29/09/2007
Nostalgia, comparações e tudo o mais
Estava olhando os arquivos deste blog e achei um post que data de 16 de março de 2005, data essa que data de apenas um mês e seis dias depois da criação deste mesmo blog. O Título era "Metáforas". Aí o está:
Criei um trocadilho!! Criei um trocadilho!!
eis ele:"Caio no buraco. No buraco, Caio."
eu sou um gênio, eu digo. eu sou um gênio.
cada dia a mais é um a menos pra festa do cláudio. continuo esfregando as mãos.
maravilha.
pessoas se metem na vida umas das outras. nao que façam isso comigo, poxa, mas por que fazem isso? acho que é só por curiosidade, não? tão simples assim.
já ia me esquecendo: desde quinta-feira passada me refiro aos átomos não como átomos, mas sim como supostos átomos. ninguém nunca viu átomos. nem prótons. nem neutrons. posso dizer que eles nao existem, pois é só teoria. é apenas TEORIA. ninguem nunca provou! e nós aprendemos isso na escola! e faremos provas de vestibular com esse tema! não me conformo, eu digo. não me conformo. e a grande maioria das pessoas aceita isso! não me conformo. imagine se um dia, nosso estimado presidente Lula dissesse à população brasileira que o Brasil possui uma bomba atômica. todos nós acreditaríamos, não é? até o momento em que o ministro da justiça nos revelasse que o querido presidente estava contando uma histórinha para promover internacionalmente o status do Brasil. a população se sentiria revoltada por fazer ela acreditar em uma mentira, não é? ai é que está. é assim que eu me sinto com relação aos átomos, prótons, neutrons, e todos os seus afins. depois eu vou dormir.
Na época eu tinha 13 anos. Acho engraçado como os hábitos da fala, os interesses e tudo o mais mudam com a idade. E principalmente nessa idade, nessa fase. Tudo muda rápido demais, o seu jeito de olhar para as coisas muda bastante, isso é muito bacana.
Está aí um ponto que vale discussões.
Leitor, sua tarefa de casa para esse fim de semana é pensar sobre como você era sob todos os aspectos há 3 ou 4 anos atrás. Depois, compare os mesmos aspectos em você atualmente, analise o que está melhor, o que está pior e claro, tente melhorar o que está pior.
Rapaiz, vou virar psicólogo nas horas vagas.
26/09/2007
Workaholic
Absurdo, absurdo. Não me conformo com isso.
Faço um post da qualidade que eu fiz sobre o Bonde, surgem milhões de novos visitantes, escrevo um conto longo bom, que era uma das minhas grandes metas desse ano, mais vááarios visitantes novos, e aí sim, parece que depois de 2 e 3/4 anos de história o blog vai finalmente vai deslanchar.
E aí surge este que vos escreve, com aquele velho e patético pedido de desculpas pela falta de posts regulares. Acontece que nestes dias eu tenho andado workaholic e resfriado, e peço que o amado leitor tenha um pouco de paciência com o blog.
Estava a fazer ontem um post rapidinho (só para não dizer que eu não postava nada) com dois videos do youtube (sabe, quando você pode ver o vídeo diretamente do site, sem ter que ir pro youtube propriamente dito? então), sendo um deles aquela propaganda de âmbito mundial da Nokia cujo Bonde do Role's "Solta o Frango" é jingle. Acontece que o blogger está se recusando a colaborar, então eu vou ter que botar o link e você vai ter que ir lá no 'manual' mesmo.
http://www.youtube.com/watch?v=bRmuuAcXSm8
Falando em Bonde, descobri agora há pouco na comunidade da banda que eles cancelaram 8 shows nos Estados Unidos devido à fadiga. Compreensível, quando se tem em vista que eles eram meros seres humanos curitibanos e completamente de uma hora para outra começaram a fazer um show por dia, cada dia em uma cidade diferente, em um país diferente.
Bom, é melhor parar logo e botar a cabeça no lugar, esse não é um blog apenas sobre comentários musicais. Também não pretendo que seja, a não ser que a coisa se descontrole a tal ponto que assim seja obrigado a fazer.
Enfim, despeço-me momentâneamente pedindo novas desculpas e dizendo que a Equipe Defenestrada anunciou que o ritmo do blog deve voltar ao normal semana que vem.
Até que a data chegue, fiquem se cuidando por aí.
Faço um post da qualidade que eu fiz sobre o Bonde, surgem milhões de novos visitantes, escrevo um conto longo bom, que era uma das minhas grandes metas desse ano, mais vááarios visitantes novos, e aí sim, parece que depois de 2 e 3/4 anos de história o blog vai finalmente vai deslanchar.
E aí surge este que vos escreve, com aquele velho e patético pedido de desculpas pela falta de posts regulares. Acontece que nestes dias eu tenho andado workaholic e resfriado, e peço que o amado leitor tenha um pouco de paciência com o blog.
Estava a fazer ontem um post rapidinho (só para não dizer que eu não postava nada) com dois videos do youtube (sabe, quando você pode ver o vídeo diretamente do site, sem ter que ir pro youtube propriamente dito? então), sendo um deles aquela propaganda de âmbito mundial da Nokia cujo Bonde do Role's "Solta o Frango" é jingle. Acontece que o blogger está se recusando a colaborar, então eu vou ter que botar o link e você vai ter que ir lá no 'manual' mesmo.
http://www.youtube.com/watch?v=bRmuuAcXSm8
Falando em Bonde, descobri agora há pouco na comunidade da banda que eles cancelaram 8 shows nos Estados Unidos devido à fadiga. Compreensível, quando se tem em vista que eles eram meros seres humanos curitibanos e completamente de uma hora para outra começaram a fazer um show por dia, cada dia em uma cidade diferente, em um país diferente.
Bom, é melhor parar logo e botar a cabeça no lugar, esse não é um blog apenas sobre comentários musicais. Também não pretendo que seja, a não ser que a coisa se descontrole a tal ponto que assim seja obrigado a fazer.
Enfim, despeço-me momentâneamente pedindo novas desculpas e dizendo que a Equipe Defenestrada anunciou que o ritmo do blog deve voltar ao normal semana que vem.
Até que a data chegue, fiquem se cuidando por aí.
21/09/2007
Santa Luzia
Esperei por mais ou menos meia hora o trem chegar na estação. Atrasado, pra variar. Eu não aprendo mesmo. Sempre saio correndo quando estou atrasado, achando que eu vou perder a hora. Quando eu chego, não aconteceu nada ainda. É sempre assim. Vim correndo para a estação com essas duas malas pesadas pra caralho, cheguei aqui esbaforido e o trem nem tinha chegado. Enfim.
Ainda ofegante, fui comprar a passagem. O que sobrava da minha pressa assustou a moça do caixa. Ela olhou para a minha testa, onde o suor escorria em bicas, e ficou impressionada.
- Nesse calor e com essas malas ainda?
- É, eu tava bem atrasado.
Ela imprimiu e carimbou o ticket da passagem. Paguei e ela me deu o bilhete.
- Boa viagem.
- Brigado.
Me virei e olhei para o saguão da estação, que estava vazio. Quem que pega trem para o interior numa quinta-feira de manhã? Eu. Talvez vá sozinho nesse trem.
Arrastei as malas pesadas até o portão de embarque e me perguntei como que eu fiz para vir correndo de casa até aqui. Entreguei o ticket para um rapaz um pouco mais novo do que eu. Arrastei as malas até um banco, onde sentei e esperei a dita meia hora. A estação estava vazia mesmo, quase às moscas. Esperavam pelo mesmo trem umas 4 ou 5 pessoas, todas em silêncio, cabisbaixas. Pareciam tristes com o fato de terem que viajar de trem.
De fato, viajar de trem perdeu o seu charme. Ninguém gosta mais. Já eu, acho o máximo. Os mais modernos são muito bonitos e confortáveis, e quando não estão cheios transmitem um clima pesado e triste que me contagia e que sem saber por que, gosto.
A locomotiva chegou fazendo o escarcéu de sempre, enchendo o ambiente de um calor que até parece ser humano. Desembarcaram apenas umas 15 pessoas, e logo após eu e os outros gatos pingados que esperavam embarcamos. Procurei ficar sozinho em um vagão. Como o trem era enorme e não tinha quase ninguém nessa viagem, o consegui sem nenhum problema. Sentei ao lado de uma janela e comecei a esperar o motor ser ligado novamente.
****
Quase me perco de mim mesmo quando tiro todos os pensamentos da cabeça e começo a observar o mundo passando do lado de fora. Usar drogas? Não preciso, viajo de trem. Observo uma árvore que atravessa rapidamente a janela e crio uma história de toda uma vida para ela. Imagino a semente caindo no chão, imagino as folhinhas surgindo do solo como quem corre para ver a luz do dia. Imagino os primeiros frutos nascendo. Imagino a árvore morrendo, muitos anos depois.
Tal visualização some em questão de segundos quando avisto um pequeno passarinho, que voa livre, sem barreiras, se deixando levar pelo vento. Rapidamente me desprendo dele, desfoco a visão e vejo apenas borrões de um imenso mundo que gira rapidamente apenas do lado de fora. Aqui dentro, tudo na maior calma possível.
É por isso que eu gosto de viajar de trem. Me esqueço de tudo, viro uma criança. Já perdi as referências, faz quanto tempo que eu era uma criança?
****
Já faz tanto tempo que eu não vou para Santa Luzia... Quando saí de lá, era um guri ainda. Era um pequeno vilarejo afastado de tudo, onde as tradições antigas eram mantidas e não eram atropeladas pela modernidade. O centro era marcado por uma pracinha, que fazia frente com uma igreja que em dias de missa acomodava todos os habitantes. Do outro lado, a pequena prefeitura. Ao redor, espalhavam-se cerca de 30 ou 40 casas e pequenos ofícios: mercearias, sapatarias, marceneiros. Pelo que me lembro, todas as casas tinham eletricidade, menos a de Dona Amélia.
Dona Amélia era a única pessoa que morava ao lado do cemitério, que ficava atrás da igreja. Quase nunca saía de casa e quando saía, era para ir até a mercearia comprar algo que lhe faltasse. Nas raras aparições, trajava sempre um mesmo vestido preto que descia até os tornozelos e um grande chapéu da mesma cor. Andava sempre encurvada para frente com a ajuda de uma bengala, como um corcunda. Mas ela assim não era.
É óbvio que todas as crianças do local (entre elas eu) morriam de medo dela. Evitavam sempre que possível chegar perto de sua casa, e quando ela saía, todos os pequenos procuravam se esconder da melhor maneira possível.
Fora isso, a vida naquele vilarejo era calma. Calma até demais; quando meu tio trouxe a notícia de que estava se mudando para a cidade grande atrás de uma vida mais agitada, vi aí uma chance de escapar. Enchi tanto o saco dos meus pais para deixarem eu me mudar junto que acabaram deixando, muito contrariados.
Não sei se foi por descuido, por falta de tempo ou por insensibilidade mesmo, mas fato é que desde então nunca mais voltei para Santa Luzia... Volto hoje, depois de 25 anos, com a notícia da morte de minha mãe. O que é estranho é que eu não sinto nenhuma tristeza, apenas um pouco de espanto.
****
Desci na pequena estação do vilarejo três horas e meia depois, com as pernas doendo de tanto sentar.
Arrastei as malas até a praça, e para a minha surpresa, tudo estava absolutamente igual. A única diferença eram umas 10 casas novas ao redor das antigas. Ou era assim mesmo? Já faz tanto tempo...
Fui até a casa onde havia passado a infância. Torcendo para que a minha memória não me traísse, bati à porta que meu pai a abriu segundos depois. Reconhecendo em sua cara uma pessoa bem mais velha da que eu vira pela última vez, pasmei. Trocamos um longo abraço lacrimejado. Deixei as malas na sala (que continuava absolutamente igual) e ele me levou até a cozinha, onde me ofereceu um café, cujo gosto era o mesmo de tantos anos atrás. Mas, estranho, quem fazia café era minha mãe... Será que era mesmo? Ah, essa minha memória fraca me dá nos nervos.
Trocamos com certa dificuldade frases como "há quanto tempo hein?", "quantas saudades" e "o que você andou inventando esse tempo todo?", entre outras.
Ainda sem tocar no assunto da morte de minha mãe, fiz um comentário:
- Mas e essa vila, hein? Não mudou quase nada!
- Bom... Depois que você saiu, uma coisa bem diferente aconteceu...
- O quê?
- É até difícil contar. O pessoal daqui não sabe o que fazer. Alguns até foram atrás de doutores na cidade, que vieram, viram e não souberam dizer o que que estava acontecendo.
- Mas o quê foi?
Senti nele muita dificuldade em contar essa história. Procurei por alguma palavra que talvez ajudasse, mas assim que eu abri a boca ele voltou a falar.
- Depois que você foi embora, as crianças ficaram meio tristes. Ninguém achou nada demais, é normal que quando um amigo vá embora, as pessoas se sintam assim. O que todos estranharam é que o tempo foi passando e elas não melhoraram. Pelo contrário, a cada dia que passava, elas ficavam mais tristes. Eram 12 crianças na sua turma...
- Bom... - contei rapidamente, com força - ...acho que eram sim.
- Eram 12 sim, sem dúvidas. Elas não ficavam felizes de jeito nenhum. Todo mundo começou a ficar desesperado. Quando a filha do Seu Joel fez 9 anos, ele se esforçou bastante para juntar um pouco de dinheiro e mandou chamar um palhaço da cidade. No dia da festa todas as crianças foram chamadas e o palhaço veio, contou piadas, deu cambalhota, fez truques. Mas as crianças não riram nem um pouquinho. Nem um pouquinho.
Ouvia àquilo tudo incrédulo. Meu pai continuava:
- O palhaço até saiu desacreditado, falou que nem precisava pagar. Foi embora cabisbaixo, as crianças ficaram piores ainda e todos os adultos da vila ficaram desesperados. Até que um dia...
Arranjou forças de lá do fundo do coração:
- Devia fazer mais um menos um mês desde que você tinha ido embora. Era domingo, e às 6 da tarde todos foram para a missa, como é feito até hoje. Todos queriam rezar, pedir a Deus um sorriso para essas crianças... Era impossível que apenas um fato banal como um amigo ir embora fizesse tudo isso... E justamente naquela tarde, as crianças começaram a se comportar de um jeito estranhíssimo. Se por conta do mau-humor elas não obedeciam nenhuma ordem dos pais, de repente todas começaram a obedecer. Todas, ao mesmo tempo, deixaram de estar tristes e passaram a ficar indiferentes, como se estivessem hipnotizadas. Foi a gota d'água para o desespero. Naquela missa ninguém conseguiu ficar quieto, todos queriam saber o que fazer, o que estava acontecendo, foi uma loucura. E enquanto todos discutiam loucos, apenas o padre Bruno, que tentava manter de alguma forma a ordem na igreja, percebeu que todas as crianças estavam quietas, viradas para a frente e com o olhar fixo em nada, com a cabeça em qualquer lugar desse mundo menos ali. Hipnotizadas mesmo.
Eu estava absolutamente perplexo.
- Foi aí que aconteceu... Às sete da noite, quando o sino bateu anunciando o fim da missa, as 12 crianças se levantaram ao mesmo tempo, caminharam uniformemente como um batalhão e com o mesmo olhar hipnotizado até o lado de fora igreja. O caos na igreja cessou imediatamente e ninguém conseguiu esboçar nenhuma reação. O que foi aquilo, meu Deus... - meu Pai se segurava para não chorar - E então... Do lado de fora, todas as 12 crianças soltaram um grito horrível. Estridente, agudo, horroroso. A sensação de pavor tomou conta de todos, e o berro durou cerca de 30 segundos... Os piores 30 segundos da vida de todos dessa vila... Ninguém conseguiu se mexer... Foi só depois, quando aquele som horrível terminou de repente, é que todos correram para fora, completamente apavorados. As crianças tinham sumido. Desapareceram completamente.
Com muito esforço, abri a boca:
- E então?...
- E então ninguém nunca mais ficou sabendo de nada sobre eles. Não houve notícia nenhuma, não deixaram rastros, simplesmente sumiram... O pavor e medo sentido pelos pais foi tão forte que minguém nunca mais teve filhos em Santa Luzia, e provavelmente ninguém nunca mais vai ter... Foi por isso que você não viu ninguém quando chegou aqui... Desse jeito, a vila caminha devagarzinho para o seu fim. - Ele olhou o relógio pendurado na parede e pareceu voltar à realidade - Nem vi o tempo passar, olha a hora. Até já escureceu. A gente tem que ir para o velório da sua mãe. Espere aqui na cozinha, eu vou pegar uma blusa no meu quarto e já volto.
Enquanto ele não voltava, conferi o meu relógio de pulso e vi que era domingo.
Em questão de segundos ele voltou vestindo uma camisa preta. Chegamos na igreja quase às 7 da noite. Todos os bancos estavam ocupados, menos um canto da primeira fila, que tinha sido reservado para nós. Sentamos e Padre Bruno (bem mais velho do que eu lembrava), à frente do caixão de minha mãe, ao qual eu continuava incrívelmente indiferente, esperava a hora certa de começar a falar. O burburinho era o costumeiro de todas as missas - a pequena população até já parecia ter se esquecido do terrível acontecimento que tinham passado.
O sino bateu 7 vezes e o sacerdote começou:
- Lúcia foi uma mulher sã. Rezava todos os sábados e domingos, confessava todos os meses. Dedicava-se de corpo e alma à sua casa e sua família - o padre olhou discretamente para mim - e fazia o possível para ajudar a todos os que lhe pediam ajuda nessa vila. Casou-se aos 20 anos com...
- Shhhhhh! - Fez alguém no último banco. Sem entender direito, o padre continuou:
- ...casou-se aos 20 anos com...
- SHHHHHH! - ouviu-se mais uma vez, e o padre parou novamente. - Escutem!
Olhei para trás e reconheci o velho rosto de Seu Joel, o pai que havia chamado o palhaço para a festa de sua filha.
- Tem alguém aí fora! - Seu Joel cochichou o mais alto que podia.
O silêncio se fez absoluto dentro da igreja, e todos puderam ouvir os passos de pelo menos dez pessoas que andavam do lado de fora. Não era possível, todos os habitantes da vila estavam no velório!
Entre cochichos curiosos e olhares desconfiados, meu pai foi silenciosamente até a entrada. Com cautela, olhou para fora e repentinamente bateu a porta, absolutamente apavorado. Voltou correndo até mim, sentou do meu lado e disse, soluçando:
- Eles... os 12... estão de volta... e chorando... Acho que eles querem te ver de volta, filho...
17/09/2007
Viúvas Negras
Está lá, no livrão de biologia: aranha da espécie Latrodectus, vulgarmente conhecida como "Viúva Negra".
A "Viúva Negra" tem esse nome pelo fato de que a fêmea mata o macho após a cópula.
(usar letras itálicas é divertido demais! olha só que bacana! uhuuu!)
Ah, mas olha que irônico.
Imagina se essa situação fosse igual com os seres humanos.
Vamos supor que, mesmo sob essas condições, a mídia fizesse pressão para com as pessoas a respeito do sexo do mesma maneira que ela faz normalmente.
Consegue imaginar essa situação, caro leitor que eu tanto estimo? Consegue perceber a fina ironia?
A análise passa daqui para frente a ter um tom mais sério do que a aparente comicidade do começo do texto.
Lá está a mídia, a Tv jorrando na sua cara inúmeras mensagens de "faça sexo, faça sexo!", e você sabe que, se assim o fizer, vai morrer logo depois.
Você não quer transar, porque você tem certeza que você vai morrer depois. Mas a tv pressiona. As revistas pressionam. As músicas pressionam.
E como você reage? "Pôxa, apesar do leve detalhe de você morrer depois, o sexo deve ser bom mesmo, né? Eles falam tanto, tem que ser bom!"
Bom, e aí eu tenho três opções de ganchos para dar rumo ao texto:
A "Viúva Negra" tem esse nome pelo fato de que a fêmea mata o macho após a cópula.
(usar letras itálicas é divertido demais! olha só que bacana! uhuuu!)
Ah, mas olha que irônico.
Imagina se essa situação fosse igual com os seres humanos.
Vamos supor que, mesmo sob essas condições, a mídia fizesse pressão para com as pessoas a respeito do sexo do mesma maneira que ela faz normalmente.
Consegue imaginar essa situação, caro leitor que eu tanto estimo? Consegue perceber a fina ironia?
A análise passa daqui para frente a ter um tom mais sério do que a aparente comicidade do começo do texto.
Lá está a mídia, a Tv jorrando na sua cara inúmeras mensagens de "faça sexo, faça sexo!", e você sabe que, se assim o fizer, vai morrer logo depois.
Você não quer transar, porque você tem certeza que você vai morrer depois. Mas a tv pressiona. As revistas pressionam. As músicas pressionam.
E como você reage? "Pôxa, apesar do leve detalhe de você morrer depois, o sexo deve ser bom mesmo, né? Eles falam tanto, tem que ser bom!"
Bom, e aí eu tenho três opções de ganchos para dar rumo ao texto:
- O rapaz se apaixona tanto por uma mulher que, mesmo sabendo que ela vai matá-la depois, quer a ter. E aí o final é trágico: "Assassinado pela mulher que era apaixonado logo após fazer amor com ela". Olha, dá até pra fazer um livro no estilo shakespeareano, Romeu and Julieta.
- Passo uma lição de moral para os irresponsáveis adolescentes (da vida real) que transam sem planejamento nenhum, sem nenhuma proteção e que acabam pegando essas doenças e morrem não logo em seguida, mas após a primeira e única relação sexual. Mas isto é lá um blog de se passar lição de moral? Claro que não, longe de mim! Chuta! Bato na madeira.
- Saio fazendo críticas esbaforidas e impensadas a respeito do estado atual da grande mídia e fico exposto a todos os tipos de conseqüências posteriores. Mas é claro que eu não sou (tão) burro assim, não farei isto.
Bom, como já foi possível perceber perdi a vontade de continuar. Estou cansado e com sono, a preguiça e grande. Vá lá, é noite de segunda-feira.
Bom, a vida segue. Esse texto tá meio bobo, com certeza é seqüela do gigante número de visitas que a crítica do Bonde do Rolê proporcionou...
Obrigado por virem, voltem sempre.
16/09/2007
Pegar o bonde andando
59 visitas em 2 dias, disparada a melhor visitação em 2 anos e meio de blog. Bonde do Rolê e fãs, muitíssimo obrigado! Já estão em casa.
Retribuição: Acesse www.myspace.com/bondedorole e www.fotolog.net/rolemania
iha!
11/09/2007
Álbum do mês - Bonde do Rolê
Minha segunda cutucada no mundo da crítica músical é com a banda/artista que mais me impressionou nos últimos tempos.
Posso dizer que até sinto uma pontinha de orgulho por eles: Bonde do Rolê. Ah, o Bonde do Rolê...
Bonde do Rolê - With Lasers
Absolutamente impossível tocar no assunto "mundo musical indie" e não falar em Bonde do Rolê. Ah, pra mim o BDR é a história engraçada mais bem contada da música até hoje (claro, considerando o meu esdruxulamente pequeno conhecimento da história dessa área).
Maravilhoso o conceito que diz que o bonde é uma banda de funk carioca cujos integrantes são universitários brancos de Curitiba: Rodrigo Gorky, Pedro D'Eyrot e Marina Vello conduzem a boiada. Mais ou menos no meio de 2005 resolveram se unir para fazer umas músicas bizarras e se divertir.
Um belíssimo dia, o perfil da banda no myspace foi descoberto pelo produtor americano Diplo e daí para frente a brincadeira não parou de crescer.
Em maio do ano seguinte, eles fizeram seus primeiros shows na Europa. Em julho, acompanharam o Cansei de Ser Sexy em uma turnê pelos Estados Unidos e Canadá.
No exato dia de hoje (11/09), o myspace aponta que a banda tem shows marcados em quase todos os dias até o começo de dezembro, em quase todas as cidades norte-americanas possíveis e na esdrúxula maioria das grandes cidades européias.
Mas vamos falar do disco em si, que só pelo nome você percebe que o que se tem em mãos não pode ser nada sério. Como você pode muito bem enxergar, a capa traz o Cristo Redentor com lasers saindo dos olhos, moda que ficou em alta no orkut há pouco tempo atrás.
O álbum não poderia começar melhor: "Dança do Zumbi" bota um funk carioca forte misturado com guitarras pesadas (traço bem marcante no grupo). A voz de Marina (a vocalista principal) entra agressiva cantando o refrão "Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/Depois disso fica pronto pra dança do zumbi". A letra ainda tem outras pérolas da bizarrice, como "cheira meia na cadeia" e mais algumas.
A próxima faixa é talvez a mais dançante do disco. "Solta o Frango" dispensa maiores comentários, a não ser o fato de ter sido o jingle de uma campanha mundial da Nokia, de ter feito parte da trilha sonora de uma série de um canal inglês (a versão original de "Betty, a Feia"), e de estar na relação de músicas que compõem o setlist do jogo Fifa 2008.
"James Bonde" (com E mesmo), pesadíssima, faz o inimaginável: Trata o famosíssimo protagonista de blockbusters como homossexual (ou viado, bicha, gayzinho, como o contexto permitir) e despeja engraçadíssimos e inusitados xingamentos em cima de xingamentos contra o coitado. Vide o refrão: "James Bond é uma biba, James Bond dá o cu [é sempre bom lembrar que em cu não há acento], James Bond chupa rola, James Bond travesti"
A bizarrice culmina em "Tieta", que lembra algum ritmo regional, e que a letra é o suprasumo da comédia chula: "...bissexual, isso que é balela / cu é tudo igual / é buraco e rodela / vale mais dois cu que uma buceta / tem muito mais opção quando a coisa fica preta...", e os palavrões seguem até o fim da música. Esta é a única música em que Marina não bota sua voz pra bater.
"Office boy" é o rock menos pesado do disco, "Marina do Bairro" tem letra mais impactante que muitos funks cariocas e raps paulistanos ("No urso de pelúcia eu roçava na infância / Depois na adolescência já me veio a ganância") e batida mais pesada do que qualquer coisa que você possa encontrar por aí. "Marina Gasolina" foi colocada em um comercial de uma marca australiana que vende calcinhas teen.
O disco ainda tem "Geremia" ("o amor ainda existe até pra quem o cu não lava") e "Quero te amar", a única música "séria" do grupo. Encerra-se com "Bondallica", literalmente hardcore.
Como pode-se perceber, a qualidade musical é nula (você pode conferir com os próprios ouvidos ao baixar o disco), e isso gera uma grande discussão entre os brasileiros, que observam de fora a estima que europeus e norte-americanos dão ao trio. Se a música é ruim, a única coisa que sobra é a letra. Mas se a letra é toda em português, como os estrangeiros que não entendem o português vão achar graça?
Essa questão, junto com a do Cansei de Ser Sexy merece mais menções neste blog e assim o prometo fazer.
Finalizando, não existe maneiras de gostar de Bonde do Rolê se o único ítem a ser avaliado é a qualidade das músicas. É necessário deixar o senso de crítico de lado por alguns instantes e ouvir apenas para se divertir.
Comprar o disco? Não se você mora no Brasil, ou na América do Sul. Só foi lançado no 1º mundo, o jeito é baixar mesmo.
Pontos Altos: Faixa 1 - "Dança do Zumbi", 2 - "Solta o Frango", 3 - "James Bonde", 5 - "Office Boy"
Posso dizer que até sinto uma pontinha de orgulho por eles: Bonde do Rolê. Ah, o Bonde do Rolê...
Bonde do Rolê - With Lasers
Absolutamente impossível tocar no assunto "mundo musical indie" e não falar em Bonde do Rolê. Ah, pra mim o BDR é a história engraçada mais bem contada da música até hoje (claro, considerando o meu esdruxulamente pequeno conhecimento da história dessa área).Maravilhoso o conceito que diz que o bonde é uma banda de funk carioca cujos integrantes são universitários brancos de Curitiba: Rodrigo Gorky, Pedro D'Eyrot e Marina Vello conduzem a boiada. Mais ou menos no meio de 2005 resolveram se unir para fazer umas músicas bizarras e se divertir.
Um belíssimo dia, o perfil da banda no myspace foi descoberto pelo produtor americano Diplo e daí para frente a brincadeira não parou de crescer.
Em maio do ano seguinte, eles fizeram seus primeiros shows na Europa. Em julho, acompanharam o Cansei de Ser Sexy em uma turnê pelos Estados Unidos e Canadá.
No exato dia de hoje (11/09), o myspace aponta que a banda tem shows marcados em quase todos os dias até o começo de dezembro, em quase todas as cidades norte-americanas possíveis e na esdrúxula maioria das grandes cidades européias.
Mas vamos falar do disco em si, que só pelo nome você percebe que o que se tem em mãos não pode ser nada sério. Como você pode muito bem enxergar, a capa traz o Cristo Redentor com lasers saindo dos olhos, moda que ficou em alta no orkut há pouco tempo atrás.
O álbum não poderia começar melhor: "Dança do Zumbi" bota um funk carioca forte misturado com guitarras pesadas (traço bem marcante no grupo). A voz de Marina (a vocalista principal) entra agressiva cantando o refrão "Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/Depois disso fica pronto pra dança do zumbi". A letra ainda tem outras pérolas da bizarrice, como "cheira meia na cadeia" e mais algumas.
A próxima faixa é talvez a mais dançante do disco. "Solta o Frango" dispensa maiores comentários, a não ser o fato de ter sido o jingle de uma campanha mundial da Nokia, de ter feito parte da trilha sonora de uma série de um canal inglês (a versão original de "Betty, a Feia"), e de estar na relação de músicas que compõem o setlist do jogo Fifa 2008.
"James Bonde" (com E mesmo), pesadíssima, faz o inimaginável: Trata o famosíssimo protagonista de blockbusters como homossexual (ou viado, bicha, gayzinho, como o contexto permitir) e despeja engraçadíssimos e inusitados xingamentos em cima de xingamentos contra o coitado. Vide o refrão: "James Bond é uma biba, James Bond dá o cu [é sempre bom lembrar que em cu não há acento], James Bond chupa rola, James Bond travesti"
A bizarrice culmina em "Tieta", que lembra algum ritmo regional, e que a letra é o suprasumo da comédia chula: "...bissexual, isso que é balela / cu é tudo igual / é buraco e rodela / vale mais dois cu que uma buceta / tem muito mais opção quando a coisa fica preta...", e os palavrões seguem até o fim da música. Esta é a única música em que Marina não bota sua voz pra bater.
"Office boy" é o rock menos pesado do disco, "Marina do Bairro" tem letra mais impactante que muitos funks cariocas e raps paulistanos ("No urso de pelúcia eu roçava na infância / Depois na adolescência já me veio a ganância") e batida mais pesada do que qualquer coisa que você possa encontrar por aí. "Marina Gasolina" foi colocada em um comercial de uma marca australiana que vende calcinhas teen.
O disco ainda tem "Geremia" ("o amor ainda existe até pra quem o cu não lava") e "Quero te amar", a única música "séria" do grupo. Encerra-se com "Bondallica", literalmente hardcore.
Como pode-se perceber, a qualidade musical é nula (você pode conferir com os próprios ouvidos ao baixar o disco), e isso gera uma grande discussão entre os brasileiros, que observam de fora a estima que europeus e norte-americanos dão ao trio. Se a música é ruim, a única coisa que sobra é a letra. Mas se a letra é toda em português, como os estrangeiros que não entendem o português vão achar graça?
Essa questão, junto com a do Cansei de Ser Sexy merece mais menções neste blog e assim o prometo fazer.
Finalizando, não existe maneiras de gostar de Bonde do Rolê se o único ítem a ser avaliado é a qualidade das músicas. É necessário deixar o senso de crítico de lado por alguns instantes e ouvir apenas para se divertir.
Comprar o disco? Não se você mora no Brasil, ou na América do Sul. Só foi lançado no 1º mundo, o jeito é baixar mesmo.
Pontos Altos: Faixa 1 - "Dança do Zumbi", 2 - "Solta o Frango", 3 - "James Bonde", 5 - "Office Boy"
05/09/2007
Independência
É isso aí pessoal, feriado!
Praia!
Quem chegar primeiro ganha!
Corre!
Feriados são motivos coerentes para que as pessoas continuem vivendo felizes.
As pessoas devem continuar vivendo felizes se elas sabem que sempre há um feriado por vir!
É isso aí!
Corre!
Eu chego antes de você na praia!
Uhuuuu!
Praia!
Quem chegar primeiro ganha!
Corre!
Feriados são motivos coerentes para que as pessoas continuem vivendo felizes.
As pessoas devem continuar vivendo felizes se elas sabem que sempre há um feriado por vir!
É isso aí!
Corre!
Eu chego antes de você na praia!
Uhuuuu!
01/09/2007
balanço de agosto
Olha aí, números de agosto:

Os números estão bem bons, tendo em vista que eu não escrevi absolutamente nada nos últimos 2 ou 3 meses.
Os próximos meses prometem ainda mais, observando-se a boa aceitação do quadro "Álbum do Mês" - fora a tão aguardada publicação dos novos episódios de "Dani".
É isso aí gente, continuemos assim, tanto eu quanto vocês!
Muito obrigado, té mais.
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