13/11/2006

Los Hermanos - Todo Carnaval Tem Seu Fim


eu tava aí!
pena que não dá pra ver os confetes...

isso é um teste, o primeiro video que eu tô postando.

07/11/2006

Dani - parte 4

Dani abriu os olhos. Como pode isso, leitor? Os simples fatos de acordar, de despertar de uma pequena soneca, de se remexer e dar uma espreguiçada são apenas alguns entre tantos outros que dão a prova concreta e inquestionável de que Dani é sim uma mulher perfeita.

Lúcio é um rapaz tímido. Mas vamos ver, criemos situações mais complexas: Ele tem grandes oscilações em seu quadro de timidez. Tudo depende do dia. Ele sempre fala muito bem em público, mas de vez em quando trava ao dizer para alguém da família que vai dar uma voltinha pelas ruas. E convém dizer aqui que, em duas situações idênticas, ele poderia morrer de vergonha em uma e na outra sorrir alegremente sem nenhum receio. Tudo dependia do dia, do jeito que ele acordava.

Conversar com garotas novas para ele não é problema, mas contar uma piadinha simples para alguma amiga de alguns anos é difícil. Principalmente se essa amiga for Dani. Mas, leitor, eu não tinha dito há alguns parágrafos atrás que o Lúcio era o melhor amigo dela? Sim, eu disse. Mas então o que acontecia? Ele se sentia preso. Alguma coisa não o deixava abrir aquele sorriso que, bem dado, deixava muitos admirados quando este estava ao lado dela. Seria essa coisa o amor que ele sentia? Na verdade, nem eu nem Lúcio estamos certos se o que ele sentia mesmo era amor, paixão ou só "atração" mesmo.

São cinco e meia da tarde ainda, a mala está arrumada, e aquela velha inquietação que Dani sempre sentia antes de sair para viajar de férias ou em feriados começava a invadí-la. Ela vai até a sala, desliga a televisão que ninguém estava assistindo e vai para a cozinha. Boceja. Abre a geladeira. Boceja de novo. Procura algo interessante para comer. Tira um pacote de bolachas, e come sem medos (Dani é realmente uma garota espetacular, nunca precisou se preocupar com o que estava comendo para evitar o terrível fato de engordar).

Termina de comer, enrola um pouco, lê alguma revista, e o tempo parece não passar de jeito nenhum. São dez para às seis ainda, falta um pouco mais uma hora ainda até o momento dele chegar para Dani enfim poder viajar. Então o que fazer?

Ela lembra que tinha que ligar para alguém, para alguma amiga, e contar as últimas novidades antes da viagem. Então Dani pega o telefone e disca o numero de Ana (sua grande amiga que senta ao seu lado na escola). Aguarda. Não atende. Não atende. Não atende. Ela se lembra que Ana também ia viajar, e desliga. Mas ela precisa conversar com alguém, fazer o tempo passar. Pensa em todos os grandes amigos que ela tem, escolhe o que ela julga ser a pessoa que melhor lhe ouve e disca o seu número. Alguém atende.

- Alô?

A voz de Dani continua linda.

- Quem é?
- É o Lúcio? Quem tá falando é a Dani.

O coração de Lúcio dispara. Apesar de serem melhores amigos, foram poucas as vezes em que eles conversaram pelo telefone. E em todas as vezes foi ele quem ligou.

- Oi Dani, tudo bem?
- Tô meio apreensiva e você?
- Apreensiva? Por quê? Aconteceu alguma coisa?
- Nããão! Sei lá, apreensiva, inquieta, hiperativa, tudo a mesma coisa. Eu sempre fico assim antes de viajar...
- Ah é, né? Você vai viajar com o Lê, né? No feriado...
- É, eu vou. Minha mãe não quis deixar muito, mas com pouco de insistência ela sempre deixa.
- Dani, como amigo mesmo, eu posso te pedir um favor e dar um aviso ao mesmo tempo?
- Pode, ué.
- Tome muito cuidado com ele lá na praia.
- Ah, por que que tá todo mundo dizendo isso?
- Porque todo mundo conhece o tipo dele, e lá vocês vão estar sozinhos ainda por cima...
- Pare com isso, vai dar tudo certo! Eu tenho certeza que ele não vai fazer nada dessa vez!
- Tá bom Dani, mas se cuide então, pelo menos.
- Tá. Tudo vai dar certo, fique tranqüilo.