial quanto "Bloco do eu sozinho" e "Ventura" (2º e 3º discos, respectivamente), mas ainda assim marca a chegada do bom rock e principalmente da mpb atual e de qualidade a um público consideravelmente grande. Marcado pela suavidade das canções ora calmas e expressivas ("Fez-se mar" e "É de lágrima") ora difíceis ("Horizonte Distante") de Marcelo Camelo, e pela descontração ("Paquetá") e introspecção ("Primeiro Andar") de Rodrigo Amarante. É o disco mais sóbrio do grupo, e parece não conter em suas músicas o mesmo "brilho" e entusiasmo que os hermanos tinham em tocar juntos que aparecia nos discos anteriores.

Tem que ouvir - todas, menos "Os pássaros" e "Sapato novo", que por serem paradas demais são dispensáveis, mesmo sendo ótimas.


CSS - Cansei de ser sexy (2005)
A banda brasileira formada por Adriano Cintra e mais cinco mulheres (hoje só 4 - a ex-baixista Ira Trevisan se retirou do grupo tempos atrás) que nem sabiam tocar suas guitarras direito mas que mesmo assim foram parar em shows de grandes festivais europeus fez um dos discos nacionais mais engraçadinhos e dançantes dos últimos tempos. Sintetizadores simples aliados à batidas frenéticas saídas da bateria (que por vezes acaba sendo somente um loop), enfeitadas pelas guitarras simples e pela voz marcante da simpaticíssima japonesinha Lovefoxxx são a tônica desse álbum -- fórmula que levou o grupo em direção a um consolidado sucesso internacional. Se você for hoje no myspace da banda você pode conferir que a banda está lá, tranquila, nesse momento fazendo uma turnê enorme pela Austrália. Disco para ouvir em volume alto para ficar dançando por horas e ficar com dor de cabeça depois, hehe.

Tem que ouvir - "Alala", "Let's make love and listen death from above", "Alcohol" e "Superafim".


Móveis Coloniais de Acaju - Idem (2006)
Aí está o único álbum de estúdio lançado até agora da banda que alguns dizem ser o melhor grupo independente de rock do Brasil atualmente. Em suas músicas os móveis passeiam por influências fortes do Leste Europeu, pelo bom samba e por rockzinhos sempre dançantes. A cereja do bolo são as ótimas letras (cheias de trocadilhos e sacadinhas inteligentes) cantadas pela voz perfeitamente-adequada-ao-contexto de André Gonzáles. Não entendeu a minha expressão? Vai lá e ouve o disco então. Este é, do post de hoje, o disco que você realmente deve ouvir. Se você ficou a fim de ouvir algum álbum que você ainda não conheça dessa lista, priorize este e o do I'm from Barcelona, no post passado.

Tem que ouvir - "Perca peso", "Seria o Rolex?", "Copacabana", "Menina-moça" e "Sadô-masô"


Bonde do Rolê - With Lasers (2006)
Fiz toda uma resenha desse disco alguns anos atrás, aqui. O que mais impressiona nesse caso é o fato todo mais do que o disco em si: três universitários brancos vindos de Curitiba fazendo funk carioca escrachado, cujas letras engraçadíssimas cantadas em bom português eram o ponto alto das músicas que, convenhamos, são de baixa qualidade. Causaram frisson na Europa e nos Estados Unidos, onde ninguém entendia as letras mas adorava a batida e as perfomances ao vivo da vocalista Marina Vello. Pena que ela se retirou do grupo (ou foi retirada, ninguém sabe bem) e foi substituída por outras duas vocalistas que, mesmo sendo duas, não chegaram ao seu nível. Mas essa história toda você já conhece bem. Para ouvir sem preconceitos e dar boas gargalhadas.

Tem que ouvir - "Dança do zumbi", "Solta o frango", "James Bonde" e principalmente "Office boy" 


Mallu Magalhães (2008)
A história da menina de 15 anos que explodiu no Myspace indo direto para o mainstream e que agora aparece sempre em alguma propaganda é que eu não vou te contar porque você sabe mais ainda. E vamos deixar bem claro aqui que o disco tem qualidade musical duvidável. Mas você tem que ouvi-lo, porque trata-se justamente do disco de uma menina de 15 anos que toca folk e que explode num país onde a grande maioria das pessoas não costuma ouvir folk. E parece que surgem alguns problemas do fato ela ter apenas 15 anos e ainda não estar completamente "desenvolvida": é o caso de "O preço da flor", que é uma música ótima, madura e com influência dos Mutantes, só que cantada com uma voz fina demais para o contexto. Acho que também há em todo o case "Mallu" uma forçação de barra para uma imagem infantil demais, quando ela tem 15 anos é uma adolescente, mas essa é outra discussão. Escuta logo aí, vai.

Tem que ouvir - "You know you've got", "O preço da flor", "Don't you look back" e as manjadas "J1" e "Tchubaruba"

   
------------------------

Você encontra todos os links de todos os 10 discos dessa lista na Comunidade Defenestrada. Vá lá e se esbalde. se joga. q

-----------------------

Esse blog tem me dado cada vez mais trabalho. Quero ver como que vai ser quando eu começar a escrever as grandes reportagens que estou planejando aí.



15/02/2009

Defenestrando 4 anos / 10 discos essenciais parte 1


Terça-feira última (dia 10) o Defenestrando completou 4 anos de vida. Não é pouca coisa quando tratamos desse mundo de mata-mata que é a blogosfera. Sobrevive quem tem perseverança, mesmo não se tendo muitas visitas. De presente para o leitor que está passando por aí, a Equipe Defenestrada separou uma lista com 10 discos lançados desde o nascimento deste blog (10 de fevereiro de 2005) que ela considera essenciais para todos os que gostam de um bom rockzinho de vez em quando.

Vamos deixar bem claro por aqui que os álbuns apontados NÃO representam os que a Redação considera os melhores de todo o período, mas sim os que não devem passar desapercebidos pelos ouvidos dos que ouvem música boa sem muito compromisso crítico.

O post de hoje é a primeira metade da lista, apenas com álbuns internacionais, organizados em ordem cronólogica de lançamento. Semana que vem tem os discos nacionais. E o post é daqueles que vão crescendo com o tempo. Começo hoje, continuo na segunda, termino quem sabe na terça. Leia, e me digue se você concorda com esse ou aquele álbum, se você acha que ficou faltando algum outro ainda mais essencial, etc.


Arctic Monkeys - Whatever people say I am, that's what I'm not (2005)
Os 4 membros do Arctic Monkeys não tinham nem 20 anos de idade direito quando o mundo começou a escutar o rock de cara nova que recheava o álbum de estréia da banda. Com letras espirituosas e irônicas a respeito de qualquer coisa ligada à pistas de dança e composto basicamente por riffs versáteis, dinâmicos e quase sempre pesados, o disco merece toda a repercussão que teve. A voz estridente de Alex Turner combina perfeitamente com o som e já se tornou inconfundível. A descontração e o descompromisso com qualquer coisa séria são pontos fundamentais e garante ao grupo sempre novos simpatizantes.

Tem que ouvir - "I bet you look good on the dancefloor", "Fake tales of San Francisco", "A certain romance" e a ligação entre "Still take you home" e "From the ritz to the rubble" 


Amy Winehouse - Back to Black (2006)
O coração quebrado de Amy Winehouse rendeu à ela um dos melhores discos da década; sua voz dolorida trouxe de volta às rádios um Soul (entremeado de vez em quando por um R&B e por um rock) de qualidade, que a jogou diretamente para o topo das paradas de todo o mundo e para as listas de melhores discos daquele ano. Canções alegrinhas dividem o álbum com outras de clima pesado; se você ouve a faixa-título e não fica emocionado, você é um insensível, hehe. Temos aqui a mais importante cantora de nosso tempo, mesmo apesar de todos os excessivos problemas com drogas e paparazzi em que ela se envolve e que a imprensa insiste em noticiar.

Tem que ouvir - os hits, que acabam sendo as melhores do disco: "Rehab", "You know I'm no good", "Back to Black" e "Tears dry on their own"


I'm from Barcelona - Let me Introduce my friends (2006)
Mesmo desconhecido por quem não é ligado nessa indiearada toda, está aí um disco que todas as pessoas do mundo deveriam ouvir pelo menos uma vez na vida (sério). O grupo sueco composto por nada mais nada menos do que 30 integrantes e liderado pelo carismatissíssimo Emanuel Lundgren toca músicas simples, diretas, belas e tão alegres que até emocionam. É ouvindo músicas como essas que a gente percebe como a vida pode ser agradável e descomplicada. Letras de poucos versos mas muito fofas, cantadas pela ótima voz de Lundgren e reforçadas por um coro extremamente em sintonia, tornam esse um disco indispensável na mp3-teca (= biblioteca digital) de qualquer pessoa. Pena que o grupo não manteve o mesmo nível de "alegria" no segundo disco, "Who killed Harry Houdini?" de 2008.

Tem que ouvir - todas, sem exceção. Se há um disco nessa lista que você realmente precisa ouvir, é esse aqui.


Radiohead - In Rainbows (2007)
Esse disco talvez seja mais conhecido como "o álbum que ajudou a destruir a indústria fonográfica" do que pela qualidade ou pela essencialidade de suas músicas; essa que é talvez a maior banda da década de 2000, inventou de desvincular-se da EMI e lançar o disco de forma independente. Não bastasse isso, permitiu durante um determinado período que qualquer pessoa que fosse ao site da banda baixasse legalmente as mp3's do disco escolhendo o preço a ser pago por elas (até escrevi um relato sobre isso aqui), numa estratégia de marketing tão boa que até o Jornal Nacional comentou o fato. Mas isso tudo você sabe. Há de se ressaltar que por trás de todo esse bafafá está um disco ótimo, cheio dos tradicionais sofrimentos que Thom Yorke insiste em imprimir em suas músicas, com todos aqueles falsetes que deixam qualquer um na fossa. Para escutar e ficar deprimido, hehe.

Tem que ouvir - todas, menos "All I need" e "Videotape", acho.


Little Joy - Little Joy (2008)
Para ler isso aqui você tem que abstrair e concordar que o Little Joy é muito mais internacional do nacional; a banda formada por Fabrizio Moretti (Strokes), Binki Shapiro (namorada de Moretti) e Rodrigo Amarante (Los Hermanos) nasceu gringa, formulou-se gringa e compôs músicas gringas. Todas sob o dedo alegre da metade alegre do Los Hermanos. As canções bem-humoradas, bem-arranjadas e sempre descoladas (que deixam você com um sorrisinho agradável enquanto as ouve) justificam o hype no qual a banda se transformou nesse começo de 2009. Para escutar e ficar alegre, livre, leve e solto, com vontade de dançar com a vovó, com o irmãozinho e com o cachorro.

Tem que ouvir - "The next time around", "Brand new start", "No one's better sake", "Shoulder to shoulder" e a emocionante "With strangers".


----------------------

Acabei o post, mas se você quiser os links para baixar você vai ter que voltar aqui à noite, ou amanhã. E na semana que vem tem os discos nacionais. Não perca hein.


07/02/2009

Desvendando Kt Tunstall

Com este que é o último post das Férias Defenestradas, adentramos agora o mês de fevereiro, em cujo décimo dia o Defenestrando comemora QUATRO longos anos de existência. A ocasião é especial, e ocasiões especiais exigem posts especiais. Por isso a Equipe Defenestrada prepara para esse segundo mês de 2009 alguns posts bacanas, dentre eles este que você está lendo.

--------------------

Conhece a Kt Tunstall? Pois é sobre ela que será o post de hoje. Faremos uma breve apresentação dela para aqueles que não a conhecem e depois passaremos a uma análise sobre os três discos por ela lançados até hoje, com algumas fotos e vídeos no meio disso tudo. Deleite-se.

Kt (de Kate) nasceu na Escócia, e foi adotada e criada por uma mãe professora e um pai físico, junto a dois irmãos. E sobre ser criada, há aí um detalhe importante: o irmão mais novo tinha problemas de audição e necessitava de aparelhos para corrigir o problema; para tanto não havia nem televisão nem rádio na casa onde viviam, já que as ondas que estes emitem interferiam no funcionamento correto dos aparelhos de audição do irmãozinho. (está lá no wikipedia)
Wireless Festival, 22 de Junho de 2006

Tal formação não-convencional resultou numa compositora espirituosa em suas composições e consciente do mundo que a cerca: participa regularmente de campanhas contra a poluição e o aquecimento global (como o Global Cool) e faz o que pode contra a matança desenfreada de animais (achei por aí uma carta que ela enviou à rede de fast-foods KFC protestando o fato das milhares de galinhas que são abatidas diariamente pela rede).

O convívio com o seu pai e as constantes visitas ao observatório astronômico onde ele trabalhava renderam a Kt o nome de seu primeiro disco, "Eye to the Telescope", lançado em 2004 no Reino Unido. Um ótimo álbum de estréia, recheado de músicas boas (basicamente construídas em cima das levadas dos violões Gibson que a cantora costuma tocar) enfeitadas com letras simples mas introspectivas e cantadas por uma voz agradável e de presença forte; são, no final das contas, músicas de qualidade e completamente passíveis de serem transformadas em hits.

Hits esses que trouxeram Kt Tunstall ao conhecimento dos brasileiros: "Suddenly I See" tocou constantemente por algumas semanas em várias rádios comerciais, fez parte da trilha sonora de Belíssima (novela das 8 de alguns anos atrás, você lembra) e do filme "O Diabo veste Prada", estava em comercial recente da Claro, e vai embora.

Mas foi com "Black Horse and The Cherry Tree" (lançada como single antes de Suddenly I See, não se perca no meu raciocínio torto) que Kt veio ao conhecimento da Grã-Bretanha, antes do mundo todo. Chamada de última hora quando ainda era uma desconhecida para substituir uma atração que não pôde comparecer ao programa "Later... with Jools Holland", Tunstall subiu ao palco acompanhada somente de seu violão e de seu Akai E2 Headrush, um pedal especializado em loops.

O debut foi impressionante pela espirituosidade da apresentação (estou adorando essa palavra); ao final da música a cantora não parecia estar sozinha mas acompanhada por toda uma banda. Aí embaixo está o acontecimento:



Os pontos altos de "Eye to the Telescope" são a ótima "Another Place to Fall", a já citada "Black Horse and the Cherry Tree", a amorosa "Universe & U" e a pianística-linda "Through the Dark". Vale a pena dar uma escutadinha pelo menos nessas.
Já no final de 2005, Tunstall levou sua banda até a ilha de Skye, na Escócia, onde em um prazo de apenas dois dias e na sala de um estúdio caseiro o grupo gravou o álbum/DVD "Kt Tunstall's Acoustic Extravaganza", com 10 faixas, lançado no ano seguinte.

Posto que era um acústico, e que sendo um acústico os violões costumam ficar ainda mais ressaltados, salientou-se no disco a faceta folk da cantora. E a bandeira é erguida declaradamente logo na primeira música: "Ashes" nada mais é do que um folk tradicional, suave, agradável aos ouvidos, e sempre bem demarcado pela presença da voz de Kt. Definitivamente esta é uma música para se ouvir e ficar tranquilo.

A segunda faixa, "Girl & the Ghost" conta a história de uma garota e um fantasma que são amigos e que estão se reencontrando depois de um longo tempo. Há nas estrofes um clima obscuro, mas perfeitamente transformado em alegria quando chega o refrão, que é o momento do reencontro dos dois. Incrível como a música transmite muito bem o clima da letra, a ver. Há ainda uma cover do Beck, "Golden Age", que é praticamente igual à original, o que pra mim é um ponto fraco: não há porque regravar uma música que já existe sem modificá-la; para isso já existe a original.

Os pontos altos aqui são "Ashes", "Girl & the Ghost", "One Day" e a última do disco, "Throw me a Rope", lindíssima, que é uma versão voz-violão do primeiro single de Tunstall (lançado antes mesmo de Eye to the Telescope) e que conquista um ouvinte mais sentimental já no primeiro verso, "I want you between me and the feeling I get when I miss you". Sensacional. 

Os milhares de fãs que agora Kt possuía ficaram em polvorosa quando lançou-se (difícil traduzir "released"), no segundo semestre de 2007, o single "Hold On". Era a primeira faixa tornada pública do terceiro disco de sua carreira (o segundo de estúdio) "Drastic Fantastic". Tal música, com o mesmo potencial para se tornar hit que as do álbum de estréia, trazia uma novidade: em vez de um violão suave, a base era agora uma levada dançante e contagiosa fabricada pela nova possante guitarra Gretsch semi-acústica de Kt Tunstall. 

Quando o álbum inteiro foi lançado, no final daquele mesmo ano, confirmou-se a novidade: em praticamente metade do disco a moça de que falamos está empunhando uma boa e velha guitarra elétrica. A faixa de abertura "Little Favours" deixa isso explícito num rock meio desesperado que escutei, aliás, tocando esses dias atrás como música de fundo em outra novela, Três Irmãs, a das 7 atual.

Depois vem "If Only", talvez a melhor de sua carreira, que tem uma das melhores partes-do-meio que já ouvi, onde ela canta "you're surrounded by silence", que eu acho que você deveria conferir. No clipe, é a parte na qual a esquiadora (a própria Kt Tunstall) finalmente voa. Fico arrepiado quase todas as vezes que presto atenção, confesso. Vai lá ver, vai.

Ainda há ali outras canções dignas de nota, como a esperançosa "Hopeless" (hã hã), a extremamente introspectiva e sóbria "Beauty of Uncertainty", e a polida "Someday Soon", capaz de levar instantaneamente quem a ouve a algum lugar ensolarado, com passarinhos cantando à beira-mar.

De um modo geral, Drastic Fantastic, por ser feito às custas de mais experiência e tempo de estrada, é mais difícil de ouvir do que seus dois discos anteriores, e com certeza não dispõe de hits chiclete-de-qualidade da mesma maneira que o álbum de estreia, mas ainda assim é capaz de ter aqui ou ali uma de suas músicas enfiadas na trilha sonora de alguma novela global ou seriado.

Bom, encerro por aqui este ensaio sobre essa cantora que é uma figura relevante da música internacional dos anos 00. O leitor que teve a empáfia de ler o post inteiro (e todos os seus parênteses) conheceu um pouco sobre uma das artistas preferidas da Equipe Defenestrada, e para aquele ainda que por alguma ventura se interessou e quer mais, links para eventuais downloads e mais algum material pode ser encontrado na Comunidade Defenestrada.