30/10/2007

Tim festival / World Cup


Amanhã tem Tim Festival.


Não estou conseguindo fazer a cabeça funcionar como deveria por causa disso. Não consegui estudar pra uma prova foda que vai ter amanhã. Ia também publicar aqui a próxima "Música Boa da Quinzena" antes que a quinzena acabasse; até tentei mas não rolou nenhum pouco.

Junta-se aí o fato deste que os escreve aguardar extrema e ansiosamente as férias e estar com sono acumulado sabe-se lá de onde. A partir desta soma, temos uma cabeça que está demorando para pegar no tranco.

Mas este problema deve ser parcialmente resolvido amanhã à noite/madrugada. Volto aqui quinta ou sexta que vem pra contar como que foi.


Com muita força de vontade, dou um tapinha atrás da minha cabeça até que ela ligue (ainda que muito de má vontade) pela necessidade de comentar o fato do dia:


Sim, o Brasil foi finalmente anunciado oficialmente como a sede da copa do mundo de 2014. Mas alguns fatos me deixam intrigados, tipo, é claro que vai ser muito bom para a auto-estima e para o ânimo do povo e essas coisas, mas até ontem a Fifa despejava críticas desconfiadas a respeito das cidades brasileiras no que se diz a respeito da segurança, transporte público, saúde e serviços, enfim.
Mas de repente e não mais que de repente, surge a de novo Fifa na cerimônia de anúncio que foi realizada hoje e enche todos os setores possíveis do país de elogios, falando que o país tem sim toda a qualidade, toda a destreza, toda a astúcia de organizar uma ótima copa do mundo.
Isso com certeza me cheira mal. Olhos abertos e narizes atentos.

Não que não haja a possibildade, o Brasil é sim capaz de fazer um bom evento, mas cá entre todos nós, isso é bem improvável né? Analisando bem o comportamento de cidadãos (cidadões?) e políticos na nossa história, a gente sabe bem o que pode acontecer. Lembremos que são bilhões de reais a serem investidos, e imagine em quantas mãos esse dinheiro deve passar, quanta coisa deve ficar no caminho...

Sempre analisando os dois lados, se organizada de maneira inteligente e eficaz, a copa pode exportar finalmente uma boa imagem do país, pode trazer um lucro gigantesco e pode dar aquela agilizada na economia. Mas será que isso acontecerá mesmo? Eu acredito que não.

Tomara que eu esteja enganado.



22/10/2007

Álbum do Mês - Tecnicolor


Os Mutantes. Ah, os mutantes. Uma das maiores bandas de rock do mundo, talvez a maior que o Brasil já teve, ou não.

Uma banda com uma história boa; Um álbum bom; Um álbum com uma história boa: É muito capaz que esse post saia bem cumpridinho. Mas vamos lá, mãos à obra, trabalho em frente. Analisar um álbum bom desses é um prazer, com certeza.



Os Mutantes - Tecnicolor


O início d'Os Mutantes data ali da segunda metade dos anos 60, muito antes dos filmes e seriados. Sabe ali, aquela parte, a segunda metade dos anos 60? Então. Sargent Pepper's, Beatles, Rolling Stones e todos esses negócios. Olhando em fontes diferentes, percebe-se que o início do grupo é meio confuso: Houveram várias bandas, vários nomes, várias formações. Mas sabe-se que eles ficaram conhecidos mesmo em 66, em um programa chamado "O estranho mundo de Ronnie Von", da TV Record.

Em 67, Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee acompanharam Gilberto Gil no famoso e polêmico 3º Festival da Record, com a música "Domingo no Parque". Era a época dos grandes festivais, e havia uma grande tensão entre os violões da bossa nova e as guitarras elétricas do rock, entre seus fãs e artistas de cada lado. Gil e os mutantes foram vaiados pelo público mas mesmo assim conseguiram o 2º lugar no festival.

Depois, gravaram uma faixa no disco-coletivo-movimento "Tropicália ou Panis et Circensis". Logo após surgiram convites para gravarem seu primeiro disco, e eles assim o fizeram em 68, em um álbum homônimo.

Pá, tchum tchum e tal, ficaram famosos, fizeram sucesso, Rita casou com Arnaldo e depois transou com Sérgio, tocaram no exterior, se viciaram em drogas e todas essas coisas. Em 72, Rita deixou o grupo devido a brigas e desentendimentos, partindo para carreira solo. Tal fato decretou um iminente fim da banda, mas Sérgio Dias e Arnaldo Baptista foram carregando tudo nas costas e tocaram o negócio em frente. Um tempinho depois, Arnaldo saiu também (observações sobre este personagem: Viciou-se em LSD, continuou apaixonado por Rita e depois de um tempo ficou literalmente doidão, colecionando sacos de lixo e dizendo que ia montar uma nave espacial para voar por aí. Até tentou o suicídio) e aí tudo virou uma catástrofe. Muitas brigas, discussões e formações diferentes um dia encheram o saco de Sérgio Dias que, em 78 dissolveu a banda de uma vez por todas.

Em 2006 a banda reuniu-se, agora com Zélia Duncan no lugar de Rita. Fizeram alguns shows memoráveis na Europa e no Brasil, mas novamente tudo deu errado: Zélia e Arnaldo saíram novamente. Sinal de que os Mutantes realmente já tinham passado.

Mas chega de história da banda, vamos a uma breve história do disco: Em 1970, depois de uma turnê pela Europa, Os mutantes, a pedido da gravadora Polydor (hoje parte da Universal - a gravadora, não a igreja), começaram a gravar um disco em inglês para atingir o público internacional, e assim o fizeram. Trancafiaram-se durante o mês de novembro daquele ano no Des Dames Studio, em Paris, e o trabalho foi concluído. O que se observou foi um disco com a maioria das músicas em inglês mesmo, porém haviam ainda outras em português, francês e espanhol. Controvertidamente, a gravadora vetou a distribuição do álbum devido ao grande número de línguas cantadas, dizendo que o pessoal não ia curtir, e essas coisas.

As gravações originais ficaram arquivadas em algum outro estúdio (agora em Londres), foram esquecidas e só foram redescobertas no ano de 94 do século XX por Carlos Calado, que fazia uma biografia sobre o grupo. Ele até tentou conseguir o direito de distribuir as músicas, em vão. Depois de muitos entraves, rolos, prorrogações de datas de lançamento e essas coisas chatas, a atual Universal Music lançou finalmente o disco em 2000.

Ainda uma observação: A ilustração das capas foi feita por Sean Ono Lennon. Isso mesmo, o filho daquele cara com aquela mulher. Diz-se que este é fã declarado desta banda a qual nos referimos. Enfim.

Agora sim, vamos à parte boa, chega de história, chega de enrolação, chega de encheção de lingüiça. Afinal, encher lingüiça é um negócio chato, né? Eu odeio quem fica enchendo lingüiça e enrolando assim, sem falar nada.

Começa-se com "Panis et Circenses", música tradicional do movimento tropicalista escrita por Gil e Caetano - só que esta versão está em inglês. Para quem tem essa música como velha conhecida, ouví-la em outra língua pode ser uma experiência muito diferente, para não dizer estranha. O famoso verso "Mas as pessoas na sala de jantar são ocupas em nascer e morrer" é traduzida como "But all the people having dinner inside are very busy with the food 'til they die", deixando claro que as traduções espalhadas por todo o disco não serão exatamente ao pé da letra. Quem tem o ouvido acostumado a ouvir as músicas em português deve estar preparado para uma quebra de paradigma durante o disco inteiro. É bom lembrar que fica faltando a parte do final da música, onde na versão mais conhecida fica-se repetindo "São as pessoas na sala de jantar" em um ritmo progressivamente rápido e contagiante.

A próxima é "Bat Macumba", poema também clássico de Gil e Caetano, que não foi traduzido para o inglês. Rá! Entendeu, entendeu? Se você não sacou, baixe o disco pelo link ali em baixo e ouça. A música é um samba-rock digno de gemidos sedutores por parte de Rita Lee e de ótimos solos da guitarra dourada de Sérgio Dias, um dos deuses do rock brasileiro.

Virginia é a terceira. Vale a pena transcrever os primeiros versos: "Go away and close the door please / I feel cold / Go away and let the sun in / I feel cold / For tonight there will be no one to warm my room / So I'll try to keep the heat with memories" (Tradução livre: "Vá embora e fecha a porta, por favor / Estou com frio / Vá embora e deixe o sol entrar / Estou com frio / E essa noite não haverá ninguém para esquentar meu quarto / Então tentarei manter o calor com memórias"). De repente, no meio de uma música triste, explode um refrão alegre, como uma boa lembrança que aparecia repentinamente na cabeça do eu lírico.

"She's my shoo shoo (A Minha menina)" é uma versão samba em inglês para uma versão rock em português que os próprios mutantes tinham feito para a famosa "A minha menina" de Jorge Ben Jor. E sabe? Esta versão é bem melhor do que as anteriores. A tradução aqui foi feita de maneira excelente, de modo que as sílabas cabem de uma maneira muito mais agradável no ritmo, nas estrofes e nas rimas do que a versão original. O único ponto duvidoso é o verso "And we gonna make the love with samba", em uma espécie de patriotismo esquisito (não é bem patriotismo a palavra) que pode deixar alguns franzindo as sombrancelhas. Mas a qualidade da música é muito superior: Rapidamente esquece-se dos problemas e o tal do samba faz você ficar com vontade de sair dançando.

A quinta é "I feel a Little Spaced Out (Ando meio Desligado)", que como você já percebeu no título, é a versão internacional para o sucesso que você deve conhecer, se não deles de alguma outra banda que regravou, tipo o Pato Fú por exemplo. E de novo, em termos de qualidade, a versão original é deixada para trás: A linha do baixo está mais agressiva, a bateria está mais alegre, e a parte final (diferente da original) pode deixar você com arrepios se você estiver prestando bastante atenção ao som. Um côro do trio e o solo de guitarra de Sérgio te leva aonde eles quiserem.

"Baby", também composta por Caetano Veloso, é um ponto importante do álbum. A faixa demonstra um trabalho bem mais inteligente e de longe muito mais maduro do que a versão anterior. É quase um jazz calminho: O piano assemelha-se à música de restaurantes sossegados, e a tranqüilíssima voz de Rita te dá toda a impressão de que tudo está absolutamente bem. O legal na tradução dessa é que na versão original, quando Caetano dizia "Você precisa aprender inglês", aqui você ouve "It's time to learn the portuguese".

O disco chega ao ápice com "Tecnicolor", literalmente uma viagem (no melhor sentido possível) aonde você pega um trem e se deixa ser conduzido pelo maquinista. Há momentos em que você se percebe claramente nas nuvens. Não vou fazer mais comentários; ouça você a música e depois me diga o que achou.

As músicas agora ficam mais calmas, o rock é deixado um pouco de lado. "El justiciero", clássico originalmente em espanhol desta banda, é praticamente igual à outra versão.

"I'm Sorry Baby (Desculpe, Babe)" é uma carta suicida. Com estrofes definidas e bem dramáticas, percebe-se o problema que vive o interlocutor. Mas eis que surge o refrão, alegre e simpático, anunciando que, como dizia Patch Adams, não há um grande mal na morte, o problema são as pessoas que criam milhões de idéias em cima dela.

"Adeus Maria Fulô" é a única em português. De autoria de Humberto Teixeira e Sivuca, conta a história de um homem que foge do sertão em busca de vida nova nas cidades grandes, o clássico tema do êxodo rural.

"Le Premier Bonheur du Jour" é a mais linda do disco. Em francês, os vocais, os arranjos de guitarra, baixo e flautas e a percussão casam em união perfeita, em mais uma música de arrepiar todos os pêlos. Para ouvir, ler a letra, traduzir e mostrar para namoradas(os). Em "Saravah" o rock retorna, quase encerrando o disco com toques e batuques de psicodelia.

Lembra que na primeira música eu tinha dito que ficava faltando a parte final? Então, eis que aqui, no fim do disco, ela finalmente aparece. "Panis et Circenses (Reprise)" tem flautas doces no começo da faixa que encerram o álbum como uma vovó põe a última cereja no bolo. O nome é uma referência ao álbum super em voga na época, o "Sargent Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles. No disco da banda inglesa haviam duas faixas-título, sendo a segunda reprisada de maneira mais rápida.
E por fim, de novo um fato estranho: A frase que se ouviria na versão original, "São as pessoas na sala de jantar", é trocada por outra, absolutamente psicodélica, "The music lightened with the heat of the sun".


Para finalizar a análise, deve-se dizer que este é um disco de qualidade alta. Um disco onde uma banda de pós-adolescentes-mais-ou-menos-adultos mostra que já está amadurecendo, mostrando que por trás de toda a brincadeira e provocação presentes na história do grupo, estão três cabeças que pensam muito bem, obrigado. "Os Mutantes" foi uma banda que dividiu a história do rock brasileiro em duas partes, embora muita gente já não saiba mais da existência, quanto menos da importância que este trio exerceu sobre a música popular brasileira.


Pontos Altos: Faixa 4 - "She's My Shoo Shoo (A minha menina)", 5 - "I Feel a Little Spaced Out (Ando meio Desligado)", 7 - "Tecnicolor" e 11 - "Le Premier Bonheur du Jour"



Baixe aí:
RapidShare - http://rapidshare.com/files/2121397/_1970__Tecnicolor.rar.html
Badongo - http://www.badongo.com/file/4313062

*Não testei os links, só vi que eles estão funcionando e tudo o mais. Qualquer coisa é só falar.


16/10/2007

In Rainbows


Não é nenhuma novidade que o fato que direi a seguir não é nenhuma novidade. Até porque ele não é nenhuma novidade.

Mesmo não sendo nenhuma novidade, é bom repetir este fato manjado de que não é nenhuma novidade que o que vem causando rebuliço no mundo musical nos últimos dias é o disco novo do Radiohead.

Este está tão em voga pelo simples fato da banda acima citada ter realizado uma das melhores jogadas de marketing desta raça humana a qual pertencemos: Eles liberaram o seu novo disco, "In Rainbows" em um esquema do tipo "pague o quanto você quiser". É claro que você já sabe disso, porque não é nenhuma novidade.

Tal acontecimento não teria notoriedade nenhuma se o Radiohead não fosse uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, isso não é nenhuma novidade.

E a notícia cai literalmente como uma bomba nessa longa guerra entre a música independente e as gravadoras. Guerra essa que já dura não sei quantos anos, mas que finalmente começa a ter a sua mesa virada. Tá dando pra entender? As gravadoras estão caminhando lentamente para os seus respectivos túmulos à medida que pouco ou nada fazem para vencer este (aos olhos delas) demônio do download ilegal.

Vencem as bandas que sabem tirar proveito deste artifício, vide aí o próprio Radiohead. Lúcio Ribeiro disse em seu famoso blog: "Vamos fazer as contas. O Gigwise disse que, nos primeiros quatro dias de download do álbum “In Rainbows”, cerca de 1.2 milhão de pessoas baixou o CD. O “New York Times” afirmou em suas páginas que em uma média aproximada as pessoas pagaram cerca de US$ 8 dólares pelo CD virtual, o que vai dar uma arrecadação de US$ 9,6 milhões, R$ 18 milhões, 4,8 milhões de libras, tudo bem aproximado. Considerando que é um dinheiro praticamente direto para a banda, sem ter que pagar gravadora e todos os trâmites de prensagens, arte e tal, até que foi bem bom, né?"

E vai dizer que não foi uma boa jogada de marketing? Oras bolas, se você me dizer que não foi. Uma banda ganhar isso só com vendagem de discos, em um período tão curto como este (o download oficial foi disponibilizado há apenas 6 dias) é raríssimo hoje em dia, para não dizer que fato como esse não ocorre. Enfim.

Finalizando a parte dos números, assim como você pôde ler no blog do Lúcio, o top 10 do last.fm da semana passada foi composto pelas 10 músicas deste tão citado álbum. (Vou deixar você descobrir o que é o last.fm sozinho. É só clicar no link ali)

Pra não dizer que falo sem saber, neste exato momento estou fazendo o download diretamente do site oficial. Vou dar uma leve resumida no que acontece neste processo (que é quase um ritual de entrada) (só leia o que vou dizer a seguir se você não for baixar o tal disco. Se estiver curioso, vá você mesmo lá, confira com os próprios olhos e não me deixe estragar a sua surpresa:
http://www.inrainbows.com/ ):

Ao entrar no site surge o aviso: "Radiohead gravou um álbum. Até agora, só existem duas maneiras de conseguí-lo: a 'music box' ou o dowload". A music box trata-se de uma caixa onde vem o disco em vinil, o disco em cd mesmo se não me engano, os encartes (óbvio) e um acesso a um material extra exclusivo para quem comprou a caixa. Esta custa 40 libras (uns R$160,00, por aí) e é distribuída para qualquer lugar do mundo (é o que se dá a entender). Os dois só estão disponíveis naquele site.

E aí, tal, pá, você vai lá e escolhe qual que você quer. Eu, claro, escolhi o download. Em seguida, apareceu na minha frente a mítica página aonde você escolhe o preço do disco. Do ladinho do local apropriado para a digitação, havia um ponto de interrogação, como um "help". Cliquei e apareceu a frase "It's up to you.". Cliquei no help de novo e uma nova frase apareceu: "No, really. It's up to you."

Com muito peso no coração, falei que não ia pagar nada. Cliquei em outro botão, o "Order" e fui levado para uma outra página (olha só, a página anterior tinha até um conversor de moeda) que dizia "We value your custom. You're now in a queue" dizendo que era para eu esperar quietinho na fila. Com mais peso no coração ainda, esperei o tempo necessário e caí numa outra página, aonde eu deveria fazer um registrozinho.

Eis que naquela hora o download começou e eis que no exato momento que escrevo esta palavra, o download já está terminado e a primeira faixa "15 step" já está rodando no meu winamp.








--------------------------

O próximo "Álbum do Mês" deve sair nesse fim de semana, não perca.

-------------------------

Isso aqui tá virando um blog de música?

13/10/2007

agora a do papagaio

- Tenho andado viciado em CSS.
- Cansei de Ser Sexy?
- Não, Counter Strike Source.


Nossa, que horrível foi essa.

11/10/2007

Vem aí


O "Projeto Pato Produções" acaba de entrar em uma nova empreitada.


Trata-se de um novo documentário, algo que fale sobre pessoas que moram em uma cidade mas nunca foram até seus pontos turísticos.


A idéia está bem vaga ainda, ainda não tenho nada que chegue nem perto de um título e o tema é clichê. O desafio será transformar o clichê em não-clichê, vamos ver se dá certo.








O filme deverá ser o terceira da franquia, o segundo documentário. O primeiro (documentário) é o "Rock - um documentariozinho", que por incrível que pareça eu nunca falei nada sobre aqui, e conseqüentemente nunca botei nenhum link.

Você confere o dito cujo aqui (parte 1) e aqui (parte 2).


té.


07/10/2007

Noticiário? Não, obrigado



Oras bolas, francamente, era só o que me faltava.

Estou começando a me antenar para as coisas de modo mais geral. Exemplo disso é que ontem eu estava vendo o Jornal Nacional com um olhar crítico, e não como quem vê por não ter mais nada para fazer e depois vir dizer que está informado, aquelas coisas, enfim.

Fora o fato clichê já sabido que, depois dos 10 primeiros minutos todas as notícias são iguais às mostradas há um ano atrás (é um ciclo, começa com a festa de ano novo, vai para "e aqui em Salvador o carnaval já começou", depois tem a volta às aulas, daí tem o pessoal se esforçando para juntar dinheiro e sair nas férias de julho, daí tem o sete de setembro, depois o dia das crianças, por fim as férias novamente, o natal e finalmente o ano novo, de novo).

O que me deixou indignado foi o fato de que agora as imobiliárias aumentaram ainda mais o prazo de financiamento - e a globo deu corda. Foi mostrado um casal recém-noivado que, ao comprar a casa própria, "resolveu encarar o desafio de fazer um financiamento de 20 anos".

Um financiamento de 20 anos?

Quantas vezes a mais do que a casa realmente custa o casal vai pagar? Duas? Três, quatro vezes a mais?

E a globo continuava com o seu enxerto de informações (não digo lavagem cerebral para não parecer radical demais) mostrando que tal acontecimento era a salvação de muita gente!

Agora as pessoas da classe média, da classe média baixa e até da classe baixa vão poder ter o acesso facilitado ao *sonho da casa própria*!

Sim, concordo, essa talvez seja a única solução para muita gente, mas e aí? Ficar endividado por 20 anos? Pagar um preço bem mais alto do que a casa realmente custa?

E se nos primeiros 2, 3 anos acontece alguma merda e você tem que se mudar de novo? Você vai ficar pagando por mais 18, 17 anos por uma casa que você não mora mais?

Isso que você está lendo chama-se "revolta de adolescente", mas o fato é claro, isso é uma merda. Crio o hábito de assistir o noticiário e rapidamente o perco voluntariamente por nojo, sabendo que eu vou ver uma merda como essas.

E as discrepâncias sociais aumentam, a classe dominante tem seus interesses correspondidos... É isso aí, pra frente Brasil!



-------------

Textos revoltosos militaristas socialistas de esquerda são saudáveis e podem muito bem estar sem razão. Todo adolescente escreve textos desse tipo pelo menos uma vez na vida.

04/10/2007

Música Boa da Quinzena - Cure-se



Gente, a Equipe Defenestrada tem o prazer de trazer até você, tão amado leitor, um quadro novo. Seguindo a atual tendência deste blog, que é voltar-se para a música, o tal novo quadro chama-se "Música Boa da Quinzena".

O nome deixa um pouco a desejar, mas quem se importa?

O negócio é o seguinte: A cada quinze dias, este que vos escreve terá o compromisso de anunciar aqui uma música bem bacaninha, tal qual um conselho ou algo parecido.

Os objetivos são claros: entreter os tão queridos leitores com músicas novas e legais e fazer o número de visitas aumentar (não preciso esconder isso).





Começamos com uma música de uma banda nada conhecida pelo povão.

É "Cure-se", do Instiga, que você pode conferir no myspace deles: www.myspace.com/instiga


Trata-se de um rockzinho do estilo "mais bacana impossível", que começa muito bem com um riff de guitarra desses que te deixa tenso. A grande magia dessa música é a proeza que a banda conseguiu realizar, misturando a já dita tensão com trechos alegres no refrão, onde um backing feliz e muitíssimo bem trabalhado não deixa ninguém dar um pause ou desligar o aparelho de som enquanto a canção toca.

Vale lembrar também que essa é a primeira faixa do segundo álbum da banda "Menino canta Menina", lançado nesse ano. É a escolha certa, o riff do começo faz você ficar com vontade de ouvir todo o resto do disco para ver como que é. Não haveria jeito de começar melhor.


É isso aí, espero que o novo quadro agrade.

Falei merda, falei besteira? Falei bem e te agradei? Comente.


Té.


03/10/2007

Esses amores platônicos



Faz uns cinco dias atrás que eu descobri que pegava MTV na minha casa.

É, nunca pegava. Para pegar, tinha que tirar um cabo, enfiar uma antena na Tv, procurar uma posição bacaninha para antena para enfim a imagem ficar um pouco abaixo do razoável.


O trabalho era grande e o resultado não compensava. Se eu quisesse ver um pouco de música na televisão, tinha me contentar com o lixo regurgitado pela MixTV. Não que a MTV não produza lixo, muito pelo contrário. Ela produz sim, mas há bastante diversidade (e uns programinhas legais também)


Agora vamos passar para um outro assunto, que a princípio parecerá destoar completamente do assunto anterior, mas algumas linhas mais abaixo tudo irá se unir em perfeita concordância e entendimento.

Amor platônico foi (é) uma constante nessa vida desse adolescente que vos escreve. Pode parecer piegas, clichê, ou desnecessário escrever isto aqui, mas é verdade, sofri bastante, sofro e ainda sofrerei por aqueles velhos amores não realizados, como qualquer outra pessoa desse mundão.

A questão é: Estou apaixonado pela moça que aparece no aviso de que o programa a seguir é liberado para todas as idades.


Compulsivo? Maníaco? Não, não, digo que até pode ser saudável. O bom disso é que eu não vou me aprofundar nisso e então não haverão grandes ilusões (é, a princípio isso não deve acontecer).


É tudo muito rápido: O narrador anuncia que o programa a seguir é liberado para todas as idades e a moça (que aparece da cabeça até acima dos joelhos vestindo uma camisa verde com a logo da emissora e uma calça jeans) faz gesto com as mãos como quem faz gestos na língua dos surdos. É claro que o que ela faz com os braços não representa o que o narrador diz, porque o que ele diz já está escrito na legenda.

Os gestos dela são muito simples: com a mão direita ela faz um jóinha e logo após ela usa as duas para representar tudo ao redor, sabe? Aquele movimento que engloba todas as coisas. Enfim.


Tudo isso dura 5 segundos no máximo e acontece uma vez a cada meia hora.


Gente, eu não estou doente e nem sou louco (pelo menos assim o julgo ser).


É tudo uma questão de perceber o que pode ser saudável ou não.


Antes de começar a falar mais porcaria e me expôr demais, vou terminar esse post e publicá-lo sem revisar, porque acabou a paciência.


té.