28/01/2009

EXTRA: Nx Zero é acusado de plágio

O Defenestrando foge da rotina e, com um post extraordinário (já que é o 2º da semana), traz o assunto que balançou o mainstream nacional nos últimos dias:

A banda norte-americana Taking Back Sunday participou de algum chat virtual aí no último dia 24 (carece de fontes, diria o wikipedia), e nele a banda comentou que o Nx Zero teria plagiado uma de suas músicas. Para que fossem melhor entendidos, o grupo soltou um video fazendo troça, acompanhe:




Adorei o bom humor com que a banda levou a questão, assim como o limão atirado no vocalista ao final do clipe. Eu, pessoalmente, não notei semelhanças gritantes entre as duas músicas, talvez pelo fato de minha percepção musical emo não funcionar bem. Graças a Deus.

O vídeo foi publicado anteontem, e já tem bem mais de 32 mil visualizações. Mas chama a atenção um outro, já de agosto do ano passado (e portanto anterior a todo esse bafafá) que procura explicitar bem essa semelhança. E de fato, o plágio é possível, tanto o wikipedia como o site das bandas apontam: MakeDamnSure está no 3º álbum do Taking Back Sunday ("Louder Now"), que foi lançado em 2006. Já Nx Zero's "Daqui pra frente" está no álbum "Agora" lançado agora (hãn hãn) em 2008.

Quem ajudou a apimentar a questão foi Tico Santa Cruz, o vocalista do Detonautas Roque Clube (ou só DRC, não sei bem se eles mudaram de nome) que em seu blog aproveitou para dissertar sobre o tema, assim como eu e mais zilhões de outros blogueiros. No post da madrugada de hoje, ele até saiu em uma defesa dúbia ao grupo brasileiro, dizendo que "Só existem 7 notas musicais, não dá para fazer milagre. Invariavelmente alguma coisa pode soar parecida." mas criticando todo o movimento emo e seus afins.

O negócio, é claro, foi parar no produtor da banda, Rick Bonadio (desafeto de Santa Cruz e meu também, hehe), aquele que todo mundo conhece. Sobre o assunto, o empresário soltou um comunicado oficial:

“Essa é mais uma das muitas coincidências do mundo musical em que hoje, na música pop universal, é inevitável que trechos das melodias pareçam umas com as outras em várias partes do mundo, assim como na música “El Condor Passa” (Daniel A. Robles/ Jorge Milchberg) famosa por Simon & Garfunkel, nota-se uma grande coincidência de melodias com o Hino Brasileiro. Outro exemplo clássico é da época do Blues. Se você ouvir dez artistas diferentes, vai identificar melodias semelhantes, assim como nas bandas de hardcore e outras que seguem o mesmo estilo. O chato é que as pessoas só percebem esses detalhes quando um artista faz muito sucesso.”

Depois dessa declaração, Tico Santa Cruz voltou atrás e publicou um novo post, encerrando-o da seguinte maneira:

"ÃHÃ!!!!!!

E ele me acusou de imitar outra bandas, alguém se lembra???? [*nota no fim do post] Olha o mundo girando aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!

Nestas horas, o melhor e assumir que copiou mesmo, colocar o rabinho entre as pernas e contar que o povo brasiliero esquece tudo rápido.

Bem que eu estava começando a gostar dessa música nova do Nx!!!!!!
Tico Sta Cruz


Ps: No post anterior eu também tentei dizer que era coincidência, mas depois dessa declaração, não há mais dúvidas."

O Nx Zero ainda não se declarou oficialmente sobre o assunto.

Adoro essas confusões todas. Acho engraçado as pessoas levando a sério tudo isso. Nos comentários do vídeo a confusão está armada: fãs roxos ferrenhos defendem a banda com argumentos ardorosos, enquanto opositores dizem que é isso aí mesmo, que isso é tradicional de bandas como essa, e há ainda aqueles que apenas se divertem com a questão toda.

E enquanto o mainstream troca tiros entre si e afunda rapidamente nas crises econômica (atual) e fonográfica (já de alguns anos), a música independente brasileira acha o seu caminho cada vez mais livre para evoluir, fortalecer e se solidificar...

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*Publicou o site da Abril, no setor Diversão (aqui) uma explicaçãozinha:

"Ano passado Tico Santa Cruz e Rick Bonadio trocaram farpas através de declarações à imprensa. Tico acusava Bonadio de “formar panelinha” com a MTV, após o NX Zero ter sagrado-se o grande vencedor do VMB 2008. Já Bonadio respondeu as acusações dizendo que Tico estava “morrendo de recalque porque nunca entrou na MTV porque a banda dele é a cópia d’O Rappa, com Charlie Brown e uma pitada de CPM 22”."

hahaha.

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Aquele negócio das coloborações ainda está valendo. Quer me ajudar a vencer a falta de posts e ainda ganhar um pouquinho de publicidade? Entre em contato.

27/01/2009

CLispector um pouco mais direta


Enquanto sigo desanimado o suficiente para não conseguir criar posts novos inteiros, começo a pedir colaborações. Aí está o texto que a Marília (agora companheira de desventuras blogueiras, avulsas) gentilmente me cedeu, para que eu pudesse atualizar esse blog aqui que tem andado meio parado.

O texto é bacana e reflete bem essa cachoeira de pensamentos que atravessa a cabeça dos vestibulandos preocupados durante todo o período pré-vestibular; acompanhe:

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14/11/2008

A dois dias do vestibular.

Here I am! I'm ok! I swear I am. Tirando um buquê de flores e um ex-namorado que fica passando mal por aí.

Tem alguma coisa que eu não consegui pegar. Tem algo etéreo aqui... eu estou ébria em mim mesma. Eu estou flutuando sobre a casa, eu estou fritando com o cheiro do esmalte.

"What are you doing? I thought we were the 'patch sisters'!" - Rachel, na quinta temporada de Friends

Cadê minha “Patch Sister”? Agora, eu devia estar com minhas patch sisters num barzinho, tomando cerveja e falando sobre nada. Mas eu estou aqui reclamando com um computador. Tudo bem... de certa forma, me derramar no bloco de notas é uma forma de tudo ficar mais leve. Até porque... escrever aqui é como tatuar com henna. Marca você, você se expressa e depois não é necessário remoer todo dia. De alguma forma, eu sei que eu não vou mais ler esse texto. É como uma poesia escrita na areia.

É igual aquele castelo que eu fiz na praia de Canabrava, em Ilhéus. A água levou tudo.

O meu estresse vai ser lavado pela água do mar? Espero que sim! Eu já não me suporto assim.

Lavado por ondas transparentes na praia de Bombinhas, numa agradável sucessão de

água,

sal

e sol,

sem a companhia de nenhuma patch sister e sim na de um (brasileiríssimo) irmão mais velho. Talvez comendo uma deliciosa porção de camarão ou de batata frita, falando sobre pessoas lindas e felizes de alguma novela da TV.

Até lá... só chove na cinzíssima Curitiba e eu começo a pensar que deveria ter prestado mais atenção na aula e menos em devaneios praianos.


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Se você ficou curioso, a Marília passou em 1º lugar em Letras Português - Inglês no vestibular da Universidade Federal do Paraná; é por isso que eu acho que você deveria conhecer o blog dela, o Avulso e Sincopado, onde você encontra mais algumas amostras destes textos segmentados e que são metalinguísticos sem rodeios.
O Defenestrando dá a ela os parabéns formais, é isso aí, parabéns mano.

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O Defenestrando também aproveita a ocasião para anunciar oficialmente que terá seu enviado especial ao famigerado festival Just a Fest, que acontece dia 22 de março em São Paulo e não sei quando no Rio de Janeiro e que conta com a presença de ninguém mais e ninguém menos do que o Radiohead como atração principal, sendo introduzido pelo grandioso electro-primitivo-doido-alemão Kraftwerk, que contará também com o show de reunião da melhor banda brasileira da década, o Los Hermanos, e que terá também o sem-graça Vanguart incluso no line-up.

O enviado irá se esmerar em tentar produzir uma reportagem que seja decente, que fará com que os leitores do blog que por ventura não forem ao show se sintam como se tivessem efetivamente ido ao show, criando assim a sensação de que...

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Você pode se aproveitar desse momento de fragilidade e desânimo pelo qual este blog está passando e tirar uma casquinha do Defenestrando: estou aceitando colaborações para os posts das próximas semanas, em troca de algumas doses de publicidade por aqui. Interessados devem entrar em contato. Tchau.

15/01/2009

Cristiano Camacho - teaser nº1



Semana que vem tem mais post, calma. Por enquanto fique com esse trailer, que é pra você ir tendo uma idéia do que está vindo por aí em 2009, que é o ano do boi, como já diriam alguns.






E mais do que isso por enquanto ainda não posso dizer. Faz parte da estratégia de marketing.
Aguenta firme aí.


07/01/2009

post grande e multitema nº1


Acabei por me enrolar nas datas e demorei, como de costume, para atualizar o blog e disponibilizar aos leitores uma nova postagem. É por isso que esforço-me para sair dessa espécie de ócio agitado que têm sido as minhas férias e venho até aqui trazer novo conteúdo, novidades, e afins.
Para tanto, pretendo seguir o exemplo de outros blogueiros e fazer esse post aos poucos, publicando por partes e concluindo uma postagem enorme alguns dias mais tarde. Ou seja, começo a escrever hoje, aqui, agora, por volta das duas da tarde, mas devo terminar apenas amanhã ou sexta-feira, então volte aqui mais vezes nos próximos dias.

E já vou avisando que, mesmo que eu mesmo não goste e que já tenha advertido no post anterior que faria isso com menos frequência, o post de hoje terá como vários de seus temas acontecimentos ligados ao cotidiano deste que vos escreve. A saber:

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Comecemos pelas novidades, em ordem cronológica: saiu, no dia 19 de dezembro deste ano que acabou de terminar, o resultado do vestiular da UTFPR, no qual tentei passar no curso de Letras (português-inglês).

Para minha grande surpresa, passei e passei bem: 3º lugar no curso. Nem sei ainda se vou cursá-lo, tudo depende do resultado do vestibular da federal que sai depois de amanhã, ou seja, sexta-feira agora.

E é isso, essa sexta (nove de janeiro de 2009) é talvez o dia mais esperado de todo o ano passado, o dia em que será me informado se todo o esforço e sacrifício feito em 2008 foi suficiente, se todas aquelas horas de estudo valeram a pena, se todos aqueles mal-estares fizeram sentido, enfim.

Só aproveitando o momento, essa questão do vestibular me deixa irritado, não tanto por tudo que eu tive que passar durante esse ano ou talvez novamente no ano que vem [/batendo-na-madeira], mas mais pela questão política e social excludente (que hoje já é tão natural) que envolve todo o processo. Talvez no próximo post eu faça uma dissertação a respeito do tema, mas não muito comprida, que é para não encher muito o saco.

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Já no dia seguinte à publicação do resultado (que a mim foi) positivo na UTFPR, o blog foi ao bazar lúdica (ocorrido nos dias 19, 20 e 21 de dezembro na Casa Vermelha, Largo da Ordem, Curitiba) para participar da Batalha de Ipods.

O evento, inspirado em outras batalhas de mesmo nome ocorridas inicialmente em Paris, depois São Paulo, depois mundo afora, consistia em enviar aos organizadores do evento setlists curtas, de apenas cinco músicas que os participantes colocariam para tocar em qualquer baladinha descolada. Os donos das quatro melhores seleções (escolhidas por algum júri) eram convidados para levar seus Ipods ao bazar e tocarem na batalha aquelas e ainda mais uma música extra, revelada somente na hora e essencial para a definição do resultado.



Toquei lily allen, the hush sound, brassy, kinks, bonde do rolê e beastie boys e o resultado foi bom: me escolheram como vencedor do evento...hehe.
Se por algum acaso estiver curioso, você pode ir lá no post do blog próprio do bazar e dar uma verificada.

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Estou bem a fim de comprar o dvd "Arctic Monkeys live at the Apollo", aquele que passou nos cinemas em sessão mundial e única, mas que tendo perdido o evento, tive uma segunda chance e pude vê-lo no cinema graças às ótimas iniciativas do MovieMobz.

O show é ótimo, e durante todas as músicas que são dançáveis (95% do setlist) a galera fica pulando. As tomadas e a fotografia também são maravilhosas; a única coisa pela qual o registro peca é a edição do som, estranhamente concentrada nos graves da bateria: por muitas vezes ouve-se bem mais o bumbo e os surdos de Matthew Helders do que as guitarras de Alex Turner e Jamie Cook. Também as câmeras prestam muito mais atenção em Alex (também vocalista) do que nos outros membros da banda, mas né, isso é perfeitamente compreensível.

Enfim, é uma ótima oportunidade de ver em ação uma das melhores bandas de rock da atualidade. Abaixo você tem uma previazinha: a descontraída introdução e a primeira música do show, a super-quebraceira-dançantezona-descontrolada-rockzão "Brianstorm":




Se você gostou e quer continuar vendo o show, dá pra encontrar a apresentação inteira no youtube. Vai lá.

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Continuando com os relatos pessoais, ocorreu entre os dias 26 de dezembro de 2008 e 5 de janeiro de 2009 o "Defenestrando Florianópolis", evento de grande prestígio nessa grandiosa ilha do litoral do nosso Brasil Varonil que consistiu basicamente em o blog ir à praia nos dias em que fez sol e fazer nada nos dias em que ficou frio e chuvou. Pelo menos esse "fazer nada" rendeu o encaminhamento do próximo conto felipiano, que se concluído com sucesso será publicado por aqui nos próximos meses.

Mas não me olvido de um fato importante, de que o "Defenestrando Florianópolis" também consistiu de rodas noturnas de samba de raíz (conforme denotou meu tio mais tarde), alimentadas por churrasco e regadas à base da boa e velha cerveja. Componentes dessas rodas eram pessoas completamente diferentes das que estou acostumado a conviver (como um estrangeiro branquelo que me disseram ser um dos melhores percussionistas da Noruega, por exemplo).

Falando de samba, está aí a recomendação de uma das músicas que conheci por esses dias, "Mina do Condomínio", do Seu Jorge, que sendo do Seu Jorge nem sei se dá pra classificar como samba mesmo, mas sim samba-pop, sei lá. Dê o play e vá lendo o resto do post enquanto a música toca (não precisa ver o vídeo, que nem é o clipe) :


sim, sim, um momento de fraqueza: o Defenestrando foge das recomendações indies costumeiras e se rende ao samba por alguns momentos.
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Fiz hoje uma dobradinha cinéfila: fui ao cinemark do müeller assistir o "Control", filme de Anthony Corbijn que retrata a meteórica vida de Ian Curtis, o cara que era vocalista do Joy Division e que suicidou-se aos 23 anos, no auge da fama (aliás, o filme é bem bom, transmite bem o drama vivido pelo rapaz, que culminou no ato extremo). Depois voltei caminhando até o unibanco arteplex para emendar com a sessão de curta-metragens sempre gratuita do "Curta Petrobras às 6". Adoro ir verificar o que que o pessoal desse brasilzão tem gravado e mensalmente vou ao arteplex conferir as novas programações.

Pois bem, eis que dessa vez me atrasei (se é que chegar às 18:02 para uma sessão que começa às 18:00 pode ser considerado atraso) e peguei a metade final de "Einsenstein", um curta absolutamente sem noção e que mesmo sendo nacional, era forjadamente falado em alguma língua do leste europeu. O filminho era dotado de um non-sense demasiadamente irritante, característico do famoso diretor russo de mesmo nome, que me deixa profundamente desconfortável. Com ansiedade esperei que aquele filme terminasse logo e próximo começasse de uma vez.
E eis que o próximo, "Satori Uso", tinha como argumento retratar a vida de um poeta oriental homônimo que se esmerava em livrar sua vida de qualquer sorte de acontecimentos; se assim era a vida do biografado, igualmente era o filme: forçosamente monótomo. Mais uma vez esperei com ansiedade que o próximo curta começasse, que conforme tinha lido na Gazeta do Povo, deveria ser o Tarantino's Mind, ótimo pequena-metragem estrelado por Selton Mello e Seu Jorge, que eu já tinha visto anteriormente no iutúbio, no qual os dois comicamente dissertam a respeito de coincidências nas obras de Quentin Tarantino.
Mas para grande decepção minha, ao final de Satori Uso as luzes se acenderam e a sessão acabou. Perguntei a um funcionário se não tinha mais nenhum curta e ele de mau-humor resmungou que não. A Gazeta tinha anunciado que seriam quatro curtas, e sempre eram quatro curtas mesmo, o que aconteceu? O cara nem respondeu.
Voltei para casa também mau-humorado e fui ao site do unibanco arteplex ver se havia algum esclarecimento: sim, a sessão "Curta Petrobras às 6" agora começa às 5:30! Como que eu não tinha pensado nisso antes?
E finalmente concluindo, na mesma Gazeta do Povo saiu no mês passado uma notinha dizendo que as audiências das ditas sessões estavam muito baixas, quase zero, mesmo a entrada sendo de graça! É claro que sim, sabe por quê? Porque fazem coisas tansas como mudar o horário, contrariando o NOME do evento, e botam porcarias de video-arte que ninguém entende! Ah, tá loco viu.

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Acabei, ufa.