Ali estavam todos eles. Todos, sem exceção. Aguardavam ansiosamente a sua chegada.
Afinal, ela merecia tudo isso. Era ela quem sustentava todos, cuidava de todos, se esforçava para pagar as contas no final do mês, e de vez em quando era ela quem dava um presentinho. Era ela quem sustentava todos, moral, física e psicologicamente falando. Resumindo, sem ela tudo desmoronaria, e eles sabiam disso.
Continuavam parados esperando. Mas vem cá, não está demorando um pouco? Iriam fazer uma grande surpresa.
O menor teve um dia difícil e cansativo na escola. Horas antes apresentara um trabalho na frente da turma toda. Isso não é pra qualquer um.
O adolescente passara o dia inteiro em casa, alternando entre livros e televisão. Achava aquilo tudo muito chato, toda essa organização, toda essa espera era desnecessária, mas necessária era uma merecida homenagem.
A “recém-adulta” trabalhara o dia inteiro e torcia para que aquela “sessão” não demorasse muito, pois em alguns instantes ela deveria voltar para a escola.
O “já-há-algum-tempo-adulto” recebia a todos estes acontecimentos com um grande e agradável sorriso no rosto. Antigamente achava aquilo tudo uma chatice só, não percebia o valor. Agora reconhece.
Algum barulho? É ela! Silêncio!
Alarme falso. Não era ela.
Todos dão risadinhas enquanto olham uns para os outros.
Começam a conversar, sobretudo o menor, que conta que a sua apresentação na escola fora um sucesso, a professora adorara.
O telefone toca. Ela chega em 1 minuto!
Vamos! Está tudo organizado? Já sabem o que fazer? No 3, todos gritam, ok? Agora silêncio que ela já chega!
1... escutam alguém falando do outro lado da porta.
2... a chave abrindo a porta faz barulho.
3... Surpresa!!
Feliz dia das mães!
Abraços.