12/01/2007

Dani - parte 6


Com o carro ainda na garagem, Leandro está sentado no banco do motorista. Está concentrado, quer não cometer nenhum erro. As suas malas já estão prontas e colocadas no porta-malas. Só dependia de si mesmo ligar o carro e fazer a tão esperada viagem. Dani com certeza já estaria pronta e esperando anciosamente à uma hora dessas.

Dani estava sentada no sofá da sala, ouvindo as últimas instruções da mãe. Leitor, se ela já é linda por natureza, imagine quando esta se arruma para encontrar o namorado que tanto ama. Você consegue imaginar isso? Uma mulher provida de uma beleza perfeita ainda mais bonita? Seria isso possível?

Ela não consegue se concentrar em ouvir o que sua mãe está querendo dizer. Não pára de pensar no namorado e no que poderiam fazer nesses 3 dias que passarão na praia. Para falar a verdade, ela já sabe de tudo o que sua mãe está falando, e realmente não precisa prestar muita atenção.

Marisa está completamente transtornada. Enquanto passa as últimas as instruções para sua fllha, tenta decidir se pede ou não para que Dani não transe com Leandro. Embora os dois tenham uma ótima relação e sejam maduros, é o tão "mal-falado" Leandro que está do outro lado. Não conseguia decidir sobre falar ou não, embora parecesse óbvio que uma hora ou outra eles transariam.

Lúcio está com a cabeça apoiada no vidro da janela do seu quarto. Olha lá embaixo a correria da cidade. Está desolado. Dani realmente vai passar o fim de semana com Leandro. Contava com algum imprevisto e uma mudança de planos de última hora. Mas aparentemente nada disso havia ocorrido, e a viagem realmente aconteceria. "Os dois sozinhos lá... com certeza eles vão acabar transando..." era o pensamento que não saía da sua cabeça. Com um ato desses, a relação dos dois ficaria mais forte e as chances de Lúcio acabariam ali mesmo.

Torcia com todas as suas forças para que Leandro fizesse alguma besteira que Dani não gostasse a ponto de terminarem, embora sabendo que ela sofreria por um bom tempo e que com isso Lê estaria "desprotegido" e assim mais apto a fazer besteiras novamente. Mas essa era a única maneira que Lúcio enxergava.

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